
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Conferência Livre de Porto Alegre: ABRAÇO apresenta suas propostas para a Conferência de Comunicação

quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Abraço realiza I Seminário Nacional de Formação da Rede de Rádios Comunitárias e a I Conferência Nacional Livre de Comunicação da ABRAÇO.
O Seminário tem por objetivo preparar os comunicadores populares para participarem da Rede Abraço de Rádios Comunitárias. A Conferência livre vai elaborar as propostas da ABRAÇO para a I Conferência Nacional de Comunicação – CONFECOM.
O evento acontecerá no CESIR – Centro de Estudo Sindical Rural da CONTAG. no Setor de Mansões do Park Way, Quadra 01, Conjunto 02, Lote 02 – Núcleo Bandeirante/DF. A cerimônia de abertura será franqueada a imprensa.Estarão presentes na mesa de abertura do Seminário, no dia 9, às 11 horas, o jornalista Beto Almeida, conselheiro da Tele Sur. Renato Rovai, do Fórum de Mídia Livre, Sionei Leão, da Comissão de Jornalistas Negros pela Igualdade Racial, Octávio Pierante, da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, Edgar Piccino, da Casa Brasil e representante da CUT Nacional.
Também participarão do Seminário Celso Shröder, Coordenador do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, João Moreirão, vice-presidente da Associação Brasileira de Música Independente e a Professora Sayonara Leal, do Laboratório de Políticas de Comunicação da UNB, entre outros (veja programa abaixo).
A Rede ABRAÇO é um espaço de compartilhamento de programas entre as emissoras comunitárias. Ela permite o intercâmbio cultural entre as diferentes regiões do país A Conferência Livre de Comunicação será no dia 11 de outubro, quando serão discutidas propostas das rádios comunitárias para serem levadas a CONFECOM. Entre os temas em debate está a digitalização do rádio, anistia para os comunicadores punidos por operarem rádios comunitárias, financiamento público para as emissoras comunitárias, produção e distribuição de conteúdos e a regulamentação do setor.
O Seminário da Rede Abraço e a Conferência Livre de Comunicação são iniciativas do Ponto de Mídia Livre Rede Abraço, prêmio da Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura.
Seminário Nacional de Formação da Rede Abraço de Rádios Comunitárias
09 outubro
09:00 às 11:00 – Credenciamento;
11:00 – Mesa de abertura - Fórum de Mídia Livre – Renato Rovai,, Abraço Nacional, Tele Sur – Beto Almeida, Ministério da Cultura, Secretaria do Audiovisual – Octávio Pierante, Comissão de Jornalistas Negros pela Igualdade Racial, Sionei Leão, Casa Brasil, Edgar Piccino e representante da CUT Nacional.
12:30 - Almoço14:00 - Mesa - Rádio comunitária e cultura livre - Everton Rodrigues, do Movimento Música para Baixar, Edgar Piccino, da Casa Brasil, Juliana Basseti, da Alquimí e representante do SERPRO.
15:30 – GT 1- Oficina de edição de áudio em software livre
GT 2 - Oficina de automação de rádio com software livre
GT 3 - Oficina sobre streaming para transmissão ao vivo pela web
18:00 - Intervalo
18:45 – Mesa Redonda sobre direito autoral nas rádios comunitárias - Representantes do ECAD; Ministério da Cultura, José vaz; Música Para Baixar, Everton Rodrigues; Associação Brasileira de Música Independente, João Moreirão, Coordenação Jurídica da Abraço, João Carlos Santin e Agencia Abraço, Marcelo Inácio de Sousa.
20:30 – Jantar Cultural com artistas independentes
10 de outubro0
9:00 – Oficina sobre comunicação popular como espaço de trocas de experiências e capacitação para produção de conteúdo radiofônico, a partir de uma concepção de compartilhamento – Juliana Basseti.
12:30 – Almoço
14:30 – Continuação da oficina sobre comunicação popular...
15:30 - intervalo
15:45 – Plenária sobre a Rede Abraço de Rádios - Participantes: Josué Lopes, Jerry de Oliveira, José Guilherme, Rebeca Oliveira, José Sóter, Wemersom Amorim.
20:00 – Jantar cultural com artistas independentes Conferência Nacional Livre de Comunicação da ABRAÇO
11 de outubro
09:00 – Mesa sobre a organização da I CONFECOM - Celso Shröder, Coordenador do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação; Francisco Pereira, da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão; CUT Nacional; Sheila Tinoco, da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União; Jacira da Silva, do Movimento Negro Unificado Nacional; Professora Sayonara Leal, do Laboratório de Políticas de Comunicação da UNB; Carol Ribeiro, Intervozes e Paulo Miranda, da Associação Brasileira de Canais Comunitários.
10:00 – Mesa - As rádios comunitárias e a democratização da comunicação – Marcos Manhães e José Soter.
12:00 - Almoço
13:30 GT 1 - Digitalização
GT 2 - Financiamento·
GT 3 - Produção e distribuição de conteúdos;·
GT 4 - Regulamentação – Constituição e Legislação.
16:30 - Intervalo
16:45 - Plenária de apresentação dos relatórios dos GTs e aprovação do documento final “CARTA DE BRASÍLIA DAS RADCOM”.
Luis Carlos de Almeida Assessor de Comunicação da ABRAÇO Nacional
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Confecom: Comissão fecha regimento, que deverá ser publicado na quinta
BRASÍLIA – 01/09/09 – A Comissão Organizadora da 1ª Conferência Nacional de Comunicação conseguiu dar um passo importante nesta terça-feira (01). Na reunião, realizada de manhã e à tarde, no Ministério das Comunicações, em Brasília, representantes das entidades sociais, do poder público e do empresariado fecharam, finalmente, o regimento interno da Confecom. O assessor jurídico do Ministério das Comunicações, Marcelo Bechara, informou que o ministro Hélio Costa chega de viagem esta quarta-feira (02) e, por isso, garantiu que o regimento interno será publicado no Diário Oficial da União de quinta-feira (03).
A coordenadora da Fenajufe Sheila Tinoco, que participou da reunião como titular na vaga do FNDC (Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação), afirma que o encontro de ontem teve o compromisso de finalizar o conteúdo do regimento interno, o que possibilitou avançar nos trabalhos de organização da Confecom. Sheila cobrou ao representante do Minicom que o governo federal envie uma orientação a todos os estados para que marquem logo as etapas estaduais. A coordenadora da Fenajufe lembrou que o prazo final para os governadores convocarem oficialmente a conferência estadual se encerra no dia 15 de setembro. Caso o governo não chame a conferência, o Legislativo poderá convocar até o dia 20 de setembro.
“Nós estamos com o prazo curto e precisamos ter uma posição dos Estados para garantir que as etapas estaduais aconteçam. Além do regimento, queremos que o governo federal envie também uma mensagem aos governadores orientando, oficialmente, a participação na Confecom”, ressalta Sheila.
O assessor jurídico do Ministério das Comunicações, Marcelo Bechara, se comprometeu a fazer esse documento, que será assinado pelo ministro Hélio Costa e encaminhado aos Estados, junto com o regimento interno.
Outra cobrança feita pelos representantes dos movimentos sociais foi em relação ao local onde será realizada a Confecom, marcada para os dias 1º, 2 e 3 de dezembro, em Brasília. O representante do Minicom informou que já há dois lugares previamente reservados, que comportam 2 mil pessoas: a Academia de Tênis e o Espaço Brasil 21.
Temas sensíveis e quorum qualificado: debate, disputa e votação
Um dos momentos polêmicos da reunião desta terça-feira foi durante o debate sobre a definição de quais temas seriam sensíveis e que deveriam ser votados com o quorum qualificado de 50% para cada segmento participante da Confecom. O representante da Fitert (Federação Interestadual dos Trabalhadores em Rádio e TV), Nascimento Silva, argumentou que era preciso limitar a quantidade desses temas sensíveis e não deixar sem definição, conforme defendem as entidades do empresariado. Nascimento defendeu que apenas três temas pudessem ter essa caracterização e quorum qualificado para votação.
Depois de um longo debate, não houve acordo entre as entidades, sendo esse o único ponto votado na reunião de ontem. Com o empate de 9 votos favoráveis à limitação, conforme defenderam as organizações sociais, e 9 votos contra, seguindo a proposta do empresariado, esse ponto do regimento será definido pelo ministro Hélio Costa, conforme regras estabelecidas e previamente acordado entre os segmentos.
Na avaliação de Sheila Tinoco, o ministro das Comunicações deverá seguir o entendimento dos empresários e não limitar os temas sensíveis. “Este ponto deverá ser resgatado no debate sobre a metodologia a ser adotada na Confecom, que será definida por Resolução da Comissão Organizadora. Nesse momento, o movimento social deverá mais uma vez propor e defender a limitação destes temas sensíveis em prol de uma dinâmica democrática na Conferencia. Dificultar o debate sobre qualquer tema em uma Conferencia de Comunicação é no mínimo contraditório em um processo que deve ser amplo e democrático”, ressalta.
Número de participantes
O número de participantes da etapa nacional da Confecom também foi um dos pontos que rendeu debate entre os presentes à reunião de ontem. O representante do Ministério das Comunicações propôs que o número total de participantes seja 1.500, recuando de um acordo já definido em reuniões anteriores de que esse seria o número mínimo de delegados. De acordo com a proposta apresentada ontem, esse teto incluiria delegados, observadores e convidados.
O coordenador da Abraço (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária), José Sóter, defendeu a proposta que já havia sido acertada anteriormente e lembrou que esse acordo era fruto de um processo de debate entre os integrantes da Comissão Organizadora. Ao final, ficou acertado que a etapa nacional da Confecom terá 1539 delegados.
Quorum para eleição de delegados nos Estados
A diretora de Comunicação da CUT nacional, Rosane Bertoti, resgatou a proposta das organizações sociais, também já acertada na Comissão Organizadora, definindo que para os Estados elegerem a quantidade máxima de delegados a que terão direito, cada segmento (movimentos sociais, empresariado e poder público) terá que garantir pelo menos o dobro de participantes (referente ao número de delegados) na etapa estadual.
Houve uma tentativa de recuo nessa proposta, por parte do governo e do empresariado, mas ao final ficou acertado que no regimento esse ponto entrará da forma como defendem as entidades do movimento social.
Outra conquista dos representantes da Comissão Pró-Conferência foi o aumento do número máximo e do número mínimo de delegados, a depender de cada Estado. A coordenadora da Fenajufe defendeu que o número mínimo, no caso daqueles estados menores, passe dos atuais 15 para 24 delegados. Sheila afirma que essa ampliação é uma defesa do conjunto dos movimentos sociais, com o objetivo de garantir maior representatividade de estados, como Acre, Rondônia, Roraima, Tocantins e o próprio Distrito Federal, que teriam, pelo número anterior, uma participação bastante reduzida de delegados. “Dessa forma, valorizamos e ampliamos a representação destas regiões. Defendemos e conseguimos ampliar a proposta original de 15 para 24”, afirma Sheila.
As entidades sociais defenderam, ainda, que o máximo para os estados maiores também fosse ampliado. Essa proposta, defendida pelos representantes dos movimentos sociais, atendia à reivindicação da Comissão Paulista Pró-Conferência e que também beneficiará outros estados, como Minas Gerais. Esse número foi ampliado para 210, valor bem maior do que estava sendo defendido pelos representantes do governo, que era de 120 delegados.
Definição dos segmentos
No debate sobre a definição dos segmentos que participarão da Confecom, segundo Sheila, houve divergência do movimento social com a proposta apresentada pelo governo definindo o segmento “sociedade civil empresarial” como sendo os representantes de empresas e entidades que atraem interesses das empresas de comunicação. Para ampliar e garantir a participação deste segmento e não limitar somente as associações empresariais, conforme proposta apresentada pelos representantes da Abra (Bandeirantes e Rede TV) e da Telebrasil (entidade que representa as Teles), o movimento social defendeu “sociedade civil empresarial” como sendo representantes de empresas ou de entidades do setor empresarial organizado que congregue interesses do setor da comunicação.
Com relação à cota de delegados que o ministro Helio Costa teria o direito de indicar, o artigo previsto para entrar no regimento interno foi suprimido. De acordo com a coordenadora da Fenajufe, as entidades do movimento social argumentaram que este número já está contemplado na cota dos 20% destinados ao poder público e também em artigo que resguarda a participação de representantes da Administração Pública Federal na Confecom.
A próxima tarefa agora da Comissão Nacional Organizadora, conforme prevê o regimento, é a elaboração das resoluções que definirão os eixos temáticos, a metodologia e o documento referência (com as teses apresentadas pelos segmentos para serem debatidas na etapa nacional). A reunião que debate essas resoluções está acontecendo nesta quarta-feira (02), desde as 10 horas, no Ministério das Comunicações, com representantes dos três segmentos. O movimento social está sendo representado pelo coordenador da Abraço José Sóter, pela coordenadora da Fenajufe Sheila Tinoco, como titulares, e pelo integrante do Intervozes Jonas Valente, como suplente.
Sheila considera a aprovação do regimento interno na reunião de ontem um passo importante no processo de organização da Confecom. Ela avalia, no entanto, que a grande vitória do movimento social na Conferência será o processo amplo de mobilização em todo o país. “Esse processo deverá envolver o maior numero de militantes sociais e de trabalhadores. Fazer com que esse debate popular chegue às residências, aos locais de trabalho, escolas, praças e esquinas será, com certeza, o nosso grande desafio a ser alcançado”, reforça.
Da Fenajufe – Leonor Costa
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Documento da Abraço sobre a Confecom
Ratificamos a importância de uma conferência com a participação do governo, representantes dos movimentos sociais e empresários. Até agora fizemos de tudo para que isso aconteça e se os empresários se recusarem a não participar do processo, é responsabilidade única e exclusivamente deles, e em nada afetará a legitimidade da Confecom.
Pois os empresários, em reunião na última quarta-feira (05/08/2009) , com ministros do Governo Lula deixaram nítida sua estratégia de tornar os prazos impraticáveis para a realização da Conferência este ano.
Os capitalistas da mídia solicitaram mais uma vez o adiamento por mais uma semana, para a aprovação do Regimento Interno.
A proposta de 40 % de delegados para a mídia comercial é uma afronta aos princípios da democracia que estamos construindo, por dar uma gigantesca representatividade para quem é uma parcela insignficante da população, contra a qual a Abraço se opõe radicalmente.
Também estão tentando reduzir o debate da Confecom com a apresentação de premissas que garantam uma Conferência exclusiva para discutir os interesses da Radiodifusão Comercial diante do Processo de Convergência Técnológica, sem o minimo de controle social e participação do estado na fiscalização do sistema privado de comunicação.
A Abraço reafirma a necessidade de uma Conferência ampla e democrática para permitir a regulamentação adequada dos artigos constitucionais que tratam da comunicação, os quais esperam, desde 1988, quando ela foi promulgada, para colocar este setor em ordem.
Mais exatamente, deverão ser tratados nesta I Confecom temas como:
(a) novo marco regulatório
(b) reorganização dos sistemas, com o fortalecimento dos sistemas estatal e público
(c) revisão das concessões já fornecidas com mudanças constitucionais que garantam maior transparência nos processos de concessão e de renovação de concessão
(d) desenvolvimento do padrão de rádio digital
(e) dissolver o inconstitucional e impune oligopólio da mídia
(f) garantir um marco legal para internet visando garantir os direitos dos usuários e não à censura na rede (AI-5 Digital)
(g) regionalização da produção
(h) espaço para produção independente
(i) controle público da mídia
(j) TV comunitárias no sinal aberto
(l) garantia da diversidade racial , cultural e religiosa na midia
(m) imediata instalação do Conselho de Comunicação Social o qual está inativo há mais de um ano.
Quanto aos assuntos referentes à comunicação comunitária, a Abraço defende intransigentemente, que a I Confecom aborde os seguintes temas:
(a) o fortalecimento da radiodifusão comunitária, enquanto sistema público não estatal
(b) as dimensões regulatórias necessárias como o processo de desburocratização para a execução de serviço
(c) aumento de potência para garantir a universalidade do acesso, repercutindo um conceito mais amplo de comunidade
(d) financiamento público, com a criação de um fundo, com percentuais dos recursos que são gastos com publicidade pública no sistema privado, destinados para os sistemas públicos e comunitários
(e) anistia para quem foi condenado ou esteja em processo judicial, com a devolução dos equipamentos já apreendidos, em respeito à decisões que consideram a operação sem licença como uma falta administrativa apenas
(f) redistribuição dos canais de forma a garantir a complementaridade dos sistemas público, estatal e privado, com destinação de 1/3 dos mesmos para cada segmento
(g) garantia de acesso à digitalização de forma subsidiada
(h) descriminalização do serviço de radiodifusão comunitária
EXECUTIVA NACIONAL
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Sobre a ação da Anatel em SP
1) A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) destruiu dia 8 de abril, em São Paulo, oito toneladas de equipamentos apreendidos de radiodifusores comunitários.
2) A destruição, fartamente documentada e divulgada pela própria Anatel, foi feita com máquinas do município cedidas pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), e por ele acompanhada.
3) A Agência justificou sua atitude definindo-a como um “ato simbólico”, sinalizando a disposição das autoridades de combater “atividades ilegais”.
4) O Fórum Nacional pela Democratização (FNDC), entidade integrada por centenas de entidades municipais, regionais e nacionais, através da sua Coordenação Executiva condena com veemência a atitude da Anatel.
5) Ao lado das suas atribuições regulatórias gerais, cabe à Anatel também trabalhar pelo fomento da radiodifusão comunitária, considerando a sua reconhecida importância para a sociedade.
6) Entretanto, a Anatel atua de modo contrário à democracia.
7) Ao destruir os equipamentos a Agência pratica um ato de vandalismo, investindo contra um patrimônio coletivo e de inestimável valor social para as comunidades.
8) Ao destruí-los, a Anatel age de modo prepotente, pois lhe caberia a guarda do material e as providências para a sua preservação e reutilização, considerando que está em curso o aperfeiçoamento da legislação vigente e a regularização de milhares de emissoras comunitárias, cujos processos aguardam despachos do Governo Federal.
9) A destruição dos equipamentos também representa uma cabal demonstração de ignorância sobre o papel fundamental da comunicação para a consolidação da democracia, o fortalecimento da sua pluralidade e dos laços culturais da nação brasileira.
10) A desabusada prática de vandalismo, prepotência e ignorância perpetrada pela Anatel não se deve a qualquer eventual desvio das suas funções, mas sinaliza que aquela Agência e os interesses dos grandes grupos de comunicações nela abrigados movem-se contra a realização da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, prevista para dezembro deste ano.
11) O FNDC reconhece a importância dos grandes meios de comunicação e historicamente defende a regulamentação das comunicações brasileiras, assim como defende enfaticamente o direito das comunidades praticarem a sua própria comunicação e nela se reconhecerem.
12) O gesto da Anatel, apresentado como “simbólico”, efetivamente tornou-se símbolo de práticas e idéias destinadas à lata de lixo da história.
13) Essa evidência, porém, não exime a Anatel de prestar contas ao povo brasileiro pelos acontecimentos de São Paulo, sob pena de fazê-lo através de uma ação judicial, que já está sendo avaliada pelas entidades pró-democratização da comunicação de todo o país.
14) O FNDC está e sempre estará ao lado daqueles que são perseguidos e silenciados pelos interesses antidemocráticos e convoca os brasileiros e brasileiras que lutam pela democracia na comunicação para se unirem em defesa da Conferência Nacional de Comunicação.
Entidades Coordenadoras-executivas do
Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação - FNDC
ABRAÇO – Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária
ANEATE – Associação Nacional das Entidades de Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões
CFP – Conselho Federal de Psicologia
FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas
FITERT – Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão