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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Gravataí - Uma comunicação pluralista de idéias e de diversidade social

Foto: Marcus Leonardo/ Secom-PMG

‘‘Controle público e acesso aos meios de comunicação não é censura. É um direito a cidadania.” A afirmação é da painelista da Conferência de Comunicação de Gravataí, Ivarlete França, membro do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação. Na opinião dela, a mídia deve ser pluralista de idéias e de diversidade social, fatores extremamente importante para a construção da cidadania.

Ivarlete ressaltou que os meios de comunicação não retratam os fatos, mas a versão dos fatos influenciados por quem os produz. “Não transmitem a realidade dos movimentos sociais, mas sim o julgamento de suas atitudes. A sociedade precisa controlar e monitorar de alguma forma a comunicação”, afirmou.

O controle público, na opinião da painelista, também deve ser exercido sobre a publicidade, a qual incentiva o desejo, levando os consumidores a adquirirem o que na verdade não atende as suas reais necessidades. Outra questão ligada diretamente à mídia, segundo ela, é a violência. “Os programas em geral trazem mensagens que não tem valores familiares”, destacou.

RedaçãoFones: (51) 4001 3271 - 4001 3272 - 4001 3267

domingo, 18 de outubro de 2009

I Confecom Canoas - Confecom: qualidade do conteúdo X Garantia de distribuição é tema de 3° painel



14:58 - quarta-feira, 14 de outubro de 2009

A psicóloga Ivarlete Guimarães de França apresenta neste momento o painel “Qualidade do conteúdo X Garantia de distribuição”, o terceiro desta I Conferência Metropolitana de Comunicação – Etapa Canoas. Abordando uma linha do tempo sobre a evolução histórica do jornalismo, a conferencista lembrou os principais fatos do jornalismo e mostrou porque os meios de comunicação devem ser democratizados. “Todos têm direito à informação”, resume. Para ela, é necessário que os monopólios sejam quebrados e que se abram outras possibilidades, sem que uma força política através de uma emissora, esteja sempre tentando dominar a outra. “A comunicação é uma das áreas que não possui democracia. Falta liberdade de expressão à sociedade, para maior pluralidade de expressões”.

Ivarlete abordou as novas tendências globais, como a reestruturação do sistema de comunicação submetida ao controle público. “É preciso desenvolver a cultura através da mídia e lembrar que a capacitação dos cidadãos, através da comunicação comunitária, promove grandes mudanças na sociedade. Se a população for produtora destas propostas de mudanças e abordar sua própria linguagem com os demais integrantes de uma comunidade, o interesse popular prevalecerá”.

A psicóloga abordou ainda a subjetividade da comunicação, onde há um espaço íntimo do sujeito (mundo interno) como aquele que se relaciona com o mundo social. “Este processo será fundamental pelo comportamento adquirido, através do estímulo que a sociedade recebe. Os conteúdos absorvidos serão determinantes para formar opiniões”. Assim, a especialista analisa que a interpretação dos fatos, do ponto de vista dos interesses, acaba tornando 'mentiras repetitivas' em 'verdades cristalizadas'. “Um exemplo disso foi a cobertura do protesto dos professores em frente à casa da Governadora Yeda Crusius. Ficou parecendo que eram todos arruaceiros, mas poucos veículos abordaram a necessidade de mudanças radicais na educação, como crianças estudando em contâiners”. Ivarlete concluiu a exposição afirmando que “todos devem aprender a criticar o que é despejado diariamente pela mídia”.

Cris Weber