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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Gravataí - Abertura da Confecom lota plenarinho da Câmara Municipal


Fotos: Marcus Leonardo - Secom/PMG

Participaram da cerimônia autoridades, comunicadores, representantes de entidades e estudantes para debater “a comunicação que queremos”

A prefeita Rita Sanco e o vice prefeito Crisitiano Kingeski, juntamente com a secretária Especial de Comunicação, Andréia Grams, realizaram a Abertura Oficial da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) – Etapa Gravataí. Comunicadores, servidores da Prefeitura, estudantes, secretários municipais, vereadores e representantes de entidades estão presentes no evento que tem como temática principal “Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital”.

No inicio de seu pronunciamento, a prefeita Rita Sanco enfatizou o período de intensos debates no Brasil para o controle social em diferentes esferas do governo, através de conferências municipais e estaduais. De acordo com a líder do Executivo Municipal, “é de grande relevância o primeiro processo de discussão que reúne representantes de veículos de comunicação, rádios comunitárias e entidades, sistematizando o conhecimento dos diferentes instrumentos que existem na cidade e as propostas para o sério problema do monopólio da comunicação no país”.

Representando a Câmara Municipal, a vereadora Tânia Ferreira saudou os participantes da conferência e salientou o grande desafio de discutir alternativas reais para construir relações de interação com a comunidade. “Parabenizo a Prefeitura, e em especial a Secom, que estabelece um modo socialista de comunicação, divulgando as ações e serviços para a nossa população”, elogiou a parlamentar.

Conforme avaliou a secretária da pasta, Andréia Grams, a Confecom é um relevante espaço de formação, articulação e debates para pensarmos iniciativas, idéias e propostas. “A comunicação é considerada o quarto poder e devemos pensar no quinto poder, que reconheça novas ferramentas, ampliando a capacidade de diálogo com vistas ao interesse público”, destacou a secretária.

A programação da 1ª Confecom – Etapa Gravataí segue com os eixos “Produção de Conteúdo”, “Meios de Distribuição” e “Direitos e deveres do Cidadão”. A manhã ainda reserva a Tribuna Livre com a participação do público e à tarde, com apresentação de curtas gaúchos e discussão por eixos temáticos.

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Gravataí - Uma comunicação pluralista de idéias e de diversidade social

Foto: Marcus Leonardo/ Secom-PMG

‘‘Controle público e acesso aos meios de comunicação não é censura. É um direito a cidadania.” A afirmação é da painelista da Conferência de Comunicação de Gravataí, Ivarlete França, membro do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação. Na opinião dela, a mídia deve ser pluralista de idéias e de diversidade social, fatores extremamente importante para a construção da cidadania.

Ivarlete ressaltou que os meios de comunicação não retratam os fatos, mas a versão dos fatos influenciados por quem os produz. “Não transmitem a realidade dos movimentos sociais, mas sim o julgamento de suas atitudes. A sociedade precisa controlar e monitorar de alguma forma a comunicação”, afirmou.

O controle público, na opinião da painelista, também deve ser exercido sobre a publicidade, a qual incentiva o desejo, levando os consumidores a adquirirem o que na verdade não atende as suas reais necessidades. Outra questão ligada diretamente à mídia, segundo ela, é a violência. “Os programas em geral trazem mensagens que não tem valores familiares”, destacou.

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Gravataí - Cientista social aborda força da internet na Confecom

Fotos: Marcus Leonardo - Secom/PMG

O cientista social Fabrício Solagna, membro da Associação do Software Livre, proferiu palestra sobre Meios de Distribuição na Conferência Municipal de Comunicação (Confecom) de Gravataí. Solagna destacou a força da internet sobre as mídias tradicionais, lembrando que ela proporciona uma liberdade maior e uma maior interação entre quem produz e quem recebe a comunicação.

O palestrante ressaltou que, no Brasil, 58 milhões de pessoas já tem acesso à internet. Mas este acesso é um pouco precário, pois somente 25% dos domicílios possuem acesso direto e 50% das pessoas utiliza as lan houses. Solagna lembrou que os acessos oferecidos pelo poder público, como tele-centros, possuem restrições e bloqueios para alguns sites, o que não acontece nas ‘lan houses’.

Solagna mostrou que os sites mais acessados são os abertos para a interação dos usuários e que entre os mais procurados não estão as mídias tradicionais. O cientista social encerrou a sua fala lembrando que é fácil produzir para a internet, mas o difícil é conseguir atrair a atenção. Ele convidou os presentes a interagirem para evitar que a liberdade oferecida pela internet não seja tolhida por decisões que prejudiquem os usuários.

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“É preciso reformar a constituição para termos uma mídia democrática"



Fotos: Altemar Oliveira - Secom/PMG

Através de uma concessão pública outorgada pelo Governo Federal, as empresas de rádio e televisão podem utilizar o espaço eletromagnético do ar para transmitir as suas informações. “É um espaço muito disputado, mas também é direito da população utilizá-lo”, argumentou o representante estadual da Conferência Nacional de Comunicação, Oscar Plentz, em sua palestra na etapa municipal da Confecon, ocorrida nesta segunda-feira (19/10), na Câmara dos Vereadores de Gravataí.
O uso privado destas concessões representa 99% das outorgas, sobretudo nas comunicações de massa no Brasil. “Parece um bem particular, mesmo se tratando de um serviço público”, compara Plentz, que também é diretor da POA TV. Segundo ele, a atual disposição constitucional e a grande demora na tramitação de análises tornam mais fácil alterar a Constituição Federal do que mudar a atual forma de concessão de canais. Ele lembrou que há empresas com mais de 20 anos com a outorga vencida.

Para Oscar, o monopólio das mídias não permite minorias ou diversidade. “Os critérios para a concessão privilegiam os aspectos econômicos. Precisamos definir critérios transparentes e democráticos às concessões e renovações, com objetivo de garantir diversidade e pluralidade de conteúdo”. O palestrante citou o exemplo das rádios comunitárias, que possuem forte relevância na comunicação local de uma cidade, mas que encontram barreiras para se firmarem.Segundo Oscar Plentz, o Congresso Nacional deve continuar bloqueado pela grande mídia, caso não haja mobilização. “Nenhum parlamentar quer entrar em atrito com a imprensa”.

No entanto, o palestrante dá boas expectativas: “a chegada da TV digital deve reorganizar o espaço das concessões (onde opera um canal de televisão, podem caber até 16 no novo sistema). Por isso a importância desta Conferência, onde podemos retomar este tema e avançarmos na construção de uma mídia democrática”.

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Gravataí - ‘Antes Que Chova’ abre a tarde de debates na ConfecomCurta metragem produzido no Município foi exibido abrindo os trabalhos da Conferência


Foto: Secom/PMG - Raquel Carneiro

Os debates da 1ª Conferência Municipal de Comunicação (Confecom) iniciaram na tarde desta segunda-feira (19/10) prestigiando a produção cinematográfica do Município.

O curta metragem‘Antes que Chova’, com direção e roteiro de Daniel Marvel, foi exibido para uma platéia que lotou o Plenarinho da Câmara de Vereadores de Gravataí.A Confecom, que tem como tema a ‘Comunicação: meios para a construção de direitos e cidadania na era digital’, mostrou o primeiro filme, captado por câmeras de alta definição, produzido inteiramente na cidade, através da produtora Gaba Filmes, em parceria com a OZI Filmes, de Brasília.

Em seu elenco, ‘Antes Que Chova’ traz atores, filhos do cenário local das artes cênicas, como Sirmar Antunes, Glau Barros e Guilherme Ferrera, que contam a história de Rosa, uma professora que vem sofrendo graves problemas de saúde. Depois de uma vida dedicada ao seu marido Davi, um homem amoroso, porém, sisudo, escreve uma carta de despedida relembrando momentos marcantes de seu casamento.

Para mais informações sobre ‘Antes Que Chova’ clique aqui.
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Gravataí - Conferencistas defendem o controle público da mídia

Foto: João Vitor Novoa - Secom/PMG

Controle público dos meios de comunicação, não como forma de censura, mas como garantia de acesso e democratização da mídia foi a principal deliberação da 1ª Conferência Nacional de Comunicação de Gravataí, realizada nesta segunda-feira (19/10), na Câmara de Vereadores.

Na opinião de João Menine, secretário municipal de Captação e Recursos, o controle passa pela reativação do Conselho de Comunicação Social, nas três esferas - federal, estadual e municipal - e uma nova legislação para o direito de resposta.Foi basicamente consenso entre os participantes que a liberdade incondicional implica em controle do mais forte sobre o mais fraco, sendo que toda a liberdade necessita de limites.

Outro ponto defendido pelos conferencistas foi a fiscalização e controle das rádios comunitárias. “A maioria dessas emissoras possuem donos, não cumprem o seu princípio básico, ou seja, não dão espaço para a comunidade”, argumentou o conferencista Moacir Macedo, do Sindicado dos Vigilantes.

Televisão Aberta
O direito de escolha dos cidadãos sobre o que deve ler, assistir ou ouvir também foi debatido na 1ª Conferência Nacional de Comunicação de Gravataí.

A jornalista Eliane Silveira, chefe de gabinete da prefeita Rita Sanco, lembrou que, por exemplo, o telespectador da televisão aberta tem opção de escolha. Por exemplo, aos domingos “ou fica com o Gugu o Faustão”. Para o vereador Airton Leal, os meios da comunicação devem trabalhar em favor da sociedade. “A população não tem partido”, frisou ele.

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Gravataí - 1ª Conferência de Comunicação discute medidas democráticas na área

Uma nova forma de pensar e exigir a comunicação como um direito fundamental do cidadão foi uma das idéias lançadas pelos participantes da 1ª Conferência de Comunicação de Gravataí. O evento, realizado nesta segunda-feira (19/10) no Plenarinho da Câmara de Vereadores, abordou problemas correntes na comunicação no país, Estado e, principalmente, no Município. O maior deles, inclusive: a falta de acesso democrático às notícias e aos reais interesses da comunidade.
Em uma sala lotada por cidadãos de Gravataí, de diferentes áreas expuseram suas opiniões. Cada participante, após inscrever-se com a mesa, tinha cinco minutos para apontar questões relevantes a algum dos eixos da discussão (‘Direitos e deveres dos cidadãos’, ‘Produção de conteúdo’ e ‘Meios de distribuição’).

Representantes de diversos segmentos da sociedade civil mostraram a necessidade da criação de um Fórum Municipal Permanente de Comunicação e de um Conselho de Comunicação Social nas três esferas: federal, estadual e municipal. “O Fórum é importante para que os gravataienses pensem como cada um de nós recebe a informação, e para que se busque uma maior participação mais efetiva na construção da mesma”, afirmou a titular da Secretaria Especial de Comunicação, Andréia Grams.

Lembrando o caso da Escola Base, de São Paulo, onde a grande mídia divulgou que as crianças estavam sendo vítimas de abuso sexual pelos recreacionistas e proprietários, a chefe de gabinete da Prefeita, Eliane Silveira, salientou a importância de uma conduta ética profissional. Após, serem perseguidos e a escola ser praticamente depredada, ficou comprovada que tratava-se de um acusação falsa por parte de uma mãe de uma criança atendida pela creche. “Como aconteceu naquele episódio, em que os acusados foram perseguidos e quase linchados por uma cobertura irresponsável, os jornalistas devem ter ciência do poder de fogo dos meios de comunicação”.
Democratização
Com o intuito de dar uma informação relevante e de qualidade a toda população, a produção de notícias por parte da sociedade civil organizada, como jornais de bairro, rádios comunitárias e carros de som, foi um dos destaques das apresentações. Por outro lado, foi lamentada, pelos participantes, a ausência dos veículos de comunicação de maior circulação do Município.

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