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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Acordo sobre regimento interno não é consenso entre entidades

Por Mariana Martins e Cristina Charão , Observatório do Direito à Comunicação

O acordo sobre o regimento interno da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) foi recebido de maneira diversa pelas entidades envolvidas no processo. Do lado dos empresários, é clara a satisfação com o resultado do longo processo de pressão sobre o governo e a comissão organizadora. Os representantes empresariais que se mantiveram na Comissão Organizadora Nacional (CON) já falam, inclusive, em trazer de volta as seis entidades que se retiraram da Confecom.

Já as organizações e movimentos sociais têm se dividido entre avaliações que vão de uma visão altamente positiva das definições do regimento até uma análise da conjuntura pós-acordo como muito difícil para as forças que defendem mudanças nos padrões das políticas de comunicação.

O acordo sobre o regimento foi selado em reunião realizada na terça-feira (25) entre os três ministros responsáveis pela Confecom (Hélio Costa, das Comunicações, Luiz Dulci, da Secretaria Geral da Presidência, e Franklin Martins, da Comunicação Social), as duas entidades empresariais que se mantiveram na CON (a Abra, que reúne os grupos Band e RedeTV!, e a Telebrasil, que representa o setor de telecomunicações) e os representantes da sociedade civil não-empresarial na mesma comissão.

Antes desta reunião, empresários e movimentos haviam se encontrado para tentar chegar a um consenso. Até aquele momento, estava sobre a mesa a proposta sustentada pelo governo e negociada com o conjunto das entidades empresariais: a divisão de delegados numa proporção 40-40-20 (40% das vagas para representantes do empresariado da comunicação, 40% para as organizações não-empresariais da sociedade civil e 20% para representantes do setor público) e o quórum de 60% para aprovação de propostas em temas considerados “sensíveis”.

Abra e Telebrasil tentaram modificar a exigência de quórum para 60%+1, alegando que só assim estaria garantido o apoio de todos os setores a uma determinada proposição. Chegaram a afirmar, nas duas reuniões, que não se importariam de flexibilizar a composição das delegações de cada setor, dando a entender que o que queriam manter era a possibilidade de serem o fiel da balança nas votações polêmicas da Confecom. Durante o encontro com o governo, os ministros chegaram a apontar novas formas de divisão de delegados. Os empresários insistiram na fórmula do quórum e a maioria das entidades não-empresariais cedeu em relação à proporção em troca de não se aprovar o 60+1 e aumentar o número de delegados de 1.000 para 1.500.

Ao final, o acordo manteve a divisão dos delegados como negociada anteriormente com os empresários e uma fórmula de quórum qualificado para aprovação de medidas que exige 60% com pelo menos um delegado de cada setor votando a favor da proposta. Das oito entidades não-empresariais na Comissão Organizadora Nacional, apenas o Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social apresentou voto contrário ao acordo.

Negociações

Para Flávio Lara Resende, representante da Abra, o acordo foi “a melhor forma” encontrada nas negociações, mas ele comemora, sobretudo, o que ele significa em termo das relações entre os setores. “Todos os lados cederam. Vimos que é possível sentar à mesa e negociar”, avaliou. Segundo ele, a Abra entende essa conferência “não como uma guerra, mas como um espaço de convergência”.

Apesar de o acordo dirigir-se francamente à acomodação dos interesses empresariais, o representante da Abra diz que o setor abriu mão da proposta de um número reduzido de delegados. Já em relação ao quórum, diz que a fórmula final atende ao espírito do que já defendiam. “Para nós o quórum qualificado era uma garantia de que seríamos ouvidos porque a sociedade civil não empresarial está muito organizada. Daí a importância de termos garantido ao menos dentro dos 60% um voto de cada setor, porque isso obriga minimamente todos a sentarem numa mesa e negociar. Se não fosse assim, não seríamos ouvidos.”

Nem a proporção de delegados aprovada, tampouco o quórum qualificado para aprovação de propostas consideradas sensíveis foram práticas nas dezenas de conferência que foram realizadas pelo governo federal nos últimos anos. Durante as reuniões ao longo do processo de negociação, os governo vinha defendendo a idéia de que esta não era uma conferência como as outras e que era preciso garantir a presença de todos os setores para garantir que os resultados da Confecom sejam implementados. Em outras palavras, só aquilo que puder ser negociado com o empresariado da comunicação pode ganhar peso para ser implementado.

“A primeira Confecom vai nos ensinar a lidar com o setor das comunicações e suas complexidades”, afirmou Celso Schröder, da Coordenação Executiva do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), entidade que também compõe a CON. Em sua avaliação, os parâmetros acertados na reunião foram os possíveis para “garantir o debate” na Conferência Nacional de Comunicação.

Comemorações

“A existência da Conferência por si mesma já representa uma grande vitória, uma vitória da sociedade civil brasileira, mesmo diante da tentativa de sabotagem do empresariado”, avaliou. Segundo Schröder, a Confecom ocorrerá nos moldes defendidos pelo FNDC e as entidades que o compõe no sentido de discutir as questões da comunicação e propor políticas públicas.

A Associação Brasileira de Canais Comunitários (ABCCom), através de nota, mostrou-se ainda mais entusiasmada com a perspectiva de realização da Confecom. “A introdução desse tema na agenda pública das discussões nacionais já é uma revolução, em todos os sentidos que se possa analisar”, diz a nota. A associação foi a primeira das entidades da sociedade civil com assento na Comissão Organizadora Nacional a afirmar publicamente que aceitaria as condições apresentadas pelos empresários para garantir a realização da Conferência.

Em audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, Roseli Goffman, representantes do Conselho Federal de Psicologia na coordenação do FNDC e também na CON, afirmou que o acordo era positivo pois garantia aos movimentos sociais “uma representação de 40% nos debates da comunicação quando antes não se tinha 1%”.

Concessões

Na opinião de Jonas Valente, que representa o Intervozes na CON, as regras estabelecidas comprometeram o caráter amplo e democrático do processo, embora não tirem a importância da iniciativa como marco do debate público sobre a área no país. “O acordo fechado foi problemático, pois apontou que há um ‘ambiente de entendimento’ entre as partes em que apenas um dos lados, a sociedade civil não empresarial, cede”, avaliou. “O governo, por sua vez, tem muita dificuldade de se posicionar de maneira mais firme em relação às condições e excessos propostos pelos empresários. O governo deve sim tentar envolver todos os setores para realização da Conferência e não apenas os empresários.”

A Comissão Nacional Pró-Conferência de Comunicação, articulação com mais de 30 entidades criada há dois anos para pressionar pela realização da Confecom, vinha defendendo uma divisão de delegados que diferenciasse apenas o setor público da sociedade civil organizada, sem distinção entre empresários e não-empresários, seguindo a proporção 20-80. A CNPC também rechaçava qualquer tipo de quórum qualificado. A proposta da CNPC teve o apoio formal de pelo menos 10 comissões estaduais Pró-Conferência. As articulações nos estados também têm avaliado como problemático o acordo, inclusive porque ele deve reverberar sobre os regimentos das etapas regionais.

Segundo Valente, o quórum qualificado de 60% mais a exigência de no mínimo um voto de cada segmento na apreciação de propostas relacionadas a temas “sensíveis” dificulta a aprovação de resoluções sobre questões mais polêmicas e impõe uma dinâmica de mediação extrema a estes debates. “É importante buscar o entendimento entre os setores, mas isso não pode ser a única forma conduzir as discussões, sob o risco de buscar uma supressão artificial das divergências normais e conhecidas entre diferentes segmentos”, avalia.
“Conferência possível”

Para duas das entidades sindicais com assento na Comissão Organizadora Nacional, o acordo sobre o regimento é insatisfatório, mas necessário. Tanto a Central Única dos Trabalhadores (CUT) quanto a Federação Interestadual dos Trabalhadores em Radiodifusão e Televisão (Fitert) indicam descontentamento com o acordo, mas afirmam que, diante das pressões do empresariado e da disposição do governo para acomodar o setor dentro do processo, foi preciso ceder para garantir a realização da Conferência.

Para Rosane Bertoti, secretária de Comunicação da CUT, a negociação esbarrou nos limites dos interesses dos empresários que o governo estava disposto a enfrentar.“A CUT entende que esta foi a Confecom possível, mas que esta não é uma conferência dentro dos padrões democráticos que a gente defendia nem está dentro dos padrões democráticos das outras conferências já realizadas por este governo”, disse.

“Ficamos frustrados de não termos conseguido encaminhar as propostas de grande parte dos movimentos pró-conferência estaduais, principalmente na questão da divisão dos delegados. Muitas das comissões desaprovaram formalmente essa negociação, emitindo nota pública sobre o tema”, comentou Nascimento Silva, coordenador da Fitert. “Para não cometer erros e ficarmos com a imagem de que nós é que não queríamos os empresários na Conferência, tivemos que fazer concessões alem do imaginário.”

Futuros problemas

Tanto Rosane como Nascimento apontam para um cenário de dificuldades. Para a secretária da CUT, mesmo a aprovação do texto final do regimento – prevista para a próxima terça-feira (1 de setembro) – ainda pode ser motivo de novas disputas e pressões do empresariado.

O coordenador da Fitert, por sua vez, indica dificuldades para mobilizar os diferentes atores, já que as definições do regimento podem frustrar muitos deles. “Mesmo com a conferencia possível, precisamos unir forças agora. Agora não é mais a comissão [organizadora] que terá papel importante e sim todos os segmentos sociais já envolvidos nos seus estados”, afirmou.

Para Jonas Valente, do Intervozes, a postura das associações empresariais de estarem sempre condicionando a sua participação à imposição das suas pautas é muito preocupante, tanto em relação aos próximos passos para a realização da Confecom, quanto no debate dos temas da Conferência. “Isso indica que este segmento terá privilégios para fazer valer suas posições e para represar qualquer proposta contrária aos seus interesses durante a Conferência”, avaliou.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Empresas sinalizam que não participarão da Confecom

quarta-feira, 22 de julho de 2009, 20h17

A Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) deverá sair sem a presença dos empresários do setor de radiodifusão, telecomunicações, mídias impressas, Internet e TV por assinatura. Essa posição, ainda tratada com reserva, mas confirmada informalmente por setores empresariais, parece ser o ponto final de uma série de acontecimentos cada vez mais complexos que cercam a organização dos trabalhos.

Em essência, o que as empresas perceberam é que, se continuarem a apoiar a organização da Confecom, endossarão um evento que será, inevitavelmente, de caráter crítico aos seus interesses. A ausência das empresas na reunião sobre a definição do regimento realizada nesta quarta, 22, é apenas a parte visível do que está acontecendo.

Acerto de véspera

Na reunião prévia de duas horas realizada entre as entidades empresariais e o ministro Hélio Costa na tarde de terça, 21, o ministro, após receber por escrito uma série de reivindicações das entidades (Abert, Abra, Abranet, Abrafix, Telebrasil, ABTA, ANJ e ANER), informou aos presentes que a reunião de deliberação do regimento, marcada para esta quarta, 22, estava desmarcada.

Entre as reivindicações documentadas estavam os principais pleitos que já vinham sendo colocados pelos radiodifusores: quórum qualificado em que os setores empresariais tenham peso relevante e; temática voltada para temas futuros, e não para críticas e revisão dos marcos regulatórios e modelos atuais. A novidade é que desta vez todas as entidades subscreveram estas posições.

Não se sabe se Hélio Costa avisou ou não o cancelamento da reunião aos ministros Luis Dulci (Secretaria Geral) ou Franklin Martins (Secretaria de Comunicação), mas o fato é que hoje, às 11, houve por parte do Minicom uma tentativa de desfazer a orientação anterior e recuperar a agenda dos empresários, sem sucesso. Os empresários entenderam que como a ordem de cancelar o encontro havia vindo do ministro, uma nova ordem deveria vir dele. E como o próprio ministro das Comunicações não iria à reunião, nenhuma das entidades empresariais se deu ao trabalho de atender aos chamados. Resultado, a reunião aconteceu apenas com os representantes da sociedade civil.

Conselhos

Na reunião com os empresários, Hélio Costa recomendou aos setores empresariais que buscassem manifestar suas posições aos ministros Luis Dulci e Franklin Martins, e afirmou que o presidente Lula estaria disposto a ouvir, individualmente, cada uma das entidades.

Não parece haver, por parte do ministro, contudo, uma disposição de manter os empresários na Confecom, segundo interlocutores do processo.

Por outro lado, o gesto de terem entregue um conjunto de posições por escrito pode significar ainda uma disposição ao diálogo.

As associações empresariais esperam para a próxima terça uma nova reunião sobre o regimento. Se lá não virem atendidas as suas reivindicações, será a senha para que todos desembarquem do processo de organização da Conferência Nacional de Comunicação. E a Confecom, se acontecer (depende ainda das questões de verba e do cronograma apertado), será um espaço para a manifestação da sociedade civil, sem a presença das empresas.

Samuel Possebon para Teletime

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Videoconferência da Comissão Nacional Pró-Conferência de Comunicação

Sexta-feira, a partir das 14h, a Comissão Pró-Conferência Nacional de Comunicação realizará videoconferência de preparação e mobilização para a I Conferência Nacional de Comunicação.

Esta reunião - que ocorrerá através do sistema Datasus (Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde) - deveria ter ocorrido duas semanas atrás. Porém, em virtude do recesso nas assembleias legislativas, o que inviabiliza o uso da rede Interlegis, só foi possível realizar agora.

A lista de contatos das regionais do Datasus segue no final do texto. Junto com os contatos das pessoas responsáveis pelas videconferências em cada estado.

É fundamental que cada comissão estadual faça contato urgente com a regional do Datasus em sua cidade para reservar a sala de videoconferência. Uma vez feita confirmada essa reserva, enviar email para jose.tomaz@camara.gov.br para fazermos o mapa de presença da videoconferência.

Infelizmente, o link do Datasus comporta apenas catorze estados conectados simultaneamente. Caso a nossa videoconferência ultrapasse este número de estados presentes - o que provavelmente deve ocorrer -, dividiremos os estados em dois grupos (14h às 16h e 16h às 18h) para que todos possam trazer seus informes e contribuições para o debate.

Por isso, é urgente que seja feita a confimação dos estados que participaração da reunião.

A pauta da videoconferência é a seguinte:
- Informes da Comissão Organizadora Nacional (regimento, orçamento, metodologia etc.)
- Informes dos estados

Quaisquer dúvidas sobre a videoconferência, entrar em contato com Rogério Tomaz, na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara:

jose.tomaz@camara.gov.br / 61-3216.6578 / 8105.8747

segue abaixo os contatos das sedes do DATASUS nas capitais:

Rio Branco - Rua Antônio da Rocha Viana, 1584 - Vila Ivonete
Ademir ou Ricardo (68) 3224-5233 / 3224.3035

Maceió - Rua do Comercio, 25 - Ed. Palmares - 9o. andar – Centro
Mário Antonio Magalhães Reis (82) 3223.6493 / 3336.1107 / 3221.7886

Manaus - Rua Oswaldo Cruz s/n - Bairro Glória
Carlos Orlando Silva Chaves (92) 8108-8186 / 3301-4140

Macapá - Av. Antonio Coelho de Carvalho, 2517 - Sta Rita
Roberto Bauerde Lima (96) 9972.7380 / 2101.1444

Salvador - RUA DO TESOURO 21/23 AJUDA 5º ANDAR
JOSÉ ADAIL/ Maria Laura Fontes Silva (71) 3322-0875

Fortaleza - Rua do Rosário, 283 - 8º andar - sala 814 – Centro
Catarina Petropouleas / Marluce (85) 9146-7551 / 3231-5238-R.1114 / 8768-1416

Vitória - Rua Moacyr Strauch, 85, Praia do Canto
Anselmo Oliveira (27) 9249-0714 / 3335-8125 / 3335-8224

Goiânia - Rua 82, nº 179, 6º Andar, Setor Sul
Eber, Edla, Paulo, Barbara e eu Eduardo (62) 3526.1042/1043/1044/1045/1046

São Luís do Maranhão - Av. Alexandre de Moura, 182 – Centro
Vera Lúcia Curvelo Ferreira (98) 3231-0769

Belo Horizonte - RUA ESPIRITO SANTO N.500 SALA 1104 / 1107 CENTRO
Adriana Gonçalves Menezes (31) 8808.8076 / 3248.2766 / 3248.2767

Campo Grande - Rua Jornalista Belizário de Lima, 236 - Monte Líbano
José Eduardo Pinto Benites (67) 9614.0652 / 3317.3286 / 3317.3285 / 9104.3074

Cuiabá - Av. Getulio Vargas, 867, Centro
Ailton Leite de Moraes (65) 3617.5840 / 3617.5841 / 3617.5876

Belém - Rua Senador Manoel Barata, 869 - 8º andar - Sala 816 (Sala 813)
Ivanete, Marcelo e Sidney Matsunaga (91) 8141-6030 / 3242-1211 / 3241-5864 / 8118-2879

João Pessoa - Rua Diogo Velho, 150 – Centro
José Josinaldo Felix Vieira (83) 3214-5609 / 36123408 / 3612.3415

Recife - Pça Ministro João Gonçalves de Souza, s/n - Cidade Universitária
Valéria Cristina O . M. de Alencar (81) 8899.1917 / 3303.4693 / 3303.4663 / 8893.5695

Teresina - Rua 13 de Maio, 155 - Centro/Norte
Inácio Pereira Lima (86) 8814-7167 / 86 3221-5137 / 3221-9283

Curitiba - Rua Cândido Lopes, .208 Centro
Nilda Maria de Jesus (41) 3310-8259 / 8258 / 9604-0100 / 9917-6542

Rio de Janeiro - R. México nº 128 10º andar – Centro
Rodrigo Silveira (21) 3985-7112

Natal - Av Rodrigues Alves. 881 Tirol
André Luiz da Costa Braz (84) 9407.5773 / 3201.5844 / 3201.5890 / 3611.2881

Porto Velho - Av. Campos Sales, 2645 – Centro
Ruyvaldo Correia Sales (69) 3216-6131 / 6132


Boa Vista - Av. Cap. Ene Garcês, 1638, São Francisco
Marilena Mendes Moura (95) 8117-0604 / 3623-9442

Porto Alegre - Av. Borges Medeiros, nº 536, 9º Andar, Centro
Sandra Schimitt Elmiro Antonio (51) 3213.2015 / 3213.2137 / 2033

Florianópolis - Praça Pereira Oliveira, 35, 1º Andar – Centro
Jorge Carlos Keller / Ricardo (48) 3212.2855 / 3212.2856 / 3212.2857

Aracaju - Av. Dr. Carlos Firpo, 147, Centro
José Fonseca (79) 3214-3180

São Paulo - Av. 9 de Julho, 611 – Centro
Carlos Alberto Gonçalves (11) 3291-8999

Palmas - Quadra 108 Norte Alameda 04 Nº. 38 Centro
Silvana Sotero da Silva (63) 3218-3644



Fonte: CNPC

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Debate sobre Confecom no Ceará

Debate sobre a 1ª Conferência Nacional de Comunicação, no Sindicato dos Jornalistas, que seria no dia 18, foi remarcada para o dia 25 de junho.
Mais informações: http://cpc-ce.ning.com/forum/topics/conversa-afinada-sobre
Fonte: CNPC

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Agenda das etapas estaduais e nacional

Agenda das etapas estaduais e nacional

(Comissão Nacional Pró-Conferência)

Na última sexta-feira, dia 19 de junho, a Comissão Organizadora da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) decidiu a agenda das etapas para a Conferência. O evento, que aconteceu no Ministério das Comunicações, foi o segundo encontro da Comissão Organizadora (composta por representantes da sociedade civil, empresários e governo).
A agenda ficou estabelecida da seguinte maneira:

De 1/7 a 31/8 - Conferências Municipais

De 1/9 a 31/10 -Conferências Estaduais

De 1/11/09 a 1/12/09 - Entrega dos relatórios estaduais e confecção dos cadernos da 1ª Confecom

Dias 1, 2 e 3/12/09 - Conferência Nacional em Brasília

Fevereiro de 2010 - publicação dos relatórios e resultados da 1ª Confecom

Reuniões da Comissão Organizadora Nacional da I CONFECOM
Dia 25/6/09 - Discussão do Regimento Interno
Dia 30/6/09 - Conclusão do Regimento Interno
Dia 01/07/09 - Início da discussão do Documento Base
Dia 09/07/09 - Conclusão do Documento Base


Reuniões da Comissão Nacional Pró-Conferência de Comunicação (entidades nacionais)
Dia 24/06/09 - 18h - Reunião na Comissão de Direitos Humanos da Câmara
Dia 29/06/09 - 18h - Reunião na Comissão de Direitos Humanos da Câmara
Dia 30/06/09 - 18h - Reunião na Comissão de Direitos Humanos da Câmara
Dia 08/07/09 - 18h - Reunião na Comissão de Direitos Humanos da Câmara
Fonte: CNPC

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Plenária Nacional

Encontro da Comissão Nacional Pró-Conferência com as Comissões Estaduais, dia 29 de maio de 2009, Brasília.
Foto: Rogério Tomaz Jr., Comissão DF.

terça-feira, 16 de junho de 2009

CNPC defende reivindicações da sociedade civil junto ao governo

Comissão Nacional Pró-Conferência repudia corte de verba para Conferência Nacional de Comunicação e solicita garantia de participação dos suplentes na Comissão Organizadora

Por Luanne Batista , Redação CNPC - 16/06/2009

No último dia 9 de junho, a Comissão Nacional Pró-Conferência (CNPC) protocolou, junto ao Ministério das Comunicações (MiniCom), documento que defende a contemplação dos interesses da sociedade civil no regimento interno da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) e nota de repúdio ao corte da verba anteriormente prevista e divulgada. O material é resultado do diálogo e trabalho de unificação de interesses entre as comissões estaduais e a nacional.

O documento enviado ao ministro das Comunicações, Hélio Costa, protesta contra a redução de R$8,2 milhões para R$1,6 milhão, que interferiu diretamente nas expectativas das comissões estaduais e tem grande chance de inviabilizar a própria Confecom. No documento, a CNPC solicitou que alguma atitude fosse tomada por parte das autoridades capacitadas para resolver o problema.

As 23 comissões estaduais contam atualmente com cerca de 450 entidades envolvidas nas discussões sobre a Conferência. “A sociedade tomou a frente do debate e já vinha elaborando suas propostas. O movimento das comissões conseguiu garantir uma Conferência democrática, com flexibilidade para os estados regulamentarem suas atividades estaduais, e com temário amplo para dar conta dos vários temas sobre comunicação no Brasil”, explica Carolina Ribeiro, membro da CNPC.

Se de um lado as comissões trabalham na mobilização social, a Comissão Nacional busca validar os esforços junto à Comissão Organizadora. A garantia de participação dos suplentes nas reuniões para Conferência visa consolidar os interesses da sociedade civil. Na solicitação encaminhada ao Ministério propõe-se que sejam disponibilizados recursos para custear o deslocamento dos suplentes garantindo assim a participação nas reuniões.

Os suplentes são representantes da sociedade civil não-empresarial, frente aos representantes do governo e entidades empresariais. São eles os responsáveis por expor os pontos discutidos e unificados pelas comissões. Atualmente existem sete cadeiras para a CNPC na Comissão Organizadora, entre elas estão entidades como a Associação Brasileira de Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec), representando o campo público de televisão, e entidades como o Coletivo Intervozes e a Central Única de Trabalhadores (CUT), representando os movimentos civis.

A participação da sociedade civil na Comissão Organizadora foi instituída pela portaria nº185. Umas das defesas da Comissão Nacional Pró-Conferência, conforme o documento encaminhado ao Ministério, é no sentido de garantir as demandas da sociedade civil na elaboração do regimento interno. A Comissão Organizadora é justamente a entidade responsável por coordenar, supervisionar, elaborar o regimento interno e realizar a Confecom.

“Existe uma Comissão de Sistematização (junto à CNPC) e há expectativa de que as entidades da sociedade civil não-empresarial consigam defender os pontos da Comissão. Esperamos que nossas formulações contribuam na elaboração do regimento interno”, defende Carolina Ribeiro. Os membros da Comissão Organizadora devem se encontrar no próximo dia 19 de junho, no MiniCom, onde os representantes da sociedade civil poderão dialogar com o governo e empresários.

Alguns pontos já desenvolvidos pelas comissões estaduais estão nas resoluções da Plenária do dia 29 de maio, realizada em Brasília. Na ocasião foram estabelecidos eixos de discussões ("meios de comunicação" e "sistemas de comunicação"), além da organização de mesas de debate e grupos de trabalho para aprofundamento das discussões.

No processo de diálogo entre representantes da sociedade, governo e entidades empresariais, a próxima reunião deve apontar novas resoluções. “Vejo que as comissões estaduais e a nacional estão muito preparadas para fazer este embate. Existem quadros muito qualificados na linha de frente e acredito que se fortalecermos, teremos alguns avanços no processo da Conferência”, explica Marco Antônio Konopacki, membro da Comissão do Paraná. E ainda busca fortalecimento das Comissões: “falo e continuo a repetir que precisamos ganhar as ruas para que a nossa luta ganhe corpo”.
Fonte: CNPC

quinta-feira, 11 de junho de 2009

A Conferência

De acordo com o Decreto Presidencial publicado no dia 16 de abril de 2009, a I Conferência Nacional de Comunicação terá como tema “Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital” e será realizada nos dias 01, 02 e 03 de dezembro de 2009.

Ela será presidida pelo Ministério das Comunicações e contará com a colaboração direta da Secretaria Geral da Presidência e da Secretaria de Comunicação Social. Na Portaria 185, de 20 de abril de 2009, foi instituída os órgãos do poder público e as instituições da sociedade civil que compõem a Comissão Organizadora, responsável por regular todos os aspectos da Conferência.

Ela é composta por oito representantes do Executivo Federal, dezesseis representantes da sociedade civil, divididos entre entidades do movimento social (7) , organizações do setor privado-comercial (8) e mídia pública (1). Os trabalhos serão encaminhados por meio de três comissões internas: 1) Comissão de Logística; 2) Comissão de Metodologia e Sistematização; e 3) Comissão de Divulgação.

No dia 26 de maio de 2009 foi publicada a Portaria 315, que relaciona os nomes dos representantes de todas as entidades e órgãos do poder público que fazem parte da Comissão Organizadora. No dia 29 de maio, foi feita uma retificação por meio da Portaria 337, alterando a nomeação do Ministério da Justiça e indicando a deputada Luiza Erundina como titular da Câmara dos Deputados, junto com o deputado Paulo Bonhausen.
Fonte: CNPC

Novo portal sobre a Confecom

Fonte: e-Thesis - 08/06/09

Está no ar o novo site da Comissão Nacional Pró Conferência (CNPC). O portal já está recebendo cadastros e atualizações sobre a organização da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), programada para acontecer entre 1º e 3 de dezembro. O objetivo do novo site é fornecer informações diárias sobre as mobilizações da sociedade e propiciar um espaço de diálogo e troca de informações entre os interessados em participar do processo. Também serão disponibilizados todos os documentos oficiais da I Confecom, como decretos, portarias, regimento interno e resoluções da Comissão Organizadora.

Para potencializar a articulação do movimento social em todo o Brasil, cada Comissão Estadual terá um login e senha e poderá atualizar suas agendas diretamente no site. Também há espaço reservado para informações sobre as entidades e os contatos de cada estado. Notícias, áudios, vídeos, fotos e publicações sobre a Conferência também poderão ser enviadas para o e-mail nacional@proconferencia.org.br. Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email , com visibilidade no site. Todo material contriuirá para esclarecer, divulgar e intensificar o preparo para o debate da I Confecom.

Organização

O site está dividido nos seguintes blocos de acesso: Conferência, Quem somos, Comissões Estaduais, Notícias, Agenda, Você Debate e Multimídia, Movimento. Na parte de Conferência estarão disponíveis os principais documentos publicados pelo Executivo Federal e pela Comissão Organizadora. Na seção Comissões Estaduais serão atualizados os contatos dos representantes locais para conhecimentos das demais pessoas. Notícias e Agenda trará informações e dados sobre eventos nacionais e estaduais elaborados para debates e discussões. Discussões estas que poderão ser estendidas em conversas no espaço Você Debate. A parte Multimídia apoiará o processo de troca de informações disponibilizando materiais em vídeo, áudio e fotografias sobre temas e eventos pertinentes à Conferência.

Uma novidade do site é a seção Mobilize, em que cada internauta poderá convidar outras pessoas a se envolver no processo por meio do site. Lá, será disponibilizado um banner que blogueiros ou mantenedores de sites poderão utilizar, como forma de declarar seu apoio e contribuir para a mobilização.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Comissão Nacional Pró Conferência lança novo site

Está no ar o novo site da Comissão Nacional Pró Conferência (CNPC), no endereço www.proconferencia.org.br. O portal já está recebendo cadastros e atualizações sobre a organização da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), programada para acontecer entre 1º e 3 de dezembro.
Justificar
O objetivo do novo site é fornecer informações diárias sobre as mobilizações da sociedade e propiciar um espaço de diálogo e troca de informações entre os interessados em participar do processo. Também serão disponibilizados todos os documentos oficiais da I Confecom, como decretos, portarias, regimento interno e resoluções da Comissão Organizadora.

Para potencializar a articulação do movimento social em todo o Brasil, cada Comissão Estadual terá um login e senha e poderá atualizar suas agendas diretamente no site. Também há espaço reservado para informações sobre as entidades e os contatos de cada estado. Notícias, áudios, vídeos, fotos e publicações sobre a Conferência também poderão ser enviadas para nacional@proconferencia.org.br, ganhando visibilidade no site. Todo material contribuirá para esclarecer, divulgar e intensificar o preparo para o debate da I Confecom.

Organização - O site está dividido nos seguintes blocos de acesso: Conferência, Quem somos, Comissões Estaduais, Notícias, Agenda, Você Debate e Multimídia, Movimento. Na parte de Conferência estarão disponíveis os principais documentos publicados pelo Executivo Federal e pela Comissão Organizadora. Na seção Comissões Estaduais serão atualizados os contatos dos representantes locais para conhecimentos das demais pessoas. Notícias e Agenda trará informações e dados sobre eventos nacionais e estaduais elaborados para debates e discussões. Discussões estas que poderão ser estendidas em conversas no espaço Você Debate. A parte Multimídia apoiará o processo de troca de informações disponibilizando materiais em vídeo, áudio e fotografias sobre temas e eventos pertinentes à Conferência.

Uma novidade do site é a seção Mobilize, em que cada internauta poderá convidar outras pessoas a se envolver no processo por meio do site. Lá, será disponibilizado um banner que blogueiros ou mantenedores de sites poderão utilizar, como forma de declarar seu apoio e contribuir para a mobilização.

Conheça e acesse: www.proconferencia.org.br

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Organizações fecham propostas de metodologia e temário

Luanne Batista - Observatório do Direito à Comunicação
04.06.2009


Na última sexta-feira (29), representantes de entidades ligadas às comissões estaduais e nacional pró-Conferência de Comunicação se reuniram em Brasília para discutir propostas para a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). Os participantes, vindos de 23 estados e ligados aos mais diversos movimentos sociais, definiram posições sobre a organização, a metodologia e o temário da Conferência, que serão apresentadas pelos representantes deste campo no debate sobre o regimento interno em curso na Comissão Organizadora Nacional do evento.

Alguns assuntos abordados na plenária já haviam sido tratados no primeiro encontro das comissões pró-Conferência, realizada no dia 16 de abril. “Daquela primeira vez, algumas comissões nem estavam formadas. Agora partimos de um diálogo mais intenso com as comissões estaduais, inclusive mais delas estão envolvidas e com propostas elaboradas”, analisa Carolina Ribeiro, do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social. “Este foi um espaço para cristalizar, unificar e alinhar as pautas que os estados estão debatendo”, completa Marco Antônio, da comissão estadual do Paraná.

A proposta aprovada prevê a organização da Conferência em quatro dias, com mesas de debate, grupos de trabalho (GT’s) e uma plenária final. O processo nos estados, segundo o modelo das entidades, pode ser realizado de duas maneiras: ou por meio da promoção de conferências regionais obrigatórias (que enviam propostas e elegem delegados à estadual) seguidas de uma conferência estadual, ou por meio da organização de apenas um encontro estadual. Nesta segunda opção, a escolha dos delegados à etapa nacional deverá contemplar no mínimo 20% de representantes de cidades do interior e, ao menos, 50% de representantes da região metropolitana.

As comissões defendem que haja recursos para assegurar dois mil delegados na etapa nacional. A distribuição das vagas por estado deve assegurar um piso mínimo para as Unidades da Federação menores e um teto máximo para evitar que as maiores tenham uma sobre-representação, seguindo um critério proporcional ao número de habitantes dos estados.

Temas e programação

A plenária das comissões pró-conferência também aprovou uma sugestão de temário e programação para a Confecom estruturada em três eixos: princípios para as políticas públicas da área, meios de comunicação e sistemas de mídia. Os primeiros seriam trabalhados nas mesas de debate, enquanto os dois últimos seriam tratados tanto nesses espaços quanto nos grupos de trabalho, originando propostas para apreciação e votação na Plenária Final.

O eixo “Princípios” abrange assuntos como soberania nacional, convergência tecnológica, direito à comunicação, liberdade de expressão, inclusão social, diversidade e regionalização da programação. “Ficou clara a importância de lutar pela contemplação da diversidade local de cada estado e unir forças, mobilizar faculdades e pessoas para lutarmos pelo que temos em comum”, destaca Maria Delma, representante do estado de Goiás.

O eixo “Sistemas” foi definido como aquele conjunto de questões comuns a vários meios e que estruturam o modelo institucional das comunicações no Brasil, incluindo: os órgãos reguladores, a definição da forma de complementaridade entre os sistemas público, privado e estatal, a propriedade dos veículos, as políticas para o conteúdo e a organização da infra-estrutura pela qual são prestados os serviços. Já o eixo “Meios” deve abranger o debate específico sobre cada mídia, como a televisão aberta (dividia entre comerciais e do Campo Público), o rádio, os serviços convergentes de Internet e telecomunicações, a mídia impressa, o cinema e o mercado editorial e fonográfico.

Visando adequar os eixos às especificidades dos processos, os presentes definiram que eles devem ser organizados de maneira diferenciada nas etapas estadual e nacional. Na primeira, o debate sobre os meios de comunicação será mais acentuado, uma vez que é a porta de entrada mais palpável para as pessoas que deverão participar deste momento.

Já na etapa nacional, as propostas elaboradas nos encontros estaduais serão debatidas nos grupos de trabalho sob a ótica da organização da “cadeia produtiva” das atividades de comunicação, incluindo as etapas de produção, distribuição, provimento e consumo e a convergência das mídias e considerando-a a partir dos “diferentes sistemas” (privado, público, estatal) e nos dois regimes de exploração de atividades de telecomunicações (público e privado).

Mobilização nos estados

Além de concluir a elaboração de sua proposta de temário e metodologia, a plenária também discutiu os desafios à mobilização da sociedade civil, especialmente nos estados. Unidades da Federação como Goiás e Amapá, que ainda dependem de maior envolvimento do governo e da sociedade local, puderam dialogar com aquelas regiões que já têm obtido maior participação. “A plenária foi importantíssima porque não tínhamos uma mobilização aqui em Goiás. Percebemos as dificuldades e necessidade de trabalhar mais para a mobilização”, avaliou Maria Delma, representante da Comissão de Goiás.

Na opinião de Marco Antônio, da comissão do Paraná, a principal tarefa das comissões é aprofundar o diálogo com a população. “O desafio é ir para rua, estar no dia-a-dia, por exemplo, tentar trazer para a realidade local das pessoas os assuntos que dizem respeito ao direito da comunicação, acesso aos meios e junto a isso realizar ato de conscientização”, defende.

Para Carolina Ribeiro, do Intervozes e da comissão do Distrito Federal, uma forma de ampliar o debate seria através do envolvimento com outros espaços de discussão. “A Fenajufe [Federação Nacional dos Servidores do Judiciário Federal e Ministério Público da União], por exemplo, vai fazer um encontro agora em Manaus, um evento setorial, mas que vai contar com a participação das comissões nacional e estadual. Esses são espaços importantes para articulação de todos s setores”, informa.

Luta por recursos

Em relação à diminuição do orçamento destinado à Conferência de 8,2 milhões para 1,6 milhão de reais, as comissões aprovaram manifesto alertando para os riscos à realização do processo, que será entregue ao governo federal. “Este corte desestimula um pouco porque pode dificultar a participação de representantes e pessoas do interior nas entidades. Mas, acredito que articulação tem que ser de diálogo com o governo”, assegura Ilma Bittencourt, membro da comissão pró-conferência do Pará.

Márcio Araújo, da Comissão Nacional dos Direitos Humanos, pensa que manter o corte seria um prejuízo grave.“Ele pode representar uma limitação. Porém, acredito que vai ser reestabelecido pelo presidente da república e Ministério das Comunicações”, espera.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Movimentos sociais repudiam corte de mais de 80% no orçamento da Conferência

30/05/09 • Redação CNPC

Os representantes das 23 Comissões Estaduais e da Comissão Nacional Pro Conferência de Comunicação, que juntos representam mais de 450 organizações sociais, repudiam a decisão do corte de 82% no orçamento da Conferência Nacional de Comunicação.

O Governo Federal anunciou um corte de 82% no orçamento previsto para a realização da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). A verba prevista era de R$ 8,2 milhões e caiu para R$ 1,6 milhão. Se aquele montante talvez não fosse suficiente para realizar a Conferência, o novo valor é claramente insuficiente. Se o Presidente Lula convocou-a, o ministro Paulo Bernardo, do Planejamento, ao fazer esse corte, compromete a sua realização.

A Confecom será um marco no processo da democratização das comunicações brasileiras, logo da própria sociedade. Ela se realiza num momento histórico quando, em todo o mundo, vem ocorrendo ampla mudança econômica e legal no campo das comunicações. No caso do Brasil, diante do desenvolvimento do País, da consolidação da nossa democracia e do avanço das tecnologias digitais e novas mídias, a Conferência se apresenta como um momento ímpar para rediscutir todo o arranjo econômico e político das nossas comunicações, delineando os pontos que poderão orientar a construção de um novo marco legal-normativo.

O corte anunciado pelo Governo, caso seja mantido, sinaliza à sociedade um recuo no propósito original do Presidente Lula de realizar a Conferência, ou que aceitou reduzir exponencialmente suas dimensões e seus impactos. Se, com os recursos ainda disponíveis, vier a acontecer, será apenas um arremedo do grande encontro que a sociedade se preparava para realizar. Se existem forças políticas e econômicas interessadas em não realizar a Conferência, certamente estarão aplaudindo o corte anunciado.

É absolutamente necessária a revisão imediata dessa decisão. Solicitamos que o presidente Lula mantenha o valor estipulado no orçamento da União para a realização da Confecom a fim de garantir o compromisso do seu governo com a democracia e a participação plural da sociedade.

29 de maio de 2009

Comissão Nacional Pró Conferência
Comissão Estadual Pró Conferência do Rio Grande do Sul
Comissão Estadual Pró Conferência de Santa Catarina
Comissão Estadual Pró Conferência do Paraná
Comissão Estadual Pró Conferência de São Paulo
Comissão Estadual Pró Conferência de Minas Gerais
Comissão Estadual Pró Conferência do Rio de Janeiro
Comissão Estadual Pró Conferência do Espírito Santo
Comissão Estadual Pró Conferência da Bahia
Comissão Estadual Pró Conferência de Sergipe
Comissão Estadual Pró Conferência de Alagoas
Comissão Estadual Pró Conferência de Pernambuco
Comissão Estadual Pró Conferência da Paraíba
Comissão Estadual Pró Conferência do Rio Grande Norte
Comissão Estadual Pró Conferência do Ceará
Comissão Estadual Pró Conferência do Maranhão
Comissão Estadual Pró Conferêndcia do Piauí
Comissão Estadual Pró Conferência do Amazonas
Comissão Estadual Pró Conferência do Pará
Comissão Estadual Pró Conferência do Amapá
Comissão Distrital Pró Conferência do Distrito Federal
Comissão Estadual Pró Conferência de Goiás
Comissão Estadual Pró Conferência do Mato Grosso
Comissão Estadual Pró Conferência do Mato Grosso do Sul

I Seminario Nacional de Formação Pró-Conferencia



Leia mais sobre o assunto AQUI.

sábado, 30 de maio de 2009

Acompanhe o I Seminário

O I Seminário Nacional Pró Conferencia Nacional de Comunicação pode ser acompanhado pela Rádio Cut do DF:

Seminário em Brasília aprofunda temas para Confecom

Acontece em Brasília-DF, nos dias 30 e 31 de maio, o I Seminário Nacional de Formação Pró-Conferência de Comunicação.

O evento reunirá representantes de 23 Comissões Estaduais Pró-Conferência, especialistas e organizações da sociedade civil para discutir temas referentes à Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), marcada para os dias 1º, 2 e 3 de dezembro de 2009.

A proposta central do Seminário é socializar de forma didática alguns dos temas que serão debatidos na Confecom, buscando qualificar a participação dos movimentos sociais nas etapas preparatórias e eletivas da Conferência. As atividades começam com a Plenária, do dia 29, no Interlegis, para o debate de propostas e temas apresentados pelas Comissões Estaduais e Nacional.
No sábado e domingo, dias 30 e 31, acontecem as mesas temáticas que abordarão assuntos como democratização da comunicação, concentração dos meios, desafios do campo público da Comunicação, digitalização, convergência, universalização da banda larga e regulação da internet.
Ao final das mesas, grupos de discussão poderão se reunir e aprofundar a troca de informações para elaboração de propostas a serem apresentadas no domingo, último dia do Seminário.

SERVIÇO:Plenária das Comissões Estaduais e NacionalData: : 29 de maio de 2009Horário: 9h30 às 18 horasLocal: Interlegis (Endereço: Avenida N2, Anexo E do Senado Federal - ao lado da Gráfica do Senado e do Prodasen)Telefone: 61 3311 2613

I Seminário Nacional Pró Conferência de ComunicaçãoData: 30 e 31 de maioLocal: Cesir/Contag (Setor de Mansões Park Way, quadra 01, conjunto 02, Lote 02, à direita da entrada do núcleo Bandeirante para aqueles que vêm do Plano Piloto). [+] Veja MAPA.Telefone: 61 3386 6768.Entrada franca

PROGRAMAÇÃO COMPLETA AQUI.

Comissão de Mobilização Nacional em novo endereço

A Comissão Nacional de Mobilização para a I Conferencia Nacional de Comunicação está com endereço novo, lançado durante a Plenária das Comissões Estaduais com a Nacional em Brasília no dia 29 de maio de 2009:

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Comissão Pró Conferência recebe apoio da deputada Manuela D’ávila

20 de maio de 2009 - Imprensa Fenajufe

BRASÍLIA – 20-05-09 – Uma das estratégias de atuação da Comissão Nacional Pró-Conferência de Comunicação nas últimas semanas, visando a conquista de apoios à luta do movimento pela democratização da comunicação, são os contatos com parlamentares de vários partidos e Estados. Nesta quinta-feira [20], os integrantes da Comissão Nacional Sheila Tinoco [Fenajufe], Rogério Thomaz [Sindicato dos Jornalistas do DF], Carolina Ribeiro [Intervozes] e Augustino Veit [Campanha Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania] se reuniram com a deputada Manuela D’Ávila [PCdoB/RS], oportunidade em que apresentaram um histórico sobre a intensa atuação dos movimentos sociais pela realização da Conferência, já confirmada para os dias 1º, 2 e 3 de dezembro deste ano.

No encontro, foi reivindicado o apoio da deputada gaúcha, que demonstrou sua disposição em atuar tanto no Rio Grande do Sul, em parceria com as diversas organizações sociais, como no Legislativo para garantir o envolvimento também de outros parlamentares na luta pela democratização da comunicação. Manuela se comprometeu a reforçar, no âmbito do PCdoB, o debate sobre a pauta da Conferência Nacional de Comunicação e também a engajar o seu mandato nessa campanha.

Da Fenajufe – Leonor Costa

Audiência Pública em SC

19 de maio de 2009

Clicar na imagem para aumentar a visualização do cartaz.

Povo negro em defesa da Conferência Nacional de Comunicação e de sua abertura em favor da discussão do racismo na mídia

André Ricardo (*) - 18 de maio de 2009

Na nação brasileira, o povo negro enfrenta uma luta sem quartel, secular e em profunda desvantagem em busca de sobrevivência, de acesso a bens materiais e simbólicos, de reconhecimento, de espaço social e de poder político. Chamamos racismo a essa herança pesada que nos foi imposta num primeiro momento como ex-escravizados e, desde então, como seus descendentes. Uma das frentes dessa luta é justamente o não-reconhecimento da existência do racismo institucionalizado na sociedade ou sua descaracterização como algo menos grave e criminoso do que é realmente.

Um dos campos em que o racismo, visto aqui como a desigualdade nas relações sociais baseada em aspectos étnico-raciais, é persistemente produzido e reproduzido no mundo moderno é o campo da comunicação social, os espaços da mídia, por meio de uma representação desfavorável, negação de espaço e de direitos e associação de estereótipos, imagens e sentidos negativos. Basta ver que nas produções dramatúrgicas brasileiras, a presença de negros chega a ser menor até mesmo que a observada em países como os Estados Unidos em que os negros são proporcionalmente bem menos numerosos que no Brasil. Dado o peso que a mídia tem na sociedade atual – a ponto de ser conhecida como sociedade midiacêntrica - não podemos, de modo algum, descurar de avançarmos nessa frente de luta, constituindo-a, portanto, como um ponto inescapável de nossa agenda.

Ao aproximar esse feito histórico que é a Conferência Nacional de Comunicação em que representantes do poder público e da sociedade civil, aqui inclusos empresários do setor de comunicação (jornais, revistas e emissoras de rádio e TV) de todo o país vão se reunir para debater mudanças para o setor que reflitam os avanços sociais e tecnológicos da sociedade brasileira na presente conjuntura, reveste-se de enorme importância trazer mais uma vez ao conhecimento da sociedade brasileira a denúncia quanto à presença do racismo nos espaços de comunicação do país e o desafio urgente de que seja enfrentado e superado. O combate ao racismo não é uma simples questão de conscientização ou de maior presença negra nos espaços de poder e de visibilidade. Isso também, mas não só. Urge que o Estado brasileiro adote políticas públicas de redução das desigualdades raciais, algo que ultrapasse as pequenas iniciativas de sucessivas administrações nos governos dos municípios, dos estados e no âmbito federal.

A Conferência Nacional de Comunicação é resultante de um acúmulo de poder e de debate na esfera pública e, de certo modo, reflete o avanço do processo de democratização porque passa o sistema político brasileiro, suas instituições e a sociedade como um todo. Ela foi precedida por outras como a da saúde, a dos direitos humanos e agora a da igualdade racial. Mas reconhecer isso não significa que as perspectivas são das melhores e que as chances de avanços estão dadas e asseguradas. Ao contrário, no interior mesmo dessas conferências e nos seus preparativos e antecedentes trava-se uma luta ideológica intensa por hegemonia, ou seja, pela prevalência dos interesses de uns e de outros. Numa palavra, precisamos ocupar o espaço que nos é devido nessa Conferência em função da relevância dessa discussão e de seus desdobramentos para o futuro da comunicação pública no Brasil e como momento e espaço estratégicos para fazer avançar nossa luta por igualdade racial e pelo respeito devido à relevância histórica e atual do povo negro no Brasil.

Nesse momento em que você lê esse manifesto, a Conferência é um fato. O edital de convocação foi publicado em 17 de abril passado e a data marcada para 1º, 2 e 3 de dezembro de 2009. Já há uma efervescência por parte de organizações não-governamentais, entidades sindicais e outras instituições que têm se reunido para debater e buscar um consenso em torno de um script pelo qual lutar junto ao governo federal – que é quem convoca e banca a realização da Conferência, quanto aos custos e encaminhamento das deliberações – que faça valer expectativas históricas da sociedade sobre o que tratar nesse espaço, como garantir o peso devido em número de delegados por estado e regiões distintas no mesmo Estado para essa Conferência de forma a que o evento represente um largo espectro da sociedade, não se restringindo a uns poucos setores e grupos sociais. E mais, a própria dinâmica da nacional que será precedido por eventos regionais precisa ser acordado entre governo e sociedade para que se garantido um espaço e uma dinâmica de intervenção democrática em que as diversas vozes sejam ouovidas e que as deliberações tomadas reflitam o equilíbrio das representações nas Conferências estaduais e nacional.

Portanto, você militante do movimento negro ou militante dos movimentos sociais ou mesmo você que busca como cidadão ocupar espaço de luta na defesa e promoção do povo negro ou que tem compromisso com essa causa, esse Manifesto o interpela e o convoca para juntarmos forças. Talvez você mesmo possa contribuir se engajando e buscando participar dessas reuniões preparatórias ou da Conferência estadual quando ela se der e, em seguida, da nacional. Para isso, você precisa ir atrás de informações, preparar-se, lendo, conversando com as pessoas, tomando pé dos temas de interesse e, quem sabe, vir a se lançar delegado e, sendo eleito, participar desse momento histórico e alvissareiro para o país e para o nosso povo. Talvez você possa, por ter acesso a um comunicador, a um jornalista ou radialista, a um sindicalista, professor, conversar com essa pessoa, mostrar a importância de que a temática racial não seja deixada à margem nesse debate e a urgência em se adotar políticas públicas de regionalização da produção de rádio e TV, de desconcentração da propriedade das emissoras de rádio e TV e de abertura de espaço na imprensa e nas emissoras de rádio e TV a negros e negras não apenas como profissionais de primeiro time, mas como personagens e tema de interesse da sociedade. Todos à Conferência Nacional de Comunicação.

(*) Membro da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial, COJIRA-DF e representante desta na Comissão pró-Conferência

sexta-feira, 20 de março de 2009

Nota da Comissão Nacional

Pela realização da

I Conferência Nacional de Comunicação

Nota oficial da Comissão Pró-Conferência Nacional de Comunicação

O movimento Pró-Conferência Nacional de Comunicação, atuante desde junho de 2007 - composto por mais de 30 entidades da sociedade civil de âmbito nacional, pelas Comissões de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) e de Legislação Participativa (CLP) da Câmara dos Deputados e pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal - reivindica a realização da referida Conferência, assentada nas premissas abaixo discriminadas.

Quanto às características e propósitos:

  1. A Conferência terá caráter amplo e democrático, abrangendo representações do governo, da sociedade civil e empresários.

  2. Sua abrangência será nacional, devendo contemplar no mínimo etapas estaduais, nas quais haverá discussão do temário, apresentação de propostas e eleição de delegados à nacional.

  3. Caberá ao Governo Federal a sua convocação, pelas instâncias adequadas.

Quanto aos objetivos:

  1. Identificar os principais desafios relativos ao setor da comunicação no Brasil.

  2. Fazer um balanço das ações do poder público na área.

  3. Propor diretrizes para as políticas públicas de comunicação.

  4. Apontar prioridades de ações governamentais dentro destas diretrizes.

Quanto ao formato:

  1. Seu formato será definido por um Grupo de Trabalho a ser criado por portaria ministerial do Governo Federal. Dele participarão representantes do governo, da sociedade civil e dos empresários, designados pelos respectivos setores.

  2. Caberá ao GT definir a metodologia, a estrutura, a organizaçãoo, o calendário e os temas da Conferência, firmando-os em um Regimento Interno.

  3. Tal documento terá caráter oficial, devendo ser ratificado pelo Governo Federal. Oficializado o Regimento Interno, caberá ao Governo Federal, pelas instâncias adequadas, criar e ativar uma comissão responsável pela organizaçãoo da Conferência. Ela conduzirá do processo da Conferência até a sua reunião nacional. Será estruturada com representação idêntica à do GT.

Quanto à proposta temática:

  1. A Conferência tratará da comunicação como direito, especialmente no que incide sobre a soberania nacional, a liberdade de expressão, a inclusão social, a diversidade cultural e religiosa, as questões de gênero, a convergência tecnológica e a regionalização da produção.

  2. Os debates serão organizados em torno de três eixos:
    1. Meios de Comunicação;
    2. Cadeia Produtiva;
    3. Sistemas de Comunicação.

Consideram-se Meios de Comunicação a televisão aberta, rádio, internet, telecomunicações por assinatura, cinema, mídia impressa e mercado editorial. A Cadeia Produtiva abrange os processos de produção, provimento, distribuição e recepção. Os Sistemas de Comunicação se agrupam nas categorias público, estatal e privado.

Brasília, 19 de março de 2008.

Comissão Pró-Conferência Nacional de Comunicação

A Presidente do Conselho Regional de Psicologia destaca, que deverá constar, no item 1 da proposta, a palavra DELIBERATIVA:

"Porque se isto não tiver bem colocado, correremos o risco de termos uma Conferência muito avançada, em termos de discussão e de propostas, porém sem poder de deliberação, o que significa dizer que o governo ficará descompromissado de colocar em prática as deliberações da Conferência. Sendo assim, a Conferência pode se transformar apenas num espaço de catarse (desabafo), onde todos apontam críticas e exigem soluções, que ficarão nos anais da história, mas que necessariamente não precisam sair do papel."

E o Presidente da POA TV Oscar Plentz também propõe a incorporação da seguinte frase, no item 3, como se lê a seguir:

"Propor diretrizes para as políticas públicas de comunicação e o balisamento de uma nova legislação para o setor."