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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Nota da Comissão Estadual Pró I CONFECOM do RJ

Rio, 17 de agosto de 2009
Reunida em mais uma plenária, com a presença de mais de 40 entidades da sociedade civil organizada, e diante do impasse provocado pelas negociações no âmbito da Comissão Organizadora Nacional da I CONFECOM, a Comissão Estadual Pró I CONFECOM do RJ aprovou a seguinte nota:
1. A I CONFECOM foi oficialmente convocada pelo Presidente da República,em Decreto de 16 de abril deste ano. Ela é fruto da luta de centenas de entidades da sociedade civil, que organizadas em cerca de 24 Comissões Estaduais e 01 Comissão Nacional Pró-Conferência, desenvolveram em todo o país inúmeras atividades ao longo dos últimos dois anos, como audiências públicas, abaixo-assinados, seminários, atos públicos, manifestações, reuniões e oficinas. Ela é fruto, cada vez maior, da consciência de amplas parcelas da população de que a comunicação é um direito que deve fazer parte da nossa cesta básica de cidadania, tão importante quanto terra, trabalho e liberdade.
2. Passados mais de 04 meses da divulgação do Decreto Presidencial, a Comissão Organizadora (CO) Nacional não consegue aprovar o Regimento Interno da I CONFECOM. A atitude instransigente de boa parte da representação empresarial impediu que os trabalhos da CO Nacional se desenvolvessem. Pouco afeitos às práticas democráticas, algumas entidades empresariais tentaram, desde o início, atrapalhar e engessar a I CONFECOM, procurando impor regras draconianas e exigências descabíveis, habituadas que estavam a conviver com o regime autoritário. Como isso não surtiu efeito, 06 das 08 entidades do empresariado se retiraram do CO Nacional, na semana passada.
3. Pressionados pela atitude pouco colaborativa de parte dos empresários, os representantes do Governo Federal na CO Nacional insistem em propor ao conjunto da sociedade civil duas propostas para o Regimento Interno que carecem de fundamento e de lógica democrática. Querem que a proporcionalidade na I CONFECOM fique distribuida da seguinte forma: 40% para o empresariado, 40% para o resto da sociedade civil e 20% para os poderes públicos. Além disso, querem que aceitemos um quórum qualificado de 60% para a aprovação de qualquer proposta no âmbito da I CONFECOM.
4. Ora, se estas duas propostas já não faziam sentido antes, muito menos agora que 06 das 08 entidades empresariais se retiraram do processo. Se o argumento para aceitarmos tais propostas era o de garantir uma maior adesão do empresariado à I CONFECOM o tiro saiu pela culatra, com a decisão de boa parte das entidades empresariais de abandonar a CO Nacional. Aceitar que o empresariado tenha 40% dos delegados seria aceitar a tese que eles correspondem à metade de toda a sociedade civil organizada, o que não é verdade. Mais, é aceitar uma representação super-dimensionada do empresariado, coisa que não aconteceu em nenhuma das outras mais de %) Conferências Nacionais realizadas sob a gestão do atual Presidente da República. Entendemos que a proporcionalidade correta seria 20% para os poderes públicos e 80% para a sociedade civil, entendendo o empresariado como parte da sociedade civil. Por fim, aceitar o qúorum qualificado de 60% para aprovação de qualquer proposta, ou mesmo das propostas mais polêmicas, é 'engessar' previamente a I CONFECOM, antes mesmo que o debate seja travado. Porque tanta preocupação com a expressão da vontade da maioria, se a I CONFECOM, assim como tantas outras Conferências Nacionais, será apenas consultiva. O seu resultado configurará um conjunto de sugestões aos poderes públicos, que poderão acatá-las ou não.
5. Todos nós queremos que a I CONFECOM seja realizada, e entendemos que o Governo Federal não pode se expor a um desgaste de voltar atrás e não realizar a I CONFECOM, no prazo indicado (01. a 03 de dezembro de 2009). Entendemos que, em política, a negociação faz parte do processo, e que às vezes é necessário saber negociar, ceder aqui para conquistar mais adiante. Por isso, entendemos que os representantes das 08 entidades da sociedade civil que representam a Comissão Nacional Pró Conferência de Comunicação - CNPC (ABCCOM, ABEPEC, ABRAÇO, FITERT, FENAJ, CUT, FNDC e INTERVOZES) devem procurar construir uma proposta de Regimento que seja um meio termo entre as propostas até agora apresentadas pelo Governo Federal e as propostas defendidas pelo movimento, e que garanta o máximo de representatividade e democracia no âmbito da I CONFECOM.
6. As reuniões da CO Nacional precisam ser retomadas imediatamente, e o Regimento Interno da I CONFECOM pecisa ser aprovado, o quanto antes. O país inteiro está esperando isso. As Conferências Estaduais começaram a ser convocadas em vários Estados (04 Decretos Estaduais já foram assinados), e centenas de Conferências Municipais estão em curso. Não é possível procrastinar ainda mais esse processo.
7. Por fim, as 08 entidades que representam a CNPC no âmbito da CO Nacional precisam se assumir enquanto coordenação geral deste movimento. É necessário azeitar e aperfeiçoar os mecanismos de comunicação e consulta entre essas 08 entidades e o restante da CNPC e das 24 Comissões Estaduais. Se haverá uma nova rodada de negociações no âmbito da CO Nacional, na próxima terça (25), sugerimos que no dia anterior (segunda) seja convocada uma grande plenária da CNPC, ampliada com representantes de cada Comissão Estadual, para ouvir as propostas do conjunto do movimento, plenária essa que deve ser amplamente convocada, desde já. Desta forma os representantes dessas 08 entidades se sentirão mais credenciados e fortalecidos para a negociação que acontecerá na terça.
Comissão Estadual Pró I CONFECOM do RJ

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

“Eu Quero a Conferência de Comunicação”: manifestação pública na Cinelândia nesta quarta, dia 12, às 12h

Hip hop e teatro na praça para reivindicar a realização da
1ª Conferência Nacional de Comunicação


A Comissão Pró-Conferência de Comunicação do Estado do Rio de Janeiro realiza nesta quarta-feira, dia 12, ao meio-dia, manifestação político-cultural na Cinelândia pedindo uma solução imediata para o fim dos impasses que podem prejudicar a realização da Conferencia Nacional de Comunicação. A 1ª Conferencia Nacional de Comunicação, anunciada pelo presidente Lula no Fórum Social Mundial, em janeiro, corre o risco de não acontecer. Polêmicas com o setor empresarial, que quer impor vetos a determinadas pautas propostas pelos demais setores sociais, emperram o processo e até o momento o regimento da Conferência, base para as definições das etapas estaduais e regionais, não saiu. A Nacional está prevista para dias 1, 2 e 3 de dezembro.

A Conferência pretende organizar a legislação para o setor, hoje regulamentada em leis e normas de diferentes épocas, algumas do tempo da TV em preto e branco. A Conferência de Comunicação é uma reivindicação de diversos setores da sociedade civil desde o início do governo Lula, que já realizou mais de 50 conferências temáticas. Os empresários aceitam discutir apenas temas relativos ao futuro do setor e não querem que temas como as atuais concessões de radiodifusão sejam discutidas.

Na última terça-feira, dia 5, setores empresarias se reuniram com o ministro das Comunicações Hélio Costa, Franklin Martins (Secretaria de Comunicação Social) e Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência) e manifestaram intenção de sair da comissão organizadora (nomes abaixo) se o governo não aceitar suas condições. Das oito entidades do setor empresarial, apenas a Telebrasil (Associação Brasileira de Telecomunicações), que representa as empresas de telecomunicações, e a Abra (Associação Brasileira de Radiodifusores), que reúne a Band e a Rede TV!, anunciaram que pretendem continuar na comissão organizadora do evento. Os três ministros vão se reunir também com os representantes das entidades sociais nos próximos dias, em busca de consenso.

Conferência do Estado do Rio – A Comissão Estadual vem se reunindo o com o subsecretário de Comunicação do Estado, Ricardo Cota, e a expectativa é que saia nos próximos dias o decreto de convocação da Conferência Estadual de Comunicação. A data prevista é dias 30 e 31 de outubro e 1 de novembro. A Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro já realizou duas audiências públicas sobre o tema.

Conferência da Capital – No mesmo dia 12, às 10h, acontece na Câmara de Vereadores uma reunião pública para discutir a conferência do município do Rio de Janeiro. A iniciativa é do vereador João Mendes de Jesus, do PRB. As entidades da sociedade civil pretendem cobrar publicamente do prefeito Eduardo Paes a convocação imediata da etapa municipal.

Regionais já marcadas:

Conferência do Sul Fluminense –14 de agosto de 18h30 às 22h, no Centro Universitário de Barra Mansa, e dia 15, de 8h30 às 17h30, na Câmara Municipal de Volta Redonda.

Conferência da Região dos Lagos – 15 e 16 de agosto, Rio das Ostras, Ciep Cecílio Barros Pessoa, a partir de 9h

Conferência de Niterói – 28 e 29 de agosto

Conferência Serrana – 29 de agosto, Nova Friburgo

Informações

Site: http://www.rioproconferencia.com.br
Blog: http://rioproconferencia.blogspot.com
Twitter: www.twitter.com/confecom

terça-feira, 4 de agosto de 2009

XV Plenária do FNDC

FNDC
XV Plenária Nacional
Manifesto


O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, reunido em sua XV Plenária Nacional, no Rio de Janeiro, nos dias 31 de julho e 1º de agosto de 2009, com a participação de representantes de entidades e movimentos sociais de todo o país resolve:

- reafirmar a importância fundamental da Iª. Conferência Nacional de Comunicação para o futuro da nação brasileira e da sua democracia;

- ratificar a sua posição em defesa de uma Conferência com a participação do governo, de representantes da sociedade civil, movimentos sociais e empresários;

- reivindicar a continuidade do processo de realização dessa Conferência, instando o Executivo Federal a garantir-lhe as condições materiais e políticas necessárias;

- repudiar as manifestações do jornal Folha de S. Paulo que, em editorial, atacou o sistema público de radiodifusão, reclamando o fechamento da TV Brasil;

- reafirmar sua posição em defesa de um sistema público de radiodifusão, condição basilar para existência de uma comunicação democrática;

- alertar a nação sobre o movimento de forças conservadoras contra a realização da Conferência e a democratização da comunicação, cujos sinais já podem ser identificados na posição do referido jornal e na resistência dos empresários do setor em participar da Conferência;

- apelar ao Governo Federal e às instituições democráticas do Brasil para que se mobilizem em defesa da Conferência Nacional de Comunicação, repudiando as iniciativas contrárias à mesma e tomando medidas concretas para a sua realização.

Rio de Janeiro, 1º de agosto de 2009.

Coordenação Executiva do FNDC — Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária –
Abraço; Associação Nacional das Entidades de Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões –
Aneate; Central Única dos Trabalhadores – CUT; Conselho Federal de Psicologia – CFP;
Federação Interestadual dos Trabalhadores em Radiodifusão – Fitert; Federação Nacional dos
Jornalistas – Fenaj.
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB
União Geral dos Trabalhadores; Federação Nacional dos Empregados em Empresas e Órgãos
Públicos e Privados de Processamento de Dados - Fenadados
Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União -
Fenajufe
Associação das Rádios Públicas do Brasil - Arpub
Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo - FNPJ
Comitê pela Democratização da Comunicação da Bahia
Comitê pela Democratização da Comunicação da Região Sisaleira da Bahia
Comitê pela Democratização da Comunicação de Minas Gerais
Comitê pela Democratização da Comunicação de Santa Catarina
Comitê pela Democratização da Comunicação do Ceará
Comitê pela Democratização da Comunicação do Distrito Federal
Comitê pela Democratização da Comunicação do Mato Grosso
Comitê pela Democratização da Comunicação do Mato Grosso do Sul
Comitê pela Democratização da Comunicação do Rio Grande do Sul
Comitê pela Democratização da Comunicação do Vale do Sinos e do Paranhana - RS

Fonte: FNDC

Mobilização no Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro realiza, no próximo dia 12, na Cinelândia, às 12h, o ato "Eu quero a conferência nacional de comunicação". Vamos colocar nossa cobrança literalmente nas ruas. O evento acontece, após a audiência pública que será realizada na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro para discutir a conferência do município.
Em Niterói, o decreto está sendo discutido hj e deve sair ainda esta semana, convocando a conferencia municipal para o último final de semana de agosto.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

I Conferência Municipal de Comunicação da Região Serrana

29 de agosto - Nova Friburgo, RJ

A I Conferência Municipal/Regional de Comunicação da Região Serrana será realizada no dia 29 de Agosto de 2009, sábado, em Nova Friburgo, tendo como tema em âmbito nacional: Comunicação - meios para a construção de direitos e cidadania na era digital, levantando os desafios da Comunicação e apontando as diretrizes e ações para se tornarem políticas públicas que possibilitem o acesso universal a esse instrumento de cidadania no país.

É um momento especial de participação popular na definição das políticas públicas. Por isso sua presença é de fundamental importância.

Alda de Oliveira (Aeanf)
Eliana Polo (Crem)
Rita Ramalho (Amc – Nova Friburgo)


Contatos:

cremconferencia@gmail.com
cremnovafriburgo@gmail.com


Fonte: Direito à Comunicação

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Audiência Pública e Ato-show mobilizam movimento pró-Conferência de Comunicação no Rio






































































Da Assembléia Legislativa às praças públicas, organizações sociais do Rio de Janeiro apostam na mobilização popular para transformar o modelo concentrado de comunicação no país

Fonte: Agência Petroleira de Notícias

Fotos: Gilka Resende (ato-show) e Rafael Duarte (audiência pública) - Agência Petroleira de Notícias

Só com muita gente nessa luta será possível vencer o bloqueio da grande mídia. Essa é a reflexão que fez ontem o movimento pró-Conferência de Comunicação colocar cerca de 200 pessoas no Plenário da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro e movimentar muitos artistas, estudantes e cidadãos em geral para ato-show na Praça de Domingos, em Niterói.

Na audiência pública pró-Conferência Estadual de Comunicação solicitada pela comissão Rio pró-Conferência (movimento que reúne mais de 30 organizações sociais), a participação popular foi boa, mesmo a atividade acontecendo no meio da tarde, horário ingrato para a maioria dos trabalhadores. A mesa da atividade contou com dois representantes do comissão Rio, Oona Castro do Intervozes e o professor Marcos Dantas da PUC-Rio, a deputada federal Cida Diogo, integrante da comissão organizadora nacional da Confecom, e do deputado estadual Gilberto Palmares, além do presidente da Comissão de Cultura da Alerj, o deputado Alessandro Molon, que mediou os trabalhos.

Ausência do Governo do Estado preocupa

O debate foi muito rico, com falas vibrantes tanto da mesa quanto da platéia da necessidade de mudar o modelo de comunicação em nosso país e do papel mobilizador que a conferência nacional pode cumprir. O grande destaque negativo, porém, foi a ausência total do poder executivo estadual. Considerando que o principal motivador dessa audiência era garantir o comprometimento do Governo do Rio de Janeiro nesse processo conferencial, a atividade ficou com esse grande déficit. Os informes da organização nacional, trazidos pela Cida Diogo, explicaram como funcionará a convocação das conferências estaduais. Os governadores e prefeitos têm até o dia 1º de agosto para formalizar as Conferências Estaduais e Municipais, caso não o façam, as Assembléias Legislativas e Câmaras de Vereadores assumem essa atribuição até o dia 5 de agosto. A partir daí, caso nenhuma das duas instâncias do poder público tenham tomado atitude, a sociedade civil pode organizar o processo.

A deputada federal ainda avisou que, embora possam ocorrer conferências municipais, livres e virtuais, apenas no espaço conferencial estadual serão eleitos delegados. Essa informação pode esvaziar muito a mobilização municipal e ainda dificultar a representação do interior nas discussões. Ainda mais que com o corte executado pelo Governo Federal no orçamento da Conferência Nacional de Comunicação, os recursos anteriormente aprovados de 8,2 milhões foram reduzidos para 1,6, o apoio para deslocamento dos movimentos do interior para as conferências estaduais deve ser bastante limitado.

Apresentações artísticas e panfletagem tomam praça universitária em Niterói

Ao término da audiência pública, representantes de entidades e movimentos sociais se deslocaram para Niterói onde ocorreu uma manifestação cultural pró-conferência. No trajeto, pela Praça XV, Barcas e centro de Niterói, os militantes aproveitaram para entregar panfletos sobre a Conferência e convidar os pedestres para aderirem ao movimento pela democratização da comunicação. Ao chegar na Praça de São Domingos, em frente a histórica Cantareira em Niterói, o palco já estava armado e os artistas passavam o som. Por volta de 19h, Claudio Salles, da comissão pró-Conferência de Comunicação de Niterói e do movimento cultural Pop Goiaba, anunciou a abertura do show. Muita música, esquetes, poesia, mostra de jornais alternativos, sempre entremeadas de falações e panfletagem em defesa de uma conferência de comunicação ampla, democrática e transformadora. Faixas e banner pela conferência, contra a baixaria na TV e em defesa da comunicação comunitária se destacavam na praça.

Próximas atividades

No encerramento, os organizadores ainda destacaram que aquela mobilização ali teria que se espalhar pelo país todo. Além da reunião da comissão pró-Conferência estadual, marcada para segunda-feira, 29 de junho, às 19h, no Clube de Engenharia (Av. Rio Branco, 124, 21º andar, no Centro do Rio), haverá uma audiência pública no dia 10 de julho, sexta, na Câmara de Vereadores de Niterói (na Av. Amaral Peixoto), para formalizar o processo da Conferência Municipal de Comunicação.Antes ainda acontece um encontro de formação preparatória para a Confecom organizado pelo Núcleo Piratininga de Comunicação com o tema 'Rádio e TV são concessões públicas. Que processos de concessão queremos?'. A atividade é 24/06 (quarta-feira) às 19h, no Sindicato dos Engenheiros (Av. Rio Branco 277, 17° andar - Cinelândia).

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Movimento Rio pró-Conferência de Comunicação coloca cerca de 200 pessoas na Audiência Pública no Plenário da Alerj

Só com muita gente nessa luta será possível vencer o bloqueio da grande mídia. Essa é a reflexão que fez ontem o movimento pró-Conferência de Comunicação colocar cerca de 200 pessoas no Plenário da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro e movimentar muitos artistas, estudantes e cidadãos em geral para ato-show na Praça de Domingos, em Niterói.

Na audiência pública pró-Conferência Estadual de Comunicação solicitada pela comissão Rio pró-Conferência (movimento que reúne mais de 30 organizações sociais), a participação popular foi boa, mesmo a atividade acontecendo no meio da tarde, horário ingrato para a maioria dos trabalhadores. A mesa da atividade contou com dois representantes do comissão Rio, Oona Castro do Intervozes e o professor Marcos Dantas da PUC-Rio, a deputada federal Cida Diogo, integrante da comissão organizadora nacional da Confecom, e do deputado estadual Gilberto Palmares, além do presidente da Comissão de Cultura da Alerj, o deputado Alessandro Molon, que mediou os trabalhos.

Ausência do Governo do Estado preocupa

O debate foi muito rico, com falas vibrantes tanto da mesa quanto da platéia da necessidade de mudar o modelo de comunicação em nosso país e do papel mobilizador que a conferência nacional pode cumprir. O grande destaque negativo, porém, foi a ausência total do poder executivo estadual. Considerando que o principal motivador dessa audiência era garantir o comprometimento do Governo do Rio de Janeiro nesse processo conferencial, a atividade ficou com esse grande déficit. Os informes da organização nacional, trazidos pela Cida Diogo, explicaram como funcionará a convocação das conferências estaduais. Os governadores e prefeitos têm até o dia 1º de agosto para formalizar as Conferências Estaduais e Municipais, caso não o façam, as Assembléias Legislativas e Câmaras de Vereadores assumem essa atribuição até o dia 5 de agosto. A partir daí, caso nenhuma das duas instâncias do poder público tenham tomado atitude, a sociedade civil pode organizar o processo.

A deputada federal ainda avisou que, embora possam ocorrer conferências municipais, livres e virtuais, apenas no espaço conferencial estadual serão eleitos delegados. Essa informação pode esvaziar muito a mobilização municipal e ainda dificultar a representação do interior nas discussões. Ainda mais que com o corte executado pelo Governo Federal no orçamento da Conferência Nacional de Comunicação, os recursos anteriormente aprovados de 8,2 milhões foram reduzidos para 1,6, o apoio para deslocamento dos movimentos do interior para as conferências estaduais deve ser bastante limitado.

Apresentações artísticas e panfletagem tomam praça universitária em Niterói

Ao término da audiência pública, representantes de entidades e movimentos sociais se deslocaram para Niterói onde ocorreu uma manifestação cultural pró-conferência. No trajeto, pela Praça XV, Barcas e centro de Niterói, os militantes aproveitaram para entregar panfletos sobre a Conferência e convidar os pedestres para aderirem ao movimento pela democratização da comunicação. Ao chegar na Praça de São Domingos, em frente a histórica Cantareira em Niterói, o palco já estava armado e os artistas passavam o som. Por volta de 19h, Claudio Salles, da comissão pró-Conferência de Comunicação de Niterói e do movimento cultural Pop Goiaba, anunciou a abertura do show. Muita música, esquetes, poesia, mostra de jornais alternativos, sempre entremeadas de falações e panfletagem em defesa de uma conferência de comunicação ampla, democrática e transformadora. Faixas e banner pela conferência, contra a baixaria na TV e em defesa da comunicação comunitária se destacavam na praça.


Próximas atividades

No encerramento, os organizadores ainda destacaram que aquela mobilização ali teria que se espalhar pelo país todo. Além da reunião da comissão pró-Conferência estadual, marcada para segunda-feira, 29 de junho, às 19h, no Clube de Engenharia (Av. Rio Branco, 124, 21º andar, no Centro do Rio), haverá uma audiência pública no dia 10 de julho, sexta, na Câmara de Vereadores de Niterói (na Av. Amaral Peixoto), para formalizar o processo da Conferência Municipal de Comunicação.


Antes ainda acontece um encontro de formação preparatória para a Confecom organizado pelo Núcleo Piratininga de Comunicação com o tema 'Rádio e TV são concessões públicas. Que processos de concessão queremos?'. A atividade é 24/06 (quarta-feira) às 19h, no Sindicato dos Engenheiros (Av. Rio Branco 277, 17° andar - Cinelândia).

sexta-feira, 19 de junho de 2009

RJ: AUDIÊNCIA PÚBLICA PRÓ-CONFERÊNCIA ESTADUAL DE COMUNICAÇÃO

22 de junho (segunda-feira), na Assembléia Legislativa, 14h

Você não pode faltar. Venha debater a organização

da 1º Conferência de Comunicação!

De acordo com o Decreto Presidencial publicado no dia 16 de abril de 2009, a 1ª Conferência Nacional de Comunicação será realizada nos dias 01, 02 e 03 de dezembro de 2009, com o tema "Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital".

Em todo o país, 23 Comissões Estaduais instituídas buscam envolver a sociedade em todas as etapas, municipais e estaduais do processo de construção da Conferência. São espaços de mobilização e organização dos movimentos populares e organizações sociais. Mais de 400 entidades já se engajaram.

Aqui no Rio de Janeiro, a mobilização da Comissão Rio Pró-Conferência, formada por mais de 30 entidades, convoca Audiência Pública Pró-Conferência Estadual de Comunicação, com o apoio da Comissão de Cultura da Alerj.

A audiência será realizada no próximo dia 22 de junho, às 14h, no Plenário da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro – Alerj.

PROGRAMAÇÃO

14h às 17h – Audiência Pública Pró-Conferência Estadual de Comunicação.

A mesa será composta por representantes da Alerj, Governo do Estado, Ministério Público, Câmara dos Deputados e Comissão Rio-Pró Conferência.

Após os pronunciamentos da mesa, autoridades, representantes de entidades e o público em geral poderão fazer o uso da palavra.

18h – Ato-show Pró-Conferência de Comunicação com música, poesia, projeções e performances diversas, em Niterói, Praça de São Domingos, em frente à Estação da Cantareira (à cinco minutos da Barca).

Presenças confirmadas:

Músicos do MOVIMENTO POP GOIABA: Zé Katimba e Inácio Rios, Claudio Salles e os @liens, Giras Gerais, Johane Russel, Lado B do Baú, Pedra Sonora e Via Jah..

Varal de notícias com: Brasil de Fato, Fazendo Media, Jornal "O Cidadão" da Maré, Surgente, Vírus Planetário, Fanzine "O Berro". E muito mais...

terça-feira, 9 de junho de 2009

Conferência Nacional de Comunicação é tema de encontros de formação


Noeli Godoy, Ávaro Britto e Rafael Duarte na mesa de diálogo sobre Conferência de Comunicação

[Por Raquel Junia] No último dia 27 de maio foi realizado o primeiro de uma série de encontros para discutir a Conferência Nacional de Comunicação. As atividades estão sendo organizadas pelo Núcleo Piratininga de Comunicação, no Sindicato dos Engenheiros (Senge). No primeiro debate participaram os jornalistas Álvaro Britto, do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio, Rafael Duarte, do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro) e a psicóloga Noeli Godoy, do Conselho Regional de Psicologia. Os participantes acreditam que a Conferência tem o grande papel de conscientizar sobre a importância dos meios de comunicação e fortalecer as mídias contra-hegemônicas.

Álvaro foi o primeiro a falar e ressaltou a oportunidade que se abre com a Conferência de se tornarem mais públicas as discussões a respeito da comunicação no Brasil. "Quando acabar a Conferência pode ser que tenha mais povo no Brasil discutindo os meios de comunicação de massa", sublinhou.

O jornalista apontou alguns dos problemas da mídia comercial, como a veiculação de conteúdos centrados no eixo Rio - São Paulo, o que faz com que a diversidade do país não seja mostrada. Álvaro também se referiu à internet como um meio de comunicação que pode trazer novas possibilidades de democratização das comunicações, mas chamou a atenção para o fato de que não se pode iludir com a rede.

"A internet também está em disputa, não dá para achar que ela vai fazer a democratização. Tem um projeto de lei do senador Eduardo Azeredo (PSDB/MG), que propõe um conjunto de controles para os usuários da internet e está sendo discutido. Daqui a pouco foi aprovado e a gente nem viu", alertou.

Rafael Duarte começou a sua exposição lembrando da mobilização em torno do Plebiscito contra a Área de Livre Comércio (AlCA), em 2002. Ele disse que na ocasião, quando faltavam mais ou menos três semanas para a realização da consulta, todos os jornais alternativos, comunitários, populares, "desde os jornaizinhos de grupos ligados a igreja até os veículos dos sindicatos" divulgaram notas e reportagens sobre o plebiscito e a necessidade de se mobilizar para barrar a Alca. Para Rafael, esse exemplo deve ser seguido em momentos como a da Conferência.

"Se entramos na Conferência esperando as resoluções que vão garantir a democratização da comunicação, sairemos muito decepcionados desse processo. A Conferência deve servir para pensarmos como integrar os lutadores do campo da comunicação e como fazer com que mais pessoas reconheçam a importância dessa luta", afirmou.


O que psicólogo tem a ver com a mídia?

A psicóloga Noeli Godoy contou que começou a participar mais ativamente das discussões sobre a necessidade de se democratizar a mídia quando atuava em uma rádio comunitária no município de São Gonçalo. Para ela, a psicologia e os meios de comunicação são duas áreas que tem uma relação muito grande. Ela explicou que essa é hoje uma visão dos Conselho de Psicologia, mas que, no entanto, não é uma análise comum entre os psicólogos.

‘A categoria se assusta quando vê um colega falando de mídia’, comentou. Noeli destacou que as escolhas das pessoas não são decisões livres porque o conteúdo da mídia atua fortemente na produção de subjetividades da sociedade na qual está inserida.

A psicóloga disse ainda que os conselhos estão discutindo fortemente questões como a publicidade infantil e a exploração da imagem do homem e da mulher na mídia. E também estão envolvidos na realização da Conferência. Noely lembrou um psicólogo e comunicador cubano, Manoel Calvino, que afirmou: ‘a grande dificuldade na democratização da mídia é a democratização da sociedade’.


Encontros continuam

Os debatedores convidaram os presentes para participarem das reuniões quinzenais da Comissão Rio Pró-Conferência Nacional de Comunicação. É nessa comissão que os movimentos sociais do estado do Rio estão se reunindo para planejar a mobilização para as etapas estadual e nacional da conferência. As reuniões são realizadas às segundas-feiras, às 19h, quinzenalmente, no Clube de Engenharia. A próxima reunião será no dia 1º de junho.

O NPC realizará ainda mais quatro encontros sobre o tema. A ideia é contribuir para a formação de militantes, estudantes, sindicalistas e pessoas interessadas para que tenham uma atuação qualificada durante as etapas da conferência. Os encontros serão realizados sempre no Sindicato dos Engenheiros (Senge), à Avenida Rio Branco, 277, 17º andar, Cinelândia.


Confira a programação dos próximos encontros:

Dia 24/06 (quarta-feira) às 19h – Rádio e TV são concessões públicas. Que processos de concessão queremos?

Dia 08/07 (quarta-feira) às 19h – Controle social da mídia: como a população pode interferir no conteúdo?


Dia 05/08 (quarta-feira) às 19h – Alternativas: comunicação pública, livre, comunitária – que tipo de comunicação queremos?


Dia 02/09 (quarta-feira) às 19h – Rádio e TV digital: que regulamentação queremos?

quarta-feira, 20 de maio de 2009

PCdoB-RJ debate democratização dos meios de comunicação dia 23

19 de maio de 2009

O PCdoB do Rio de Janeiro realizará, dia 23, seu Encontro Estadual de Comunicação. No debate, os desafios da luta pela democratização dos meios de comunicação, tema que ganhou ainda mais importância com a convocação pela Presidência da República da Conferência Nacional de Comunicação.

O encontro dos comunistas começa às 9h com três debatedores já confirmados: Altamiro Borges (jornalista e secretário nacional de Comunicação do PCdoB), Marcos Dantas (professor do Departamento de Comunicação Social da PUC-RJ) e Cláudia Santiago (jornalista e membro do Conselho do Núcleo Piratininga de Comunicação). Gilson Caroni (professor de sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso, colunista da Agência Carta Maior e colaborador do Observatório da Imprensa) também foi convidado.

Na parte da tarde, serão abordados temas que dizem respeito à comunicação partidária, como os instrumentos nacionais Vermelho, Classe Operária e Partido Vivo; instrumentos estaduais – Alerta Rio – e os desafios políticos, como a participação nas conferências municipais de comunicação.

Luta estratégica

O Comitê Central, em resolução aprovada no final de 2007, define como de valor “estratégico” o trabalho em torno do tema comunicação. Isso se refere tanto à luta contra a ditadura midiática – hoje um dos principais entraves ao avanço democrático – quanto ao fortalecimento da comunicação partidária.

Segundo o secretário estadual de Comunicação do PCdoB-RJ, Wevergton Brito Lima, a mídia hegemônica, controlada por poucas famílias e intimamente ligada ao capital financeiro, é antidemocrática, foi forjada na ditadura e é séria adversária das forças progressistas. ''Ela é avessa a qualquer tipo de regulação que permita maior participação popular e uma produção de conteúdos mais democrática e pluralista. A recente publicação do Edital do Governo Federal convocando a Conferência Nacional de Comunicação dará um novo e importante realce a esta batalha''.

Para este encontro estão convocados, além das direções municipais do PCdoB, os comunistas que atuam em diversas frentes, como mulheres, jovens, sindicais e outras. Cada municipal, além de garantir a participação de sua executiva, pode também sugerir nomes ao Comitê Estadual de militantes que estejam desempenhando papel de comunicador.

Na parte da manhã, devido ao caráter amplo do tema, serão admitidas pessoas não filiadas que estejam interessadas em assistir ao debate, desde que entrem em contato com a Secretaria de Comunicação antecipadamente.

O encontro acontecerá no auditório do Sindicato dos Bancários (Avenida Presidente Vargas, 502, 21º andar, Centro), das 9h às 19h. Mais informações e confirmação de inscrições pelo endereço eletrônico: comunicacao@pcdobrj.org.brou pelo telefone (21) 3970-5185, ramais 220 e 221.

Da redação local

Comissão Pró-Conferência Nacional de Comunicação do Sul Fluminense

15 de maio de 2009

CONVITE

Região Sul Fluminense, maio de 2009

Prezado(a),

O Diário Oficial da União publicou, no dia 17 de abril, o decreto do presidente Lula convocando a I Conferência Nacional de Comunicação (I Confecom), com o tema "Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital". Poucos dias depois, o Ministério das Comunicações divulgou a Portaria 185, que constituiu a Comissão Organizadora Nacional da I Confecom. Ela é composta por representantes do Poder Público, empresários e movimentos sociais. A I Conferência Nacional de Comunicação será realizada de 1 a 3 de dezembro de 2009, em Brasília, precedida de etapas municipais, regionais e estaduais.

A Conferência deverá ter caráter amplo e democrático, abrangendo representações do governo, da sociedade civil e empresários. Ela será nacional, mas deverá contemplar, no mínimo, etapas locais e estaduais, quando haverá discussão do tema, apresentação de propostas e eleição de delegados. Os objetivos do evento são, dentre outros, identificar os principais desafios relativos ao setor da comunicação no Brasil, fazer um balanço das ações do Poder Público na área e propor diretrizes para as políticas públicas de comunicação.

Extremamente concentrada e tratada como mercadoria, na imensa maioria das vezes a serviço da ideologia dominante, a comunicação de massa tem sido utilizada freqüentemente como instrumento de criminalização dos movimentos sociais. Cresce, entretanto, a defesa da Comunicação como direito humano, principalmente no tocante à soberania nacional, liberdade de expressão, inclusão social, diversidade cultural e religiosa, questões de gênero, raça e opção sexual, convergência tecnológica e a regionalização da produção.

Há cerca de dois anos funciona a Comissão Nacional Pró-Conferência de Comunicação, com representantes de várias entidades e movimentos nacionais da sociedade civil organizada. Aqui no RJ, funciona desde o primeiro semestre de 2008 uma Comissão RJ Pró-Conferência, composta por entidades e movimentos fluminenses. E recentemente criamos a Comissão Pró-Conferência Nacional de Comunicação da Região Sul Fluminense.

Até a realização das etapas da Conferência, caberá aos movimentos sociais organizados conscientizar e mobilizar a população sobre a sua importância. Esse processo, para ter sucesso, deverá envolver muito além dos profissionais e entidades ligadas à Comunicação. Ele precisará contar com a participação efetiva do conjunto da sociedade civil organizada, a maior interessada na democratização da Comunicação no país.

Foi com esse objetivo que realizamos, no último dia 28 de março, na Câmara Municipal de Volta Redonda, o I Encontro Pró-Conferência Nacional de Comunicação do Sul Fluminense, promovido pelo Fórum de Mídia Livre do Sul Fluminense, que reuniu quase 60 representantes das mais diversas entidades, movimentos sociais e profissionais de Comunicação da região. Na ocasião, foram aprovadas várias propostas e formada a Comissão Pró-Conferência Nacional de Comunicação do Sul Fluminense, que realizou sua primeira plenária em 25/04/2009.

A segunda plenária da Comissão, para a qual estamos convidando sua entidade, acontecerá no próximo dia 16 de maio de 2009, sábado, das 14 às 17 horas, no Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense, situado na rua Gustavo Lira, nº 9, Centro, Volta Redonda (no final da rua atrás da Rodoviária à direita).

Sugestão de pauta:

1 - Informes Gerais

2 - Informe das Comissões Estadual e Nacional Pró-Conferência e avaliação do Movimento

3 - Encaminhamentos do I Encontro e da I Plenária

- ampliação do movimento: contatos com entidades e municípios

- cartilha popular ilustrada;

- adesivo e praguinha

4 - Organização do Seminário (ou II Encontro) - objetivo: debater e construir propostas dos movimentos sociais para a Conferência

Cordialmente,

Comissão Pró-Conferência Nacional de Comunicação do Sul Fluminense

Contatos e mais informações pelo www.midiainsana.blogspot.com ou com: José Roberto (Maninho) (24) 8802-5565; Leslie (24) 9976-7742; Lívia (24) 9828-1840; Alvaro Britto (24) 9918-2329.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Encontro Sul Fluminense pró-Conferência Nacional de Comunicação

Domingo, 29 de Março de 2009

Deputada Inês Pandeló declara apoio à Conferência Nacional de Comunicação

Durante o 1º Encontro Pró-Conferência Nacional de Comunicação do Sul Fluminense, promovido pelo Fórum de Mídia Livre do Sul Fluminense (FMLSF) e realizado no sábado, dia 28, no plenário da Câmara Municipal de Volta Redonda, a deputada estadual Inês Pandeló (PT) declarou apoio à causa e pôs seu mandato à disposição da militância. "Parabenizo a iniciativa de vocês. Eu estava no Fórum Social Mundial quando ouvi a notícia da Conferência Nacional", disse, referindo-se ao anúncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, feito naquela ocasião.

Para Inês Pandeló (foto), o tema há muito exige uma ampla discussão no Brasil. "É preciso que haja uma tomada de posição nesse sentido. O que vemos hoje são rádios comunitárias sendo tratadas como marginais. Sou a favor da liberdade de expressão e penso que espaço para se expressar tem que haver em todo país que se diz democrático", comentou a deputada, oferecendo apoio através de seu mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). "Podem ter no meu mandato um apoio real", prometeu.

Ainda durante o evento, a parlamentar afirmou que marcará uma audiência pública na Alerj - através da Comissão de Cultura - para que o assunto seja debatido. "Vou falar com o (deputado) Alessandro Molon, que é presidente da Comissão de Cultura, para marcarmos uma audiência sobre a Conferência", garantiu Inês.

O 1º Encontro Pró-Conferência Nacional de Comunicação do Sul Fluminense teve a participação de cerca de 50 pessoas, entre representantes da sociedade civil organizada, assessores políticos - como os do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) -, estudantes, representantes do movimento estudantil de Volta Redonda, Barra Mansa e Resende, de sindicatos de classe, dos movimentos de negros e mulheres, e da Igreja Católica, através das pastorais de Comunicação e Infância da Cúria Diocesana de Volta Redonda e Barra do Piraí. Representando as rádios comunitárias e compondo a mesa de debates, Carlito Vieira, diretor da Abraço/RJ.

Em sua palestra, a psicóloga Noely Godoy, representante do Conselho Regional de Psicologia e integrante da Comissão Estadual Pró-Conferência, abordou a importância da Conferência Nacional de Comunicação e fez uma exposição acerca da produção de subjetividade na mídia. Já o engenheiro Telmo Lustosa, diretor do Clube de Engenharia e também integrante da Comissão Estadual, lembrou o histórico da legislação brasileira acerca das Comunicações e ressaltou a importância de que ela seja revista pelo governo federal. Coisa que só poderá acontecer, segundo ele, com a realização da Conferência.

De acordo com um dos diretores do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio de Janeiro, Álvaro Britto, há grande expectativa de que, em breve, o governo federal publique decreto convocando a Conferência. "A Conferência envolverá o Poder Público - federal, estadual e municipal -, empresários - principalmente os de comunicação -, e a sociedade civil. Nosso objetivo hoje (ontem, sábado, dia 28) é fazer o debate com a sociedade civil", frisou.

Após a realização do painel "Conferência Nacional de Comunicação: o que é, quem participa e importância", houve uma plenária para decidir quais serão os próximos passos do grupo no Sul Fluminense. Dentre outras decisões aprovadas na plenária, ficou acertada uma reunião, a ser realizada no próximo dia 25/04, às 14h, no Clube Foto Filatélico de Volta Redonda. Além disso, também foi levantada a possibilidade de produzir materiais didáticos sobre a Conferência, para que sejam distribuídos em associações de moradores, sindicatos, escolas etc. O engenheiro Bebeto, companheiro do jornal alternativo Valença em Questão, sugeriu que se façam 'caravanas' da Pró-Conferência em municípios da região para conscientizar e aglutinar mais pessoas ao movimento.

Fonte: Midia Insana

quarta-feira, 18 de março de 2009