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domingo, 18 de outubro de 2009

I Confecom Canoas - Questionamento sobre emissoras estatais é levantado no primeiro painel de Conferência



11:03 - quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Servidor da TVE no Rio Grande Sul e representante do conselho deliberativo dos funcionários, questionou os painelistas sobre a atual situação da emissora no Estado. “Se alguém já acessou o site da TV, sabe que ele é extremamente antigo e este é um problema grave que nós temos. Dispomos de poucos recursos e verbas orçamentárias. O que precisamos é de mais vontade política, o que não temos”, ressalta. Para ele, a criação de uma rede em cadeia nacional seria uma solução para modernizar a emissora. “No ano passado, o conselho deliberativo dos funcionários queria a criação de uma rede onde a TVE pudesse ser operadora de um canal digital. Porém, por pouca vontade do governo estadual com a emissora e pelo Ministério das Comunicações restringir a multiprogramação para emissoras da União, não obtivemos sucesso. Existe algum movimento para isso?”, questionou.

O jornalista José Roberto Garcez afirma que este movimento já é uma realidade. “Não só existe como é muito forte. Queremos o acesso digital para todos os veículos, seja qual for a natureza estatal. Estas mudanças tem que ser construídas aos poucos”. Garcez ressaltou ainda que O Ministério já encaminha a discussão deste novo mecanismo para conferências como as que acontecem nesta quarta-feira em Canoas. “Por isso precisamos discutir estes assunto intensamente, procurando ampliar as produções de caráter multimídia”.

Cris Weber

I Confecom Canoas - Presidente da EBC ressalta processo de inclusão na comunicação social do país



10:41 - quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O jornalista José Roberto Garcez, presidente da Empresa Brasil de Comunicação, abre sua fala na I Confecom sobre a regulamentação da Secretaria Nacional de Comunicação, que há dois anos instituiu as diretrizes da área no país. Para ele, o processo de inclusão passa pela crença dos próprios profissionais em realizar as mudanças necessárias. “Sou um otimista e acredito na comunicação democrática, por isso fico feliz com eventos como estes”, declara. Garcez afirma que a discussão deve ser ampliada no sentido de que o principal favorecido com o processo de comunicação no Brasil seja cada brasileiro, sem o foco em interesses governamentais. “Há um princípio regulamentado de que toda emissora deve estar a serviço do cidadão. A EBC também tem contribuído nesta fiscalização para que o controle público seja um fator determinante na comunicação social”.

A democratização das verbas publicitárias do governo para os veículos nacionais foi outro tema abordado por Garcez, que enalteceu o recurso para fortalecer as pequenas mídias. “Precisamos fazer crescer o número de veículos de bairros, para que eles tenham segurança para continuar”. A importância da comunicação no processo decisório dos governos também foi destacada pelo especialista. “No Rio Grande do Sul e no Brasil como um todo, a comunicação é vista como uma voz importante para tomar decisões, de acordo com o que é difundido pelos veículos”, ressalta.

Cris Weber