11:03 - quarta-feira, 14 de outubro de 2009 | |
| Servidor da TVE no Rio Grande Sul e representante do conselho deliberativo dos funcionários, questionou os painelistas sobre a atual situação da emissora no Estado. “Se alguém já acessou o site da TV, sabe que ele é extremamente antigo e este é um problema grave que nós temos. Dispomos de poucos recursos e verbas orçamentárias. O que precisamos é de mais vontade política, o que não temos”, ressalta. Para ele, a criação de uma rede em cadeia nacional seria uma solução para modernizar a emissora. “No ano passado, o conselho deliberativo dos funcionários queria a criação de uma rede onde a TVE pudesse ser operadora de um canal digital. Porém, por pouca vontade do governo estadual com a emissora e pelo Ministério das Comunicações restringir a multiprogramação para emissoras da União, não obtivemos sucesso. Existe algum movimento para isso?”, questionou. O jornalista José Roberto Garcez afirma que este movimento já é uma realidade. “Não só existe como é muito forte. Queremos o acesso digital para todos os veículos, seja qual for a natureza estatal. Estas mudanças tem que ser construídas aos poucos”. Garcez ressaltou ainda que O Ministério já encaminha a discussão deste novo mecanismo para conferências como as que acontecem nesta quarta-feira em Canoas. “Por isso precisamos discutir estes assunto intensamente, procurando ampliar as produções de caráter multimídia”. Cris Weber |
domingo, 18 de outubro de 2009
I Confecom Canoas - Questionamento sobre emissoras estatais é levantado no primeiro painel de Conferência
I Confecom Canoas - Dificuldades da convergência digital e o papel do jornalista marcam abertura da I Confecom
I Confecom Canoas - Agência de Boas Notícias do Guajuviras é lembrada na Confecom
10:18 - quarta-feira, 14 de outubro de 2009 | |
| O jornalista Marcos Martinelli abre neste momento o primeiro painel da Confecom - Etapa Canoas. O tema é “Convergência digital e implicações técnicas e sociais”. Mediador da discussão, Martinelli lembrou uma ação do Território de PAZ lançado no município há uma semana. O programa do governo federal inclui uma agência de Boas Notícias do Bairro Guajuviras, onde a própria população irá gerar conteúdos e difundir informações sobre a comunidade, valorizando o bairro como um todo. “Vocês não imaginam a dificuldade que é quem mora nessa periferia ter acesso a esta comunicação. Quando distribuímos os primeiros jornais do município na região, as pessoas olhavam desconfiadas, achando que eram vendedores. Hoje, eles procuram o entregador de jornais, querendo acesso ao noticiário”, afirma o jornalista, acrescentando o intuito da conferência é procurar a inserção destas pessoas no contexto da comunicação. Christa Berger, professora da Unisinos e participante do painel, afirma estar impressionada com o evento e com o lugar de destaque da comunicação no município. “Vivemos no Brasil um momento muito importante de convergência e por isso talvez não alcancemos grandes decisões sobre o tema no país com este encontro, mas pelo menos colocaremos o tema em discussão, fazendo circular as informações”. Para ela, a comunicação de massa deve ser discutida intensamente. “Questões como saúde, corrupção e política precisam de uma análise muito mais ampla. Vivemos uma aceleração das novidades tecnológicas, mas não podemos nos entregar tanto a ela”. Christa analisa que o jornalista é pressionado intensamente pelo tempo em aceleração constante e precisa analisar melhor o conteúdo que produz. “Antes, o profissional tinha o dia todo para fazer suas matéria. Hoje, ele é um 'porta voz do instante', preocupado em reportar o que acabou de acontecer. Assim, não nos damos tempo para pensar e refletir”, acrescenta. Cris Weber |