quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Comissão RS procura a Assembléia Legislativa para solicitar convocação da Conferência Estadual de Comunicação
Com a intermediação do deputado Elvino Bohn Gass foi possível uma agenda rápida com Ivar Pavan que prontamente solicitou que o superintendente de Comunicação da Assembleia Legislativa, Celso Schröder, juntamente com os setores administrativos da casa recebessem a comissão e construísse um projeto de Conferência. "Com este projeto eu poderei ver as condições que temos para a realização desta atividade", assegurou Ivar.
O Superintendente de Comunicação da AL, Celso Schröder recebeu a Comissão RS - Pró-Conferência Nacional de Comunicação, na parte da tarde. No encontro, foi tratado o modo como será feito o chamamento para a Conferência Estadual de Comunicação. Schröder informou à Comissão que apesar do prazo exíguo, na próxima terça-feira, dia 22, a proposta de convocação da Conferência passará pela mesa diretora da Assembléia que através de uma "Resolução", ao invés de decreto, oficializará a Conferência Estadual de Comunicação.
Schröder também adiantou que os recursos financeiros para a realização da etapa estadual também será garantido pelo Comissão Nacional da Conferência. Quanto aos locais foram sugeridas algumas possibilidades. A data para a realização ficou acordada de ser nos dias 6 e 7 de novembro. A Comissão RS preocupada com os prazos sugeriu que a comissão organizadora da etapa estadual fosse composta por oito representantes da sociedade civil, oito representantes do empresariado e oito representantes do governo.
Na quinta-feira (17/9) às 19h, haverá a reunião ordinária da Comissão Pró-Conferência, na sala Salzano Vieira da Cunha, 3º andar da Assembleia Legislativa, para tratar desta comissão e dos encaminhamento de suas atividades.
Participaram da Reunião pela comissão RS: Paulo Farias, Daiane Cerezer e Sonia Solange (CUT), Cristina Lemos (Sintrajufe), Décio Monteiro e Francisco Correia(Sindiserf), Candice Cresqui (FNDC), Luis Henrique Silveira (Engenho Comunicação e Arte), Oscar Plentz (Poa TV), Jeanice Ramos (Secretária Comissão RS).
Com informações site da CUT-RS
Foto Daiane Cerezer
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Conferência Nacional de Comunicação: tão inadiável quanto a democratização
Diante dos impasses criados pela decisão de setores empresariais de se retirarem da Comissão Organizadora da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), a Central Única dos Trabalhadores divulgou a nota abaixo, assinada pelo seu presidente, Artur Henrique, e pela secretária nacional de Comunicação, Rosane Bertotti:
Para a CUT, a Conferência deve ser tripartite, democrática, com respeito à representatividade e diversidade, à pluralidade de nosso país e com efetiva participação dos movimentos sociais, tendo clara a necessidade de convivência dos sistemas público, estatal e privado.
Infelizmente, setores empresariais que detêm concessões públicas decidiram comportar-se como donos da mídia e, em nome do que chamam "preceitos constitucionais da livre iniciativa, da liberdade de expressão, do direito à informação e da legalidade" - que violam diariamente conformando oligopólios inexpugnáveis ao contraditório, retiraram-se do debate.
A inconformidade com a democracia e a falta de sutileza de tais setores ficaram evidenciadas recentemente na troca de farpas entre dois pesos pesados do segmento: a Rede Globo e a Rede Record que, cada uma a seu modo, vêm esclarecendo os telespectadores sobre o histórico pouco abonador da concorrente.
A realização da Conferência é um ato de respeito à diversidade, oportunidade ímpar para dar visibilidade a um tema tratado como tabu pelos grandes conglomerados, mas que é decisivo para que o país avance.
Mais do que nunca, é preciso que o governo federal tenha a agilidade necessária na convocação da reunião que decidirá, de forma definitiva, o calendário que deslanchará, de uma vez por todas, esta estratégica Conferência.
Conclamamos a nossa base a continuar mobilizada para tornar esta aspiração uma realidade.
Artur Henrique, presidente da CUT
Rosane Bertotti, secretária nacional de Comunicação da CUT
Atualizado em ( 17/08/2009 )
terça-feira, 14 de julho de 2009
CUT realizará V Encontro Nacional de Comunicação em São Paulo
O principal objetivo do evento é possibilitar que as CUTs estaduais e ramos se apropriem deste tema estratégico no seu dia a dia, "por meio das secretarias de comunicação das estruturas horizontal e vertical da Central, seja na participação do processo da Conferência Nacional de Comunicação", onde haverá um duro embate entre os movimentos sociais que lutam pela sua democratização, pela pluralidade e diversidade, e o setor mercantil, que vê a informação como mercadoria.
"Ao reafirmar a concepção de que o desenvolvimento do país se dá com emprego, renda e democracia, e que o enfrentamento aos efeitos causados pela crise internacional sustenta-se neste tripé, a CUT entende que ações efetivas em defesa da democratização dos meios de comunicação, que façam frente ao latifúndio midiático que impera em nosso país é prioridade na disputa pela hegemonia na sociedade e para ampliação de nossa luta por uma sociedade justa, igualitária e socialista", afirma o texto base apresentado pela Secretaria Nacional de Comunicação da CUT.
Para o presidente nacional da CUT, Artur Henrique, "democratizar a comunicação significa colocar os meios a serviço da sociedade como um todo e não apenas de grupos econômicos que, infelizmente, têm feito da concessão pública mais do que um espaço privado, mercantil". Conformar instrumentos para fazer a disputa de hegemonia, colocando em pauta o projeto da classe trabalhadora, avalia Artur, é uma questão chave para o aprimoramento do processo democrático.
Entre as prioridades para o período sustenta Rosane Bertotti, secretária Nacional de Comunicação, "está a de potencializar a utilização dos meios de que dispomos - como o Jornal da CUT e o Portal do Mundo do Trabalho - aprimorando-os e investindo em novos instrumentos, visando eficácia na divulgação de nossas ações e reafirmação de nossos princípios, fundamentais para a disputa". Em relação à Conferência, acrescentou, um dos principais objetivos é costurar uma ampla unidade entre os movimentos sociais para garantir a reestruturação das leis que regem a comunicação no Brasil, "há muito não aplicadas e obsoletas".
ENACOM - Serão delegados/as do Encontro os/as Dirigentes da Executiva Nacional, representantes das Estaduais da CUT e dos Ramos, pelos critérios de participação estatutários utilizados para a composição da Direção Nacional, com exceção dos casos onde a Estadual ou o Ramo tenham direito a apenas um representante. Nestes casos, será autorizada a inscrição de dois delegados/as, prioritariamente nestes casos, o primeiro nome deverá ser o do/a secretário/a de Comunicação.
Conforme orientação anterior, as Estaduais da CUT e os Ramos deverão realizar processo preparatório ao ENACOM durante os CECUTs, portanto, o tema deverá integrar a pauta dos Congressos Estaduais da CUT, visando o aprofundamento do tema, a discussão de propostas a serem levadas ao Encontro Nacional de Comunicação e a tirada de delegados/as ao ENACOM, que não necessariamente devem ser delegados/as aos CECUTs.
Ver a programação AQUI.
Fonte: CUT
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Carta da CUT ao ministro do planejamento
Em defesa da Conferência Nacional de Comunicação
A decisão deste Ministério de cortar 80% dos recursos previstos para a realização da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) representa um duro golpe e vai na contramão do compromisso assumido pelo presidente Lula de realizar um amplo debate nacional sobre o tema.
Se mantida a posição ministerial de reduzir de R$ 8,2 milhões para R$ 1,6 milhão a dotação orçamentária, vai haver esvaziamento da discussão sobre a urgente e necessária democratização das comunicações. Por isso é necessário que tal decisão seja imediatamente revista, a fim de que as comissões possam continuar fazendo o seu trabalho e o evento não seja definitivamente inviabilizado pela gravidade dos cortes - e o conseqüente comprometimento dos prazos.
Vale lembrar que os recursos previstos já não garantiam sequer a participação dos suplentes - representantes da sociedade civil não-empresarial - na Comissão Organizadora da Confecom, responsável por coordenar, supervisionar, elaborar o regimento interno e realizar a Conferência Nacional de Comunicação.
Pela previsão inicial - ameaçada pela falta de provisão orçamentária, que obviamente atenta contra os prazos e a qualidade dos debates -, até o dia 31 de agosto devem ser realizadas as Conferências Municipais e até o dia 31 de outubro as Conferências Estaduais, no processo a ser concluído nos dias 1, 2 e 3 de dezembro, na etapa nacional, em Brasília. Portanto, estamos correndo contra o tempo.
A CUT alerta ao Ministério do Planejamento para a dimensão do duro embate em curso entre os interesses da sociedade, representados de um lado pelos movimentos sociais que lutam pela democratização da comunicação, pela pluralidade e diversidade, e, de outro, pelo setor mercantil, que vê a informação como mercadoria e tenta continuar intocável, como numa terra sem lei.
Precisamos garantir a Confecom para pautar a democratização dos meios de comunicação, como um compromisso claro, como política de Estado. Daí a importância de assegurarmos a participação dos vários setores envolvidos para construirmos um novo marco regulatório nas concessões públicas de rádio e televisão, fazendo frente ao latifúndio midiático que impera em nosso país, que de tudo faz para confinar brasileiros de todas as regiões na letargia política e na ignorância. Nosso objetivo é garantir o direito a uma informação democrática, plural e veraz. Lutamos para ampliar os meios comunitários, públicos e estatais, fortalecendo o campo democrático e popular na disputa pela hegemonia na sociedade e na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Se há dois pólos em disputa e a Conferência é o primeiro grande passo nesta caminhada, a manutenção dos cortes seria mais do que uma pedra em favor dos inimigos da democracia e do país.
Atenciosamente,
Artur Henrique, presidente nacional da CUT
Rosane Bertotti, secretária nacional de Comunicação da CUT
Fonte: CNPC
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Silêncio na comunicação ou O corte que não é noticia
"Quem tem poder para difundir notícias, tem poder para manter segredos e difundir silêncios. Tem poder para decidir se o seu interesse é mais bem servido por notícias ou por silêncios"
Boaventura de Sousa Santos
Conforme o Dieese, mais de dois milhões e duzentos mil empregos podem ser gerados com a medida, mais do que necessária para o fortalecimento do mercado interno e o enfrentamento aos impactos da crise internacional em nosso país. Importante também como elemento de justiça, já que a produtividade aumentou mais de 150% desde a última redução da jornada, feita pela Assembléia Nacional Constituinte em 1988. Com a decisão, ganham a saúde, o lazer, a cultura, a família...
E como a mídia acompanhou a votação? Quantas redes de rádio e televisão cobriram o plenário completamente lotado pelas principais lideranças do país, de todas as centrais sindicais, comemorando um passo histórico? Ignorando solenemente as exigências da própria Constituição de que a mídia deve ter um papel além de informativo, educativo e formativo, demonstraram que sua pauta atende os interesses de quem está do outro lado do guichê. Os que lucram com a exploração do mundo do trabalho. Afinal, quem paga a banda escolhe a música, não é mesmo? Desta forma, o tilintar dos cifrões fala mais alto e embala as redações.
No exato momento em que transcorria a votação, um valoroso fotógrafo cutista, Roberto Parizotti, documentava a variedade - e a mesmice - das telinhas dos televisores numa loja de eletrodomésticos. Absolutamente nada, silêncio sepulcral. Aquele fato com que tanto vibramos simplesmente não era notícia para os que, sendo proprietários de concessões públicas, se crêem donos da mídia - e do país.
Uns dias antes, nossa Central enviou uma carta ao Ministério do Planejamento onde condenamos o corte de 80% dos recursos previstos para a realização da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), convocada pelo próprio presidente Lula durante o Fórum Social Mundial de Belém, em janeiro. Alertamos que, se mantida a posição ministerial de reduzir de R$ 8,2 milhões para R$ 1,6 milhão a dotação orçamentária, haverá esvaziamento da discussão sobre a urgente e necessária democratização das comunicações e que "por isso se faz necessário que tal decisão seja imediatamente revista, a fim de que as comissões possam continuar fazendo o seu trabalho e o evento não seja definitivamente inviabilizado pela gravidade dos cortes - e o conseqüente comprometimento dos prazos".
Lembramos que os recursos previstos já não garantiam sequer a participação dos suplentes - representantes da sociedade civil não-empresarial - na Comissão Organizadora da Confecom, responsável por coordenar, supervisionar, elaborar o regimento interno e realizar a Conferência Nacional de Comunicação. E que a falta de provisão orçamentária atentava contra os prazos e a qualidade dos debates.
Os movimentos que lutam pela democratização da comunicação, pela pluralidade e diversidade, querem aproveitar o processo da Conferência para ampliar os espaços comunitários, públicos e estatais, a fim de que o direito humano à comunicação seja respeitado e não continue sendo tratado como moeda de troca, sem critério nem controle social, para deleite dos que mercantilizam a informação.
No momento em que os monopólios de mídia elevam o volume - e o tom - multiplicando inconsciências, entendemos perfeitamente as razões do corte continuar sendo segredo e não notícia. A Conferência precisa deste recurso. O Brasil agradece.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Centrais sindicais se unem para apresentar proposta conjunta na Confecom
CUT, CGTB, CTB, Força Sindical e UGT vão somar esforços e entrar unidas no combate pela democratização da comunicação. A decisão foi tomada em reunião das centrais no dia 17 de junho, em São Paulo. A idéia é participar do processo da Conferência Nacional de Comunicação, convocada pelo governo federal, com uma plataforma comum do movimento sindical para romper as cercas do latifúndio midiático.
Na avaliação da Secretária Nacional de Comunicação da CUT, Rosane Bertotti, que integra a Comissão Organizadora da Conferência, “a articulação com as centrais e com os movimentos sociais será determinante para que as forças populares sejam vitoriosas na batalha contra os que querem manter a comunicação como um privilégio de poucas famílias, gente que se comporta como dona da verdade por ser detentora dos meios que são concessões públicas”.
Rosane Bertotti deu um informe sintético sobre os últimos dois anos de atuação do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), das resistências enfrentadas e dos obstáculos removidos para a realização da Conferência Nacional.
Entre as principais reivindicações das centrais estão a mudança do marco regulatório, garantindo, entre outros avanços, que haja uma regulação efetiva das concessões de rádio e televisão – hoje disponibilizadas tão somente pelo critério mercadológico, sem acesso aos movimentos populares e via de regra contra eles; o estabelecimento de mecanismos de controle social, com a instituição e fiscalização efetiva dos Conselhos Nacional, Estadual e Municipal de Comunicação, com caráter institucional e ligado ao Executivo, e a disponibilização do acesso gratuito da população à internet banda larga e à popularização da TV digital. As centrais também vão defender um espaço gratuito no rádio e na televisão, proporcional entre as entidades legitimamente constituídas e reconhecidas, no mesmo padrão atualmente utilizado pela legislação partidária.
Para o secretário de Divulgação e Comunicação da UGT, Marcos Afonso Oliveira, “ao atuar coletivamente e lutar por bandeiras comuns, as centrais ampliam as condições para serem vitoriosas em suas reivindicações contra poderosos interesses que se articulam para que nada mude”.
De acordo com Carlos Rogério Carvalho Nunes, secretário de Comunicação da CTB, a atuação conjunta a partir de agora dará uma nova qualidade à ação pela democratização da comunicação. “Nossa central realizou um encontro de comunicação recentemente, onde decidimos jogar peso neste processo da Conferência. Os debates são uma oportunidade de dialogarmos com a sociedade sobre os mecanismos de dominação de umas poucas famílias contra a sociedade brasileira e a necessidade de reverter essa lógica excludente”, disse.
“Realizaremos nosso Congresso nos próximos dias e este tema certamente ganhará um bom destaque, pois precisamos envolver o conjunto das entidades para que tenhamos mais respaldo para as nossas bandeiras”, declarou Dalva Ueharo, assessora de Comunicação da Força Sindical.
“Lutar pela democratização da comunicação é lutar pelo aprofundamento e aprimoramento da democracia em nosso país. É preciso pôr fim à manipulação e desinformação que são práticas recorrentes dos grandes meios de comunicação contra os interesses nacionais e populares. Nossa atuação unitária na Conferência abre essa possibilidade e não vamos desperdiçá-la”, ressaltou Valdo Albuquerque, assessor de Comunicação da CGTB.
Fonte: CNPC
quinta-feira, 4 de junho de 2009
É possível democratizar a Comunicação no Brasil?
Na próxima sexta-feira, dia 5 de junho, a Central Única dos Trabalhadores em Sergipe – CUT/SE vai realizar o seu Encontro Estadual de Comunicação. Este evento ocorre um dia antes da realização do 11º Congresso Estadual da CUT/SE, que será realizado em Aracaju.
O tema central do Encontro Estadual de Comunicação da CUT/SE é uma pergunta: “É possível democratizar a comunicação no Brasil?”. Todo debate passará necessariamente pelas contribuições do movimento sindical à 1ª Conferência Nacional de Comunicação, que será realizada em dezembro deste ano.
O convidado para o evento é Alípio Freire, jornalista e escritor, membro do conselho editorial do Jornal Brasil de Fato e da direção da editora Expressão Popular. Também confirmou presença a secretária nacional de Comunicação, Rosane Bertotti, que também é membro titular da Comissão de Organização da 1a Conferência Nacional de Comunicação Social.
Podem participar desse encontro, que será realizado no auditório da CUT, todos os delegados eleitos e inscritos para o 11º CECUT/SE, além dos comunicadores que assessoram as entidades cutistas, outros jornalistas e estudantes. "É um encontro aberto para toda sociedade, mas é preciso se inscrever até as 12 horas desta quinta-feira, na CUT, porque vamos ter almoço no local", informa Cristian Góes, da CUT/SE. O evento é gratuito.
A abertura do evento será feita pelo presidente da CUT/SE, Antônio Carlos Góis, que vai falar sobre “A comunicação como estratégia para a luta dos trabalhadores”. Logo depois a secretária nacional de Comunicação da CUT para sobre os desafios do campo popular e sindical na 1a Conferência Nacional de Comunicação Social.
Na parte da tarde é a vez do do jornalista Alípio Freire falar sobre o tema: " É possível democratizar a Comunicação no Brasil?". Os participantes do Encontro Estadual de Comunicação da CUT/SE, na parte da tarde, também vão ler, debater e emendar (se for o caso) dois textos-teses sobre comunicação. Um que versa da 1ª Conferência Nacional de Comunicação e outro que trata da Comunicação Social em Sergipe.
As possíveis alterações e outras propostas apresentadas em Sergipe pelos participantes do Encontro Estadual de Comunicação serão apresentadas no 11º Congresso Estadual da CUT/SE e no 5º Encontro Nacional de Comunicação da CUT, que será realizado em São Paulo de 8 a 11 de julho.
PROGRAMAÇÃO
8 h - Abertura
9 h - “A comunicação como estratégia para a luta dos trabalhadores” - Antônio Góis, presidente da CUT/SE
9h30 - “Os desafios do campo popular e sindical na 1a Conferência Nacional de Comunicação Social". Rosane Bertotti (CUT-Nacional).
10h30 - Debates
21h - Almoço no local
13h - Filme - Oaxaca
14h - "É possível democratizar a comunicação no Brasil?” - Alípio Freire (Brasil de Fato)
14h40 - Debate.
16h - Leitura e debates sobre as teses nacional (Conferência de Comunicação) e estadual sobre Comunicação.
17h30 - Enecerramento.
sábado, 30 de maio de 2009
Acompanhe o I Seminário
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Cutistas discutem estratégias para chegar bem preparados a Confecom
Depois de dois dias intensos de debate sobre democratização da comunicação, os grupos dos três estados do sul se reuniram para definir o que a CUT quer discutir na Conferência Nacional de Comunicação e de que forma vão articular para que mais pessoas se juntem ao movimento.
Cada participante recebeu fichas para escrever o acreditava ser importante abordar no encontro em Brasília e como os militantes da CUT devem proceder para chegar mais bem preparados para a Confecom.
Abaixo, as deliberações da reunião:
Qual a estratégia da CUT no processo de Conferência Nacional de Comunicação?
- Articular na defesa de proposta que apontem para mudança na atual estrutura e avancem na democratização;
- Envolver os trabalhadores neste processo e propor novas formas de comunicação;
- Debater em mesa própria a conferância nos congressos estaduais da CUT;
- Debater nos estados as propostas em andamento do regimento interno para subsidiar nossos representantes;
- Fazer divulgação para toda a sociedade organizada no município e não ser engolido pelos empresários e comunicadores locais;
- Fazer um debate nas regionais da CUT;
- Fazer material para a sociedade que vai acontecer a conferência de comunicação;
- Participar, ocupar espaço nos fóruns e locais de discussão sobre a conferência;
- Promover eventos para fazer esta discussão com a sociedade;
- Fazer a sociedade tomar conhecimento e se organizar
- É dever da CUT fazer o debate e tirar as prioridades para fazer o enfrentamento das grandes redes.
- Reproduzir as comissões no interior via regionais das CUTs
- Esclarecer e mobilizar a população sobre a verdadeira razão desta conferência (usar sites, jornais e falas com os trabalhadores m assembléia)
- Aguardar o regimento interno;
- Participar das comissões pró-conferência;
- Divulgar o evento para o cutistas;
- Divulgar o evento para as demais entidades do município;
Quais são as propostas que a CUT deve priorizar na conferência? Quais não deve abrir mão?
- Queremos que a CUT PR e SC chame para si o debate da conferência pois não tem a na mídia espaço para fazer a luta de classe. Somos a maioria, mas não temos o espaço para denuncia da injustiças e fazer chegar aos trabalhadores as lutas da nossa central.
- Fortalecer as Rádios Comunitárias;
- Mais informação, formação e mobilização;
- Sobrevivência das Rádios Comunitárias, prefixos e potência das rádios;
- Queremos que a comunicação seja pública;
- Queremos o fim do monopólio. Por ser pública, não pode estar na mãe de famílias;
- A questão da propaganda de apelo infantil (consumo), Marco regulatório, TV e rádio pública que seja realmente pública;
- Controle social e produção de conteúdo.
Juliana Bassetti
(48) 3207-1213
(48) 4052-8108
(48) 9985-4128
Pontão de Cultura Digital Projeto Ganesha - Articulação Catarinense
Balanço Geral da Pré-Confecom
Evento destacou a urgente necessidade de democratizar o sistema de comunicação brasileiro
O público foi composto por mais de cinquenta pessoas, entre dirigentes sindicais, assessores de comunicação, militantes de movimentos sociais, e representantes de transmissoras comunitárias, todos da Região Sul.
Durante os três dias de evento ocorreram exposições com o doutor em psicologia Pedrinho Gaureschi; o coordenador executivo da rede Abraço [Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária], José Soter; o professor da Universidade de São Paulo e pós-doutor pelo Instituto de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Londres, Bernardo Kucinski; o jornalista, sociólogo e diretor da Federação Nacional dos Jornalistas [Fenaj], José Torves; a diretora executiva nacional da campanha “Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania”, Cláudia Cardoso; o coordenador da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Radiodifusão [Fitert], Nascimento Silva; o diretor da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunicações [Fittel], Juan Sanches; e o professor do Departamento de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina, Carlos Locatelli.
A Pré-Confecom se propôs a formular uma estratégia coletiva para intervir no processo da 1ª Conferência Nacional de Comunicação [Confecom – 01 a 03/12 – Brasília-DF], com debates sobre os temas da agenda do setor, políticas públicas para a comunicação e o papel da CUT e do movimento social na Conferência. Confira a síntese das discussões e as propostas retiradas durante a atividade.
1º Dia [13/05]
O desafio da participação na Conferência – Comunicação e Transformação Social: direitos humanos e desenvolvimento
Este painel aconteceu na manhã do primeiro dia da Pré-Confecom e contou com exposições de Pedrinho Guareschi [UFRGS] e José Sóter [Abraço]. Guareschi começou sua exposição despertando a reflexão do público presente. “Da dominação do saber nascem todas as outras dominações. Daí a importância da Confecom, de se propor a democratizar os meios de comunicação e o conhecimento. Há mais de dez anos debatemos a necessidade de realizá-la, e quase não saiu porque não interessa aos donos da mídia”. Pedrinho ainda analisou as mudanças comportamentais da sociedade contemporânea. “Kant dizia que o tempo, espaço e distância era a priore do ser humano. Atualmente isso mudou. O tempo é o agora, a realidade é o agora, o ontem não interessa mais. Há um novo sentido de público e privado. Público é onde existe o olho grande da mídia, e o privado é aquilo que não é midiado. E a mídia só transmite aquilo que lhe interessa, sobretudo no que se refere a valores econômicos e controle de opinião pública, mas as principais pautas e agendas são ocultadas. A Conferência que tem se dar conta do que tudo isso acarreta. Tem gente lucrando muito, em detrimento do interesse coletivo”.
Acerca do debate estratégico da Confecom, Guareschi foi incisivo. “Será o da propriedade privada dos meios de comunicação. Se alguém detém os meios, acabou-se a liberdade do cidadão. Por isso precisamos de uma Conferência de Comunicação”.
O diretor da Abraço chamou a atenção para a priorização da comunicação como instrumento fundamental para a conquista da hegemonia. “Temos grandes entidades, com recursos, que não investem em comunicação. Há que se ter clareza que para democratizar os meios é preciso conteúdo de qualidade, e isso não se dá de graça, necessita de investimento. Caso contrário, perderemos a guerra da comunicação”. José Sóter disse ainda ser fundamental utilizarmos os meios de comunicação que temos para mobilizar todos os movimentos sociais, organizados ou não, para debater a comunicação e intervir na Conferência. “É na Confecom que vamos falar de qual sistema de comunicação queremos para a sociedade que almejamos”.
Construindo um sistema público de comunicação – O papel das políticas públicas
Ainda no primeiro dia de Pré-Confecom, mas no período da tarde, Bernardo Kucinski [USP] e José Torves [Fenaj] discorreram acerca do tema “Construindo um sistema público de comunicação – O papel das políticas públicas”. Antes de abordar o assunto, o professor Kucinski denunciou a exacerbação ideológica dos grandes meios de comunicação, citando o caso dos "jornalões" que, ao saírem no dia seguinte às notícias, "com pelo menos oito horas de atraso", trazem cada vez menos informação e mais interpretação. "No Brasil, o problema se agrava, pois temos uma mídia altamente concentrada, oligárquica", assinalou Kucinski, frisando que "o golpismo é uma síndrome desta mídia, cuja poderosa articulação traz risco à democracia". Exemplificando, o professor lembrou como os grandes meios acabam reproduzindo a mesma visão de mundo, colocando-se no campo oposto ao do interesse nacional e popular: "estão todos contra o Mercosul, contra o Programa Bolsa Família e o Pré-sal, é como se tivessem um comando supremo da burguesia, o que tem um efeito muito pernicioso para a democracia". Da mesma forma, disse, a nível local, nos pequenos municípios, a "ética da malandragem" se reproduz, convertendo-se numa cultura dominante nos meios, "o que é muito grave".
Entre as iniciativas que necessitam ser implementadas, defendeu Kucinski, encontra-se a criação de um sistema de distribuição de revistas pelos Correios, que é estatal, "para combater o monopólio no terreno comercial", um "plano agressivo de inclusão digital, utilizando os recursos do FUST (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações), que nós já pagamos nas nossas tarifas de telecomunicações" e o imediato recadastramento das rádios e televisões, com o governo assegurando que se cumpra a lei, disciplinando de uma vez por todas as concessões públicas. Além destas medidas, o professor ressaltou a importância da pressão popular para que haja investimento do governo na imprensa alternativa, comunitária, estatal e pública, a fim de que se possa fazer um contraponto real e eficiente "ao mimetismo do sistema dominante".
Por sua vez, José Torves analisou a democratização das verbas publicitárias e a necessidade de priorizar o financiamento de meios alternativos à mídia mercantil, para que haja investimento na diversidade e pluralidade. “Precisamos consolidar nossas posições para confrontar os valores do sistema capitalista, para dar-lhe enfrentamento também na superestrutura, no ideológico. Hoje, esta é uma realidade distante, pois apenas oito famílias dominam a comunicação no país", declarou o dirigente da Fenaj, expressando que esta concentração absurda e absoluta vai tolhendo a possibilidade da crítica. Torves citou o projeto de cotas de produção regional, apresentado pela deputada Jandira Feghali [PCdoB], e que está engavetado na Câmara, como "uma das iniciativas a serem resgatadas" como proposta para a Conferência Nacional de Comunicação. "A diversidade tem que estar contemplada", enfatizou.
Outro ponto importante na avaliação de Torves é a garantia de uma legislação de fiscalização dos grupos de comunicação, citando o caso da RBS (Rede Brasil Sul de Comunicações) com suas 22 estações de TV - quando a lei permite apenas 3 - e 25 emissoras de rádio. "Sem falar na péssima qualidade da informação e da programação das emissoras do país, que não cumprem os pré-requisitos fundamentais para uma concessão pública", acrescentou o dirigente da Fenaj.
Atividade Cultural
LIVRO - Como atividade cultural da pré-Conferência, foi lançado o livro Bolívia nas ruas e urnas contra o imperialismo (Editora Limiar, 110 páginas, 2ª edição), do assessor da CUT Nacional e editor do jornal Hora do Povo, Leonardo Wexell Severo, que aborda a manipulação dos meios de comunicação, a serviço das transnacionais e do capital financeiro contra a democracia na Bolívia e a integração latino-americana. De acordo com o secretário de Relações Internacionais da CUT, João Felício, que faz o prefácio do livro, os textos foram colhidos no calor dos acontecimentos em meio aos conflitos em Tarija, La Paz e Santa Cruz de la Sierra - quando a direita tentou depor Evo Morales em 2008 -, "representando uma importante contribuição para que se possa avaliar a riqueza do processo em curso nesse país irmão, reforçando a necessidade da mobilização em solidariedade ao povo e ao governo bolivianos".
FILME - Na oportunidade também foi exibido o filme "Arriba los de abajo - crónica de un pueblo em lucha", produzido pela Secretaria de Relações Internacionais da CTA (Central de Trabalhadores da Argentina). Dirigido por Mariano Vásquez e Lúcia Martin, o documentário mostra como em poucos anos de revolução democrática e cultural, "a Bolívia tem colocado abaixo os cimentos coloniais, neoliberais e imperialistas que a aprisionaram ao longo de séculos. Esta construção se concretizou no povo, nos movimentos sociais e na liderança indiscutível de Evo Morales Ayma".
2º Dia [14/05] – Oficinas - Desafios
Convergência Tecnológica, Digitalização e Mídia Eletrônica
Na manhã do segundo dia de Pré-Confecom uma mesa redonda, com características de oficinas, debateu os desafios colocados às organizações populares na conjuntura de constantes mudanças tecnológicas na área da comunicação. O jornalista e professor do Departamento de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina [UFSC], Carlos Locatelli abordou a temática convergência tecnológica. Para ele, o avanço tecnológico, nos moldes atuais, reforça o capital. “A convergência tecnológica quase sempre potencializa quem detém o poder. Ela vai beneficiar os que têm mais condições de se apropriar dela. E tudo isso está relacionado à globalização. A maioria das novas tecnologias do setor vem de fora. Esse mercado internacional da comunicação passa por fortes mudanças constantemente. O capital, por sua vez, só está interessado na reprodução de suas cifras, e, por isso, viu no mercado midiático um grande negócio e passou a atuar no ramo. Diante disso, é necessário pensar para o Brasil um sistema de comunicação a partir da sua função social, inclusive com o controle da sociedade”, apontou. Ainda de acordo com Locatelli, o movimento social deve construir e disseminar um discurso a partir do direito à informação para avançar na democratização dos meios.
Telecomunicações
A mesa continuou com a intervenção do engenheiro eletrônico e dirigente da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunicações [Fittel], Juan Sanches. Ele começou sua fala questionando os participantes. “Quantos aqui sabem que nos dias 21 e22 de maio a Anatel vai realizar uma audiência pública aqui em Florianópolis sobre o Plano Nacional de Outorgas em Telecomunicações? Enquanto isso só permanece numa pequena chamada, as grandes empresas do setor, como Oi, Vivo, entre outras, fazem a festa. Temos que perceber que telecomunicações também fazem parte do debate de comunicação. As empresas transformam o recurso natural, que é o espectro eletromagnético por onde passam as informações, em bem privado. Ninguém pode ser dono, tem que haver concessão, mas deve servir para o benefício social. O problema fundamental da comunicação é a propriedade privada”, resumiu.
Radiodifusão e Rádios Comunitárias
O coordenador da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Radiodifusão [Fitert], Nascimento Silva, abriu a temática seguinte sobre radiodifusão e rádios comunitárias. Em sua exposição, endossou a fala anterior. “Muita gente acha que o debate sobre a comunicação só interessa aos profissionais do setor. Ledo engano, ele interessa a toda sociedade, porque hoje os donos de rádio acham que são donos do sinal, quando na verdade ele é de toda população”. Sobre a Confecom, Nascimento revelou uma preocupação. “É agora que começam os problemas, porque antes todo mundo reivindicava a convocação da Conferência, mas e aí? O que fazer nesse momento? Acho que a soma de forças para consensuar propostas é fundamental, porque ela [a Confecom] não será encaminhada da forma que queremos. Vamos ter que brigar para avançar nas nossas reivindicações, caso contrário vamos apenas referendar posições de outros setores da sociedade”, alertou.
Ainda no painel sobre rádios comunitárias, José Sóter [Abraço], disse que não há diferenciação sobre os conceitos de público, estatal e privado nas comunicações. “Achamos que tudo o que é público é do estado. Também fica difícil definir de que forma deve atuar as emissoras privadas, pois têm, de acordo com a legislação, que prestar um serviço social para fazer jus a sua concessão pública. Temos que debater muito isso para irmos para a Confecom com embasamento. Também há a necessidade de regulamentar o funcionamento das rádios comunitárias, para que não atuem estritamente na concepção religiosa, esportiva ou comercial. É preciso garantir no pluralismo nas rádios comunitárias”.
Publicidade, Recepção e Consumo
A diretora executiva nacional da Campanha “Quem financia a Baixaria é Contra a Cidadania”, Cláudia Cardoso, palestrou sobre o tema “Publicidade, Recepção e Consumo”. De acordo com a pedagoga, o capital conseguiu transformar bruscamente a sociedade. “O capitalismo conseguiu converter o cidadão, com direito à alimentação, saúde, habitação; em consumidor, com o direito, ainda que restrito, apenas de consumir. A mídia é responsável por tudo isso, porque atualmente quando falamos em comunicação, falamos de capital. E o que o capitalismo quer em última instância é o lucro, a qualquer preço”.
Cardoso também chamou a atenção para a publicidade em rádios e TV’s. “Nos preocupamos mais com esses dois meios porque atingem a ampla maioria da sociedade. No Brasil, cerca de 80% da população se informa através da TV. Então podemos dizer que somos um país midiático. Logo, nosso papel é questionar se a produção televisiva e radiofônica não poderia ser diferente, já que tudo passa pela mídia e ela constitui nossa percepção da realidade. Assim, também é possível afirmar que o capital está criando a nossa realidade”.
Ética, Estética e Diversidades
A última palestra da manhã foi de José Torves [Fenaj]. Ele abordou o assunto “Produção de Conteúdo: ética, estética e diversidades”. Segundo ele, há uma migração da publicidade e da audiência da TV para a Internet. Sobre estética, foi incisivo: “a mídia dita a moda, o consumo e o comportamento. Temos fazer a mudança do padrão estipulado para provocar novas experimentações com as características regionais do nosso povo, a fim de promover a produção cultural regional”.
Já a respeito da estratégia do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação [FNDC] para a intervenção na Confecom, Torves afirmou que é preciso verificar os assuntos que são prioritários para cada setor e disputar com qualidade a Conferência a partir da organização e consenso dos movimentos sociais. “Vamos setorizar para avançar”, concluiu.
A estratégia da CUT e do movimento social na Conferência Nacional de Comunicação
As palestras da Pré-Confecom terminaram na tarde do segundo dia com falas da secretária nacional de comunicação da CUT, Rosane Bertotti, e de José Sóter [Abraço], sobre a estratégia que será adotada pela CUT e movimentos sociais para intervenção na Conferência Nacional de Comunicação.
Na avaliação de Bertotti, os elementos trazidos foram fundamentais para consolidar propostas para a Confecom que sejam estratégicas na disputa de hegemonia. “Uma das questões centrais é que necessitamos de instrumentos próprios para dialogar com a sociedade, para que não fiquemos reféns da mídia mercantil. Para isso, precisamos fazer um grande mutirão de debate, transformando o espaço proporcionado pela Conferência em construção, em consolidação efetiva de posições do campo popular, dos que defendem a democratização dos meios de comunicação”, explicou Rosane Bertotti.
Sóter parabenizou a CUT pela realização da Pré-Confecom e afirmou que a estratégia da Central está correta. “A CUT acerta quando foca a classe trabalhadora no debate sobre a Conferência. Agora precisamos definir nossa atuação. A Abraço está elaborando suas reivindicações em encontros Brasil afora para daí então, junto com a CUT, intervir de forma unitária na Confecom. Se não for dessa forma, com priorização da unidade dos movimentos sociais, vamos ficar atirando um para cada lado e seremos derrotadas pelos barões da mídia”, alertou Sóter.
3º Dia [15/05] – Grupo de Trabalho e Proposições
A manhã do terceiro e último dia de Pré-Confecom foi toda voltada para o trabalho em grupo e a retirada de propostas para a intervenção na Conferência. O evento apontou que há que se romper com o silêncio e instigar a sociedade ao debate sobre a real necessidade de democratizar os meios de comunicação. A CUT deve usar sua força para articular os movimentos sociais na Confecom.
Além disso, deve-se fazer alianças com os representantes políticos como forma de estratégia sobre o Poder Público. A partir dessas constatações, três dimensões precisam ser trabalhadas: 1) Princípios do sistema de comunicação brasileiro: público e com controle social; 2) Estrutural: ampliar o sistema público para alterar a estrutura, com supremacia do modelo público, não em tamanho, mas em porcentuais. 3) Questões instrumentais que podem ser moeda de troca com o capital. Ex: a regionalização da produção que já está contemplada em Lei; limitação da atuação de área em rede; controle de conteúdo; direito à informação. É imprescindível contemplar a pluralidade com unidade. O movimento deve adotar um processo de luta, informação, mobilização e negociação.
O grupo de trabalho apontou para a ampliação do debate nas Comissões Estaduais Pró-Conferência sobre as propostas em andamento do regimento interno da Conferência, a fim de subsidiar os representantes do campo popular na Comissão Organizadora.
Outra proposta sugerida por vários participantes foi a discussão do tema nos congressos da CUT em mesa própria para envolver os trabalhadores no processo e pensar novas formas de comunicação.
Também foram colocadas as seguintes propostas: A utilização das regionais das CUT’s estaduais como instrumento aglutinador dos movimentos sociais para intervenção na Conferência; a promoção de eventos e confecção de materiais para mobilizar a sociedade civil; ocupar todos os espaços de discussão sobre a Confecom; fortalecer e ampliar as rádios comunitárias; e articular na defesa de proposta que apontem para mudança na atual estrutura e avancem na democratização.
Por Davi Macedo, assessor de comunicação da CUT-PR, com contribuições do amigo e colega Leonardo Severo - CUT Nacional
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Pré-Conferência Regional Sul - Florianópolis - 13 a 15/05/2009
Florianópolis, 29 de abril de 2009.
Pré-Conferência de Comunicação
Encontro no Sul confirma nomes para
preparar a Conferência Nacional de Comunicação
A Escola Sul e as CUTs de SC. PR e RS realizam nos dias 13, 14 e 15 de maio de 2009 a Pré-Conferência Regional Sul de Comunicação: Comunicação & Transformação Social. Seu objetivo é de formular uma estratégia coletiva para intervir no processo da Conferência Nacional de Comunicação, com debates sobre os temas da agenda do setor de políticas públicas para a comunicação e o papel da CUT e do movimento social no processo de Conferência. A Pré-Conferência é dirigida a dirigentes sindicais interessados no tema, dirigentes da área de comunicação, assessorias de comunicação de sindicatos, integrantes da Coordenação dos Movimentos Sociais e dos fóruns pela democratização da comunicação, movimentos em geral, estudantes, partidos e universidades.
A realização da Pré-Conferência Regional Sul de Comunicação, preparatória ao processo nacional, formalizado pelo Governo Federal no último dia 17/04. Seu objetivo é subsidiar os participantes para o processo de mobilização e intervenção nos municípios/regiões e estados para qualificar e garantir as pautas dos movimentos sociais na Conferência Nacional, que será realizada de 1º a 3 de dezembro de 2009. O 5º Encontro Nacional de Comunicação da CUT será nos dias 8 a 10 de julho, em Salvador – BA.
Um dos debates mais importantes a ser travados é sobre a democratização do acesso e da produção de conteúdo nos meios de comunicação, pois o movimento social precisa ter opinião para construir os conteúdos com a participação da sociedade, buscando criar uma ética e estética que dialogue com o projeto de transformação da sociedade.
Vagas: 150 (50 por estado).
Investimento para a inscrição: Verificar na CUT do seu Estado
As reservas de hospedagem e alimentação podem ser feitas junto ao Hotel Canto da Ilha (48) 3261.4000.
A ficha de inscrição para o Seminário pode ser enviada às Secretarias Estaduais de Formação, c/c para a Escola Sul (formacao@escolasul.org.br).
CUTs dos Estados:
PR: (41) 3232.4649 – imprensa@cutpr.org.br – www.cutpr.org.br
RS: (51) 3224.2484 – impcutrs@terra.com.br – www.cutrs.org.br
SC: (48) 3024.2053 – cut-sc@cut-sc.org.br – www.cut-sc.org.br
Escola Sul: (48) 3226.7272 - formacao@escolasul.org.br – www.escolasul.org.br
PROGRAMAÇÃO – TODOS OS NOMES ESTÃO CONFIRMADOS:
Organização: Escola Sul e CUTs Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.
