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domingo, 18 de outubro de 2009

I Confecom Canoas - Confecom: qualidade do conteúdo X Garantia de distribuição é tema de 3° painel



14:58 - quarta-feira, 14 de outubro de 2009

A psicóloga Ivarlete Guimarães de França apresenta neste momento o painel “Qualidade do conteúdo X Garantia de distribuição”, o terceiro desta I Conferência Metropolitana de Comunicação – Etapa Canoas. Abordando uma linha do tempo sobre a evolução histórica do jornalismo, a conferencista lembrou os principais fatos do jornalismo e mostrou porque os meios de comunicação devem ser democratizados. “Todos têm direito à informação”, resume. Para ela, é necessário que os monopólios sejam quebrados e que se abram outras possibilidades, sem que uma força política através de uma emissora, esteja sempre tentando dominar a outra. “A comunicação é uma das áreas que não possui democracia. Falta liberdade de expressão à sociedade, para maior pluralidade de expressões”.

Ivarlete abordou as novas tendências globais, como a reestruturação do sistema de comunicação submetida ao controle público. “É preciso desenvolver a cultura através da mídia e lembrar que a capacitação dos cidadãos, através da comunicação comunitária, promove grandes mudanças na sociedade. Se a população for produtora destas propostas de mudanças e abordar sua própria linguagem com os demais integrantes de uma comunidade, o interesse popular prevalecerá”.

A psicóloga abordou ainda a subjetividade da comunicação, onde há um espaço íntimo do sujeito (mundo interno) como aquele que se relaciona com o mundo social. “Este processo será fundamental pelo comportamento adquirido, através do estímulo que a sociedade recebe. Os conteúdos absorvidos serão determinantes para formar opiniões”. Assim, a especialista analisa que a interpretação dos fatos, do ponto de vista dos interesses, acaba tornando 'mentiras repetitivas' em 'verdades cristalizadas'. “Um exemplo disso foi a cobertura do protesto dos professores em frente à casa da Governadora Yeda Crusius. Ficou parecendo que eram todos arruaceiros, mas poucos veículos abordaram a necessidade de mudanças radicais na educação, como crianças estudando em contâiners”. Ivarlete concluiu a exposição afirmando que “todos devem aprender a criticar o que é despejado diariamente pela mídia”.

Cris Weber

I Confecom Canoas - Conferencista aborda educação e 'leitura da realidade' no Brasil



14:38 - quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O jornalista Celso Schröder abordou importantes pontos de discussão no início do terceiro painel da 1° Conferência Metropolitano de Comunicação – Etapa Canoas. Celso afirmou que se sente honrado em participar de um evento do gênero, pois este é um momento de grandes debates sobre os rumos da comunicação. “O debate é um dos objetivos e temos que criar a partir destas conversas uma agenda de luta nacional, envolvendo diversos veículos de imprensa. A participação da sociedade também é fundamental, definindo que tipo de conteúdo quer assistir, ler ou ouvir nos veículos”.

Para ele, é preciso pensar seriamente em políticas para o cidadão que ainda é analfabeto, seja por não saber ler ou por ser letrado mas não entender sua própria realidade. “Não é possível que aceitemos esta situação. Todos devem compreender o mundo onde vivem, culturalmente e/ou politicamente falando”. Sobre a concessão de canais no Brasil, Schröeder cobra rigor antes da liberação. “Várias emissoras estão tentando se transformar em veículos regulamentados mas não apresentam planejamento de conteúdo, o que é obrigatório”.

Cris Weber

I Confecom Canoas - Crítica é a contrapartida da técnica, diz pesquisadora



11:13 - quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Viabilizar a crítica como contrapartida a técnica é um dos grandes desafios que se apresenta hoje ao jornalismo, observa a pesquisadora e professora doutora Christa Berger, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS). Christa é uma das painelistas da I Conferencia Metropolitana de Comunicacao – etapa Canoas, iniciada no início da manhã desta quarta-feira, 14, no auditório do prédio de Odontologia da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) de Canoas.

Conforme Chirsta, essa recuperação do papel crítico da comunicação, atraves do jornalismo, passa por três momentos: a) Se desprender do ritmo acelerado das mudancas - que estimula que o jornalista se converta, do analista do dia, ao porta-voz do instante; b) recuperar o tempo da sociedade, o tempo histórico e c) Sondar o futuro, vislumbrando novas possibilidades de atuação. “Mais do que um debate, observo que em Canoas está havendo também um processo de apropriando de certas ações de comunicação, resume.

A I Confecom metropolitana – Etapa Canoas é uma realização da Prefeitura de Canoas, através da Secretaria Especial de Comunicação, com o apoio da Cut /RS; FNDC; Ulbra Canoas e Sintrajufe / RS.

Ronaldo M. Botelho

I Confecom Canoas - Presidente da EBC ressalta processo de inclusão na comunicação social do país



10:41 - quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O jornalista José Roberto Garcez, presidente da Empresa Brasil de Comunicação, abre sua fala na I Confecom sobre a regulamentação da Secretaria Nacional de Comunicação, que há dois anos instituiu as diretrizes da área no país. Para ele, o processo de inclusão passa pela crença dos próprios profissionais em realizar as mudanças necessárias. “Sou um otimista e acredito na comunicação democrática, por isso fico feliz com eventos como estes”, declara. Garcez afirma que a discussão deve ser ampliada no sentido de que o principal favorecido com o processo de comunicação no Brasil seja cada brasileiro, sem o foco em interesses governamentais. “Há um princípio regulamentado de que toda emissora deve estar a serviço do cidadão. A EBC também tem contribuído nesta fiscalização para que o controle público seja um fator determinante na comunicação social”.

A democratização das verbas publicitárias do governo para os veículos nacionais foi outro tema abordado por Garcez, que enalteceu o recurso para fortalecer as pequenas mídias. “Precisamos fazer crescer o número de veículos de bairros, para que eles tenham segurança para continuar”. A importância da comunicação no processo decisório dos governos também foi destacada pelo especialista. “No Rio Grande do Sul e no Brasil como um todo, a comunicação é vista como uma voz importante para tomar decisões, de acordo com o que é difundido pelos veículos”, ressalta.

Cris Weber