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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Jornalismo B - Em debate, a democratização da comunicação

28 Outubro 2009

Aconteceu ontem na livraria Letras e Cia mais um debate promovido pelo Jornalismo B, dessa vez com o tema “A importância de uma Conferência de Comunicação – novos caminhos são possíveis?”.

Muito mais do que a Conferência, Marcia Camarano (vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul) e Oscar Plentz (coordenador da POA TV) falaram sobre democratização da comunicação, o que ampliou os horizontes e enriqueceu o debate. A Conferência esteve presente como um marco, como uma lembrança de alternativa de discussão críticas com relação ao modelo de comunicação que temos.

Em sua primeira fala, Marcia já deu o tom que prosseguiu durante toda a conversa: “Na questão da terra e da comunicação vivemos em latifúndios. Poucos são donos de tudo”. E completou: “A Conferência não é só em relação ao jornalismo. A comunicação é um bem que afeta a toda a sociedade. Assim como lutamos por emprego, por saúde, temos que lutar por informações de qualidade”.

Oscar lembrou, em seguida, que não temos muitas experiências de comunicação comunitária no Brasil, e que essas experiências devem ser buscadas através da integração com os países latino-americanos.

Oscar bateu bastante na tecla da TV Digital, explicando que temos uma grande oportunidade, com ela, de democratizar ao menos um pouco a comunicação brasileira. Para ele, as novas tecnologias de modo geral produzem essa possibilidade, que deve ser bem aproveitada.

Após esse momento inicial, o debate ficou mais solto e, como era a proposta, transformou-se em um bate-papo, que contou com participação do público pelo nosso Twitter, onde tivemos cobertura ao vivo.

É importante que pensemos de forma conjunta alternativas para democratizar a informação no Brasil. Democratizá-la não é apenas democratizar o acesso a ela, mas sua produção. Para isso, é preciso deixarmos de lado as diferenças e mantermos o foco nas semelhanças, nos objetivos comuns.

A Conferência e seu formato precisam ser aperfeiçoados, sem dúvida. Mas isso só poderá ser feito com a participação de toda a sociedade, de forma ampla, em todas as discussões, e conseguir isso não é fácil, principalmente quando os principais ativistas dessas ideias não conseguem unir-se, e eles mesmos viram as costas para conversas, debates e confrontos de ideias.

Mês que vem teremos outro debate promovido pelo Jornalismo B, com outro tema ligado à comunicação e, assim, de interesse de toda a sociedade. Esperamos que a participação seja mais intensa, e que consigamos construir possibilidades para mudar rumos com os quais não concordamos.

Postado por Alexandre Haubrich

Clique aqui Leia a íntegra do debate

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

“É preciso reformar a constituição para termos uma mídia democrática"



Fotos: Altemar Oliveira - Secom/PMG

Através de uma concessão pública outorgada pelo Governo Federal, as empresas de rádio e televisão podem utilizar o espaço eletromagnético do ar para transmitir as suas informações. “É um espaço muito disputado, mas também é direito da população utilizá-lo”, argumentou o representante estadual da Conferência Nacional de Comunicação, Oscar Plentz, em sua palestra na etapa municipal da Confecon, ocorrida nesta segunda-feira (19/10), na Câmara dos Vereadores de Gravataí.
O uso privado destas concessões representa 99% das outorgas, sobretudo nas comunicações de massa no Brasil. “Parece um bem particular, mesmo se tratando de um serviço público”, compara Plentz, que também é diretor da POA TV. Segundo ele, a atual disposição constitucional e a grande demora na tramitação de análises tornam mais fácil alterar a Constituição Federal do que mudar a atual forma de concessão de canais. Ele lembrou que há empresas com mais de 20 anos com a outorga vencida.

Para Oscar, o monopólio das mídias não permite minorias ou diversidade. “Os critérios para a concessão privilegiam os aspectos econômicos. Precisamos definir critérios transparentes e democráticos às concessões e renovações, com objetivo de garantir diversidade e pluralidade de conteúdo”. O palestrante citou o exemplo das rádios comunitárias, que possuem forte relevância na comunicação local de uma cidade, mas que encontram barreiras para se firmarem.Segundo Oscar Plentz, o Congresso Nacional deve continuar bloqueado pela grande mídia, caso não haja mobilização. “Nenhum parlamentar quer entrar em atrito com a imprensa”.

No entanto, o palestrante dá boas expectativas: “a chegada da TV digital deve reorganizar o espaço das concessões (onde opera um canal de televisão, podem caber até 16 no novo sistema). Por isso a importância desta Conferência, onde podemos retomar este tema e avançarmos na construção de uma mídia democrática”.

RedaçãoFones: (51) 4001 3271 - 4001 3272 - 4001 3267

Jornalismo B promove debate sobre “A importância de uma Conferência de Comunicação - novos caminhos são possíveis?”

Jornalismo B promove debate sobre “A importância de uma Conferência de Comunicação - novos caminhos são possíveis?” Jornalismo B promove debate sobre as mais diversas formas, enfoques e possibilidades da profissão.

No dia 27 de outubro, terça-feira,às 18h30min, haverá encontro, seguido de discussão sobre “A importância de uma Conferência de Comunicação - novos caminhos são possíveis?”.

O evento será realizado na livraria-café Letras & Cia (Osvaldo Aranha, 444 – próximo ao túnel da Conceição - Porto Alegre).

Participam da atividade, Márcia Camarano, Vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul; e Oscar Plentz, coordenador POA TV.