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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Comissão do Mato Grosso articula Legislativo para solicitar convocação da Conferência Estadual de Comunicação

Por Dafne Spolti , Comissão Pró Conferência Mato Grosso

A Comissão Estadual Pró-Conferência de Comunicação do Mato Grosso reuniu-se na última semana com o deputado estadual Alexandre César (PT-MT), solicitando intermediação junto ao governo estadual para que seja convocada a Conferência de COmunicação no estado. O deputado fez uma indicação para o governo, falando da importância da Confecom, e que é fundamental que o Mato Grosso participe desse processo com o restante do país.

A Comissão já fez várias tentativas de reunião tanto com a Secretaria de Comunicação, quanto com a Casa Civil e com o governador, mas não obteve resposta alguma. Espera-se que com a intermediação do Legislativo o estado atente para a Confecom e convoque a conferência no Mato Grosso.

Além da encaminhar a indicação ao governo, o deputado também garantiu a realização de uma audiência pública a ser realizada na Assembléia Legislativa, provavelmente televisionada, no final de setembro ou começo de outubro.

Bahia realiza II Conferência livre de Comunicação

Por Cecília Bizerra Sousa , Redação CNPC

A Comissão Pró Conferência de Comunicação da Bahia realiza no próximo sábado (05 de setembro), a II Conferência livre de Comunicação do Estado. A Conferência será durante o dia todo e acontecerá na UcSal (Universidade Católica de Salvador), campus Lapa.

Entre os palestrantes convidados para a Conferência estão a deputada federal Luiza Erundina, a representante do CFP (Conselho Federal de Psicologia), Roseli Goffman,o professor Murilo Ramos, do LapCom (Laboratório de Políticas de Comunicação) da UnB, o Assessor Geral de Comunicação do Governo da Bahia, Robinson Almeida e o diretor-geral do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb), Póla Ribeiro .

Além da II Conferência livre da Bahia, há outras agendadas no Estado, seguindo o calendário abaixo:
10 e 11 de setembro - Juazeiro
17 de setembro - Feira de Santana
24 de setembro - Ilhéus/Itabuna
03 de setembro - Vitória da Conquista
17 de outubro - Conferência Livre de Comunicação e Juventude da Bahia - Lauro de Freitas

Mais informações no site:

http: www.cpc-ba.ning.com
Ou através do e-mail:confecom.bahia@gmail.com

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Comissão Pró Conferência do RS realiza plenária e panfletagem na capital gaúcha


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Esta terça-feira, 25, foi marcada por diversas atividades organizadas pela Comissão Pró Conferência do Rio Grande do Sul com o objetivo de realizar a I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). Pela manhã, uma plenária com diversas entidades ocorreu no auditório do Cpers Sindicato. Foram debatidas inúmeras questões referentes à democratização da comunicação.

Fotos: Daiani Cerezer

Auditório da CPERS/Sindicato foi o local da plenária

Márcia Camarano, vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, iniciou a discussão fazendo um resgate do modo como funcionam os meios de comunicação aqui no Estado.

A presidente da Comissão de Políticas Públicas do Conselho Regional de Psicologia do RS, Ivarlete Guimarães de França, enfatizou a importância da sociedade abraçar a causa da democratização da comunicação no Brasil. “A sociedade é impactada pelo que recebe, hoje, da mídia convencional, que modela o comportamento da sociedade ao chegar na casa da maioria dos brasileiros. A psicologia tem estudado um comportamento social produzido pela mídia, que torna as pessoas indivíduos e não sujeitos da ação, o que acaba gerando exclusão e deixando-as cada vez mais individualistas, sem ter noção da coletividade”, afirmou a psicóloga.

Para ela, é necessário termos uma visão crítica dos impactos dessa mídia nas pessoas e, principalmente, nas crianças. “Precisamos nos tornar sujeitos da ação através de um olhar crítico, transformando os indivíduos em sujeitos. A mídia acaba nos dizendo que tipo de sujeitos queremos para a sociedade, enfraquecendo o papel dos pais.”

Claudia Cardoso, integrante da Comissão Pró Conferência do RS, demonstrou seu descontentamento com a forma que a imprensa oficial agride e ataca o serviço público e criminaliza os movimentos sociais.

O secretário de comunicação da CUT-RS, Paulo Farias, ressaltou a importância de democratizar a comunicação através da imprensa sindical. “Temos um importante instrumento de comunicação nas mãos, mas podemos explorar ainda mais esta ferramenta”.

Secretário de Comunicação da CUT-RS, Paulo Farias

Um debate necessário

Após a plenária, ao meio dia, foi realizado um ato pela realização da I Confecom, na esquina democrática, centro de Porto Alegre.

Claúdia Cardoso abriu o ato falando da importância da comunicação para a sociedade brasileira e da necessidade desse debate que está sendo negligenciado pelos grandes meios de comunicação. "Precisamos discutir com o povo sobre os meios de comunicação de massa e principalmente, democratizar a comunicação", declarou.

Claúdia Cardoso abriu o ato na esquina democrática

Farias convocou a todos para participar da audiência pública sobre a Confecom, dia 03 de setembro, às 9h 30min, na Assembleia Legislativa. "Precisamos democratizar a comunicação. Não podemos mais permitir que os veículos de mídia decidam o que vamos assistir e ouvir. Já tivemos a conferência da saúde, da educação, agora chegou a hora da comunicação e o povo precisa ser ouvido", defendeu Farias, acrescentando que é necessário mobilizar a sociedade para esse debate.

Lembrando as inúmeras entidades que compõem a Comissão no Estado, a vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas, Márcia Camarano, acredita que está na hora da população dizer o que quer receber da mídia: "Não podemos ficar reféns de meia dúzia de famílias que detêm os meios de comunicação de massa." Para a presidente da Comissão de Políticas Públicas do Conselho Regional de Psicologia do RS, Ivarlete França, é necessário que a sociedade preste atenção nos veículos de comunicação, principalmente no conteúdo que eles transmitem, pois isso interfere diretamente no comportamento das pessoas.

Em sua fala, o presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor, lembrou a perseguição que as rádios comunitárias sofrem e a importância do apoio da sociedade: "sabemos que essa não será uma luta fácil, será bastante árdua, mas se faz necessária no sentido de democratizar a comunicação".

Para o ato, a comissão mobilizou não somente as instituições que fazem parte da comissão estadual, mas também toda a sociedade que é usuária dos meios de comunicação e interessada na discussão.

No decorrer do dia, o jornalista Altamiro Borges fará uma palestra sobre “A mídia no Brasil” e lançará o livro “A Ditadura da Mídia”, de sua autoria, no Cpers sindicato, a partir das 18h30min.

Mais informações sobre a I Confecom e a mobilização da comissão no Rio Grande do Sul, podem ser conferidas no site: www.rsproconferencia.blogspot.com

Por: CUT-RS

Imagens do Ato Público no CPERS-Sindicato e na Esquina Democrática em Porto Alegre [Borges de Medeiros com Rua dos Andradas]. Em 25 de agosto de 2009.












































































Fotos: Claudia Cardoso

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

“Proposta do governo confere uma percentagem desproporcional aos empresários”, diz nota da Comissão DF

Por Comissão Pró Conferência Distrito Federal

-A Comissão Distrital Pró-Conferência de Comunicação,articulação que reúne entidades e movimentos do Distrito Federal, reunida em 20 de agosto, debateu os últimos acontecimentos envolvendo a realização da 1ª Conferencia Nacional de Comunicação.

-Na comissão DF nunca foi realizado processo interno de votação, entendendo que o espaço é de debate, respeito às divergências e tendo como objetivos : envolver e trazer para o debate o maior número de representantes da sociedade para construção de uma Conferencia com caráter amplo e democrático;

-Ficou aprovado pelos presentes que seria repassado, portanto, à CNPC o posicionamento das entidades;

-Diante da proposta da distribuição da delegação à conferência na proporção de 40% para o segmento empresarial, 40% para a sociedade civil e 20% para o poder público e do estabelecimento de um quórum de 60% para a aprovação de propostas consideradas sensíveis, as entidades presentes tiveram dois posicionamentos.

- Um representando as entidades (CUT-DF,ABRAÇO-DF,Conselho Regional de Psicologia,SINDJUS-DF, PARANOART MULTIMIDIA, FNDC-DF) e outro da entidade Intervozes.

-Tentei pegar os longos discursos de todas as entidades e resumir em tópicos , como as argumentações foram se repetindo em cada fala não me preocupei em identificá-las individualmente , mas sim colocar argumentos diferentes.

- As Entidades (CUT-DF,ABRAÇO-DF,CRP,SINDJUS-DF, PARANOART MULTIMIDIA e FNDC-DF) se manifestaram e se posicionaram conforme resumo:

- Todos concordam que a proporção 40/40/20 para a distribuição de delegados não corresponde à real representação desses segmentos na sociedade brasileira, conferindo um percentual desproporcional ao setor empresarial;

- Entendendo que o Governo Lula tem realizado várias Conferencias e algumas destas inéditas e que não podemos perder este momento histórico e inviabilizar a realização da Confecom;

-Que é importante avaliar o posicionamento das entidades envolvidas nesta luta e sua representatividade nacional que reúne milhares de trabalhadores neste país, sem querer com isso desqualificar nenhuma entidade, mas considerar que esta conferência é do povo brasileiro e não somente de grupos de comunicação;

-Que é preciso avaliar a Conjuntura da realização desta Conferencia e também avaliar o processo de mobilização do movimento social para enfrentamento de qualquer proposta e sustentação de sua radicalidade; para não jogar no lixo o que este momento representa;

- Que a convocação da conferencia tem mobilizado o país e cabe ao movimento social convocar o maior número de entidades para compor esta luta; envolvendo setores diversos para este debate, mulheres, negros, educadores, saúde mental, excluídos,entre outros; que este sim será o grande avanço histórico;

-Que não acreditamos que aceitar o limite, caso seja este o entendimento final da negociação, significa ir o movimento social rebaixado para a Conferência, mas acreditar e lutar para envolver a sociedade civil e também os empresários do nosso campo ( jornais , produtores independentes, entre outros ) nesta Conferencia; e também disputar os votos e apoios do campo público;

- Entendendo que as entidades da Comissão Organizadora sempre lutaram por melhores condições de representatividade da sociedade civil não empresarial na Confecom. E Entendendo que existe um processo de negociação; acreditando que as entidades que compõe a CON tem o compromisso pela realização da 1ª Confecom ampla e democrática;

-Que é fundamental lutar para ampliar o número de participantes na realização da Conferencia para, no mínimo, 1500 delegados ; e a publicação urgente, imediata do Regimento Interno;

-Entendendo que as entidades da sociedade civil não empresarial da CON ainda lutam por uma outra proporcionalidade e quorum de votação, tencionando para avançar,que esta luta ainda não esta perdida, considerando ainda que as entidades tem demonstrado firmeza nos seus posicionamentos para garantir uma conferencia ampla e democrática para o povo brasileiro.

-No entanto, acreditamos que não podemos perder este momento histórico; sendo necessário garantir que a conferencia aconteça e que as entidades devem ter em primeiro lugar este compromisso e no processo de negociação tentar avançar e avaliar os limites impostos para garantir a realização da Confecom, e caso este seja o imposto pelo Governo, que seja esta a Conferencia possível, pois a Confecom é o inicio desta grande batalha, e seremos vitoriosos se fizermos deste processo um grande momento de envolvimento de todos os setores no debate rumo a democratização da comunicação.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF não apresentou posicionamento enquanto entidade por não ter realizado debate interno.

O Coletivo Intervozes colocou contra a aceitação do percentual de participação e quorum de votação com várias argumentações:

- Mantemos nosso posicionamento de que a proporção 40/40/20 para a distribuição de delegados não corresponde à real representação desses segmentos na sociedade brasileira, conferindo um peso desproporcional ao setor empresarial;

- Que o percentual de delegados , mais o quórum de 60% para aprovação de propostas confere poder de veto a qualquer setor;

- Os empresários não tiveram respeito e saíram da Comissão Organizadora Nacional e esta saída não pode configurar força de pressão sobre o governo e sociedade civil não empresarial e que entidades não devem aceitar a proposta e que se deve lutar por outros percentuais e critérios;

- Que a proposta colocada pelo governo representa privilégios para setor empresarial e que aceitar a proporção significa ir para uma conferencia rebaixados;

-Que as entidades que participam da Comissão Organizadora Nacional devem seguir lutando por melhores condições de representação da sociedade civil não empresarial na Confecom.

-A Sociedade não pode aceitar como imposição a proposta dos empresários, defendida equivocadamente pelo governo, e que representa uma afronta ao caráter democrático da Conferencia.

-Que existe processo de negociação sendo ainda possível aprovar outro quadro de percentual de participação e quorum;

-Que contar com nossos empresários, pequenos donos jornais nosso campo, é acreditar demais em ampla mobilização, pois se ainda não conseguimos articular e mobilizar a sociedade, mais difícil ainda mobilizar estes setores que não se apresentam organizados;

-Que Intervozes mesmo com aprovação da proposta do governo continuará na Conferencia e no processo de mobilização;

-Aceitar a proposta do governo como a proposta possível só contribui para o enfraquecimento da Conferência como espaço de construção de posições legítimas e democráticas sobre políticas de comunicação;

-Não aceitar a proposta do Governo colocada como limite para realização da Conferencia Tripartite.

Fonte: CNPC

Comissão do Mato Grosso divulga nota pública reivindicando uma Confecom de fato

Por Comissão Estadual Pró Conferência de Comunicação - MT

A Comissão Estadual Pró-Conferência de Mato Grosso (CEPC-MT) vem a público manifestar-se contrária à proposta de composição da Comissão Organizadora da Conferência de 40% de delegados para o empresariado, 40% para a sociedade civil e 20% do poder público. Essa distribuição de “cadeiras” é desigual, já que os empresários representam uma parcela mínima da população do país. Estamos na luta por uma Conferência Nacional de Comunicação democrática, como, inclusive, afirmou o ministro Hélio Costa no período de sua convocação. E não podemos concordar com essa desproporção que não contempla o povo brasileiro.

Também não aceitamos que seja exigido quórum de 60% para aprovação de propostas. Isso traz possibilidades de estagnação dos encaminhamentos necessários para as comunicações. E impede, mais uma vez, que ela ocorra de forma democrática.

A CEPC-MT reivindica que a Comissão Organizadora da Conferência Nacional construa o regimento interno da Confecom. Sem o regimento, as articulações e os preparativos para a Conferência são feitos de forma desconhecida, insegura.

A Conferência Nacional de Comunicação precisa ser, de fato, democrática, com a participação de toda a sociedade brasileira. Os responsáveis por sua realização devem cumprir seu papel e garantir que isso ocorra.

Comissão Estadual Pró-Conferência de Mato Grosso

Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT); Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação (Enecos); Diretório Central dos Estudantes da UFMT (DCE-UFMT); Centro Acadêmico de Comunicação Social da UFMT (Cacos-UFMT); Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT); Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Mato Grosso (Seeb-MT); Comissão Estadual de Direitos Humanos de Mato Grosso; Associação Brasileira das Rádios Comunitárias (Abraço); Grupo de União e Consciência Negra, Conselho Regional de Psicologia (CRP), Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e ONG Moral.




Fonte: CNPC

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

1ª Formação da Comissão RS
























Painel "A Mídia no Brasil" com o jornalista Altamiro Borges. Após, lançamento do livro "A Ditadura da Mídia".

Por uma Conferência de Verdade!

Manifesto das entidades da Comissão Sergipana Pró Conferência Nacional de Comunicação


A I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) foi convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o país inteiro se mobiliza. Agora, as entidades que compõe a Comissão Estadual Pró Conferência de Sergipe (CPC-SE) se manifestam por uma Conferência de Verdade

Para isso, avaliando a conjuntura nacional, onde a Comissão Organizadora Nacional está discutindo o Regimento Interno para a Conferência de Comunicação, reafirmamos a proposta da Comissão Nacional Pró Conferência, no que cerne:

· Composição de Delegados: 80% Sociedade Civil e 20% Poder Público, repudiando a proposta do empresariado, e em análise por parte do governo, de 40% de empresariado, 40% da Sociedade Civil e 20% do Poder Público, entendendo que tal corte não representa a realidade da sociedade brasileira;



· Ausência de Quorum Qualificado para Temas Sensíveis, entendendo que a existência do quorum qualificado de 60% possibilitará o veto por parte de qualquer segmento presente na Conferência, bem como a inexistência de diferenciação de conteúdo dos temas, defendendo que todos os temas relativos à comunicação têm uma importância fundamental;



Ainda na garantia de uma Conferência pra Valer, em nível estadual, reinvidicamos que o Governo de Sergipe convoque a I Conferência Estadual de Comunicação e sua Comissão Organizadora o quanto antes, com o objetivo de garantirmos um espaço democrático, preconizando a participação popular que há tempo se vê colocado marginalizado do debate referente á Comunicação.



Representações presentes na Audiência:

INTERVOZES

SINDIJOR

CRP

MNU

CONSELHO ESTADUAL DE DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

CUT

OBSCOM/UFS

SINTESE

ENECOS

Diretorio Acadêmico de Comunicação Social - UFS

Conselho Tutelar - Aracaju

Associação de Rádio Comunitária do Orlando Dantas/ Aracaju

Instituto Recriando

Associação Sergipana de Imprensa

Não à cota empresarial; por uma Conferência de Comunicação legítima e democrática

Por considerar a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) uma conquista histórica do povo brasileiro, que pela primeira vez poderá participar da elaboração das políticas públicas na área da Comunicação, a Comissão Paranaense Pró-Conferência de Comunicação (CPC-PR) vem a público manifestar sua contrariedade à proposta do governo federal em relação à proporcionalidade de delegados para a Confecom. É lamentável que o governo considere que os empresários mereçam o mesmo peso que a sociedade civil dentro de um espaço que deveria ser legitimado pela participação popular na formulação de políticas públicas. A defesa da proporção de 40% dos delegados para os empresários, 40% para a sociedade civil e 20% para o Poder Público contrasta com o compromisso assumido pelo presidente Lula ao convocar a Conferência. A representação dos empresários em tal proporção não condiz com a realidade.

A proposta do governo causa ainda mais indignação ao sugerir um quórum qualificado de 60% para decidir questões consideradas “sensíveis”. Essa proposta, aliada à cota de 40% de delegados empresariais, conferiria o poder de veto aos empresários, o que comprometeria a natureza democrática da Confecom. Não há precedente semelhante nas demais conferências realizadas ao longo da gestão do atual presidente da República. Essas posições tornam-se ainda mais infundadas após a retirada de seis das oito entidades empresariais da Comissão Organizada Nacional (CON) da Confecom.

Reconhecemos a importância da participação dos empresários na Conferência porque acreditamos que este é o momento propício para discutirmos, aberta e democraticamente, as questões da Comunicação no conjunto de toda a sociedade e do Estado brasileiro. Contudo, infelizmente, os donos da mídia mais uma vez demonstraram desrespeito às instâncias democráticas do país.

Neste sentido, a CPC-PR defende que a CON reavalie imediatamente as proporções de delegados e quórum qualificado, para garantir o máximo de representatividade e democracia no âmbito da Confecom. Na esperança de que nossos representantes entendam a comunicação como um direito humano, esperamos que o protagonismo dos movimentos e organizações sociais neste processo seja reconhecido e que não só as demandas dos empresários sejam atendidas.

A CPC-PR acredita que as oito entidades que representam a sociedade civil dentro da CON devem agir rapidamente na construção de um regimento que traduza o anseio de suas bases por um espaço verdadeiramente democrático para debater a comunicação. Estes representantes têm o dever de lutar por uma proposta elaborada legitimamente a partir de debates travados no âmbito das comissões estaduais e referendada pela Comissão Nacional Pró-Conferência, sem perder de vista a urgência na aprovação de um regimento interno que contemple uma participação mais ampla e democrática de todos os setores da sociedade.

Curitiba, 21 de agosto de 2009

Comissão Paranaense Pró-Conferência
APP Sindicato, Assembléia Popular - PR, Associação Cultural de Negritude e Ação Popular, Cáritas - PR, Casa Brasil, Cefuria, Centro Che, Centro Paranaense de Cidadania, Ciranda - Central de Notícias dos Direitos da Infância e Adolescência, Coletivo Soylocoporti, Coordenação dos Movimentos Sociais - PR, Conselho Regional de Psicologia - PR, CUT - PR, DCE UFPR, Fermacom - PR, Fórum Paranaense de Economia Solidária, Fórum Permanente de Educação e Direitos e Humanos, IDDEHA – Instituto de Defesa dos Direitos Humanos, Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social, Instituto Reage Brasil, Marcha Mundial das Muheres - PR, MST - PR, PSL - PR, Sintcom - PR, Sindijor-PR, Sindijus - PR, Terra de Direitos, UPE.

Por uma Conferência de Comunicação democrática

A Comissão Paulista Pró-Conferência de Comunicação, articulação que reúne mais de 90 entidades e movimentos de todo o estado de São Paulo, reunida em 19 de agosto, debateu os últimos acontecimentos envolvendo a realização da 1ª Confecom. Diante da proposta do governo de distribuição da delegação à conferência na proporção de 40% para o segmento empresarial, 40% para a sociedade civil e 20% para o poder público e do estabelecimento de um quórum qualificado de 60% para a aprovação de propostas, as entidades reunidas na Comissão Paulista afirmam:

- Mantemos nosso posicionamento, já manifestado em nota divulgada anteriormente, de que a proporção 40/40/20 para a distribuição de delegados não corresponde à real representação desses segmentos na sociedade brasileira, conferindo um peso desproporcional ao setor empresarial;

- Esse formato de representação somado ao quórum qualificado de 60% para aprovação de propostas fere o caráter democrático da Conferência, uma vez que confere poder de veto a qualquer setor, criando um ambiente avesso ao que se espera de espaços institucionais de debate como o que está em questão;

- A atitude do setor empresarial de se retirar da Comissão Organizadora Nacional não pode ter força de pressão sobre o governo federal a ponto de suas exigências serem acatadas de imediato. Muito menos deve ter esse impacto sobre as entidades da sociedade civil, que devem seguir defendendo critérios democráticos para a realização da 1ª Confecom;

- Defendemos que a Conferência Nacional de Comunicação seja um espaço democrático para aprofundar os temas relativos ao setor em nosso país, onde todos os segmentos sociais possam colocar suas posições livremente, sem privilégio para nenhuma das partes envolvidas no processo. Para nós, a 1ª Confecom é uma oportunidade para a realização desse debate a partir do reequilíbrio de forças desses atores, e não para reproduzir o desequilibro já existente na sociedade.

Por tudo isso, reivindicamos o fim do quórum de 60% para a aprovação das propostas e que a representação de delegados na Conferência não reserve vagas de antemão para nenhum setor da sociedade civil – conforme proposta já apresentada pelas organizações que integram a Comissão Nacional Pró-Conferência, na qual o poder público teria direito a 20% dos delegados e a sociedade civil (incluindo todos os seus segmentos), 80% e a aprovação dos temas na conferência observasse o critério já consagrado pelas outras conferências institucionais, o quórum de 50% +1 dos votos.

Conclamamos então todas as entidades que participam da Comissão Organizadora Nacional a seguirem lutando por melhores condições de representação da sociedade civil não empresarial na Confecom. Não podemos aceitar como imposição a proposta dos empresários, defendida equivocadamente pelo governo, e que representa uma afronta ao caráter democrático que deve alicerçar a Confecom. A Comissão Paulista Pró-Conferência entende que este é um momento de negociação e que ainda é possível fazer valer nossas posições. É em torno delas que permanecemos unidos e mobilizados.



São Paulo, 19 de agosto de 2009.


Comissão Paulista Pró-Conferência de Comunicação

ABRAÇO-SP, Ação da Cidadania SP, Ação Educativa, Acesp, AFUBESP, Agência Pressenza, Andep, APEOESP, APIJOR – Ass. Bras. Da Propriedade Intelectual dos Jornalistas Profissionais, Articulação Mulher e Mídia, Artigo 19, Associação Cantareira, Associação da Parada Orgulho GLBT, Campanha pela Ética na TV, Cavalo Marinho, CEERT, Centro Academêmico Benevides Paixão - Comunicação Social – PUC-SP, Centro Camará de Pesquisa e Apoio á Infância e Adolescência, Centro Informação Mulher, Ciranda Internacional Informação Independente, Coletivo Cidadania Ativa, Coletivo de Esquerda, Coletivo Demover, Coletivo Digital, CONEN – Coordenação Nacional de Entidades Negras, CRESS, CRP-SP - Conselho Regional de Psicologia de S. Paulo, CUT-SP, Educafro, ENECOS – Executiva Nacional de Estudantes de Comunicação Social, Escritório Modelo Dom Paulo Evaristo Arns PUC-SP, Fitert – Federação Interestadual dos Trabalhadores em Emissoras de Rádio e Televisão, Fórum de Mídia Livre, Fórum Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, FRENAVATEC, Geledés – Instituto da Mulher Negra, GENS – Educação e Cultura, GPOPAI-USP, Grupo Baixada Santista Pró-Conferência, IBCCRIN, Instituto Alana, Instituto de Cultura Árabe, Instituto Patrícia Galvão, IPJ – Instituto Paulista de Juventude, Instituto Paulo Freire, Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, Juventude do PT, LBL – Liga Brasileira de Lésbicas, Mandato da deputada Luiza Erundina, Marcha Mundial das Mulheres, Marcha Mundial pela Paz e pela Não-Violência, Memória Magnética, Moradia MMLM-FCV, Movimento Anistia, Movimento de Moradia de Sao Paulo e Interior UMM, Movimento dos Sem Mídia, Movimento Humanista, Movimento Moradia Flagelados Enchentes de Guaianazes, Movimento Música pra Baixar, Movimento Nacional Moradores de Rua, Movimento Palestina para tod@s, Movimento Sindicato É pra Lutar!, Newswire Comunicação, Núcleo de Cinema e Vídeo COM-Olhar, Oboré - Projetos Especiais em Comunicações e Artes, Observatório da Mulher, Portal Vermelho, Projeto Cala Boca já Morreu, Projeto Catraca Pede Passagem, Projeto O que Pode Ser Diferente, Rede Andi Brasil – Secretaria Executiva, Rede Grumim de Mulheres Indígenas, Rede Mulher de Educação, Revista Fórum, Revista Viração, Sindicato dos Bancários, Sindicato dos Jornalistas, Sindicato dos Psicólogos, Sindicato dos Radialistas, Sociedade de Desenvolvimento Cultura Ecológica e Social de S.Paulo, Sociedade de Desenvolvimento Cultura Ecológica e Social de São Paulo, SOMA Comunicação, Sumaré - int. Sind. Radialista, Tribunal Popular, TV Cidade, TV Comunicação de Bauru, UBM-SP - União Brasileira de Mulheres, UMSP – União de Mulheres de São Paulo, UNEAFRO, União Brasil, União dos Movimentos de Moradia, União Estadual dos Estudantes – SP

ES contra proposta oficial de delegados e quórum

A Comissão Pró-Conferência de Comunicação do Espírito Santo gostaria de manifestar sua discordância com as propostas que estão colocadas por representantes do governo federal em relação à divisão de delegados na conferência e também da criação de um quórum de 60% para aprovação de propostas. Acreditamos que elas tornam o processo, de antemão, desequilibrado.

Essas propostas foram feitas pelos empresários que estavam presentes na Comissão Organizadora Nacional da conferência. Não há argumentos plausíveis para mantê-las, sendo que nem seus autores tiveram a vontade de continuar a defendê-las no interior da Comissão.

A primeira proposta pretende reservar aos empresários da comunicação uma cota de 40% do universo de delegados. Esse número é desproporcional à representação desse setor na sociedade. A sociedade civil não empresarial ficaria também com 40% e o poder público, com 20%. Levantamento feito pelo Coletivo Intervozes revelou que o percentual máximo reservado aos empresários nas mais de cinqüenta conferências realizadas pelo governo desde 2003 foi de 30%, no único caso da conferência de meio ambiente. Porque motivo então adotar esse critério apenas na nossa conferência?

Também consideramos totalmente inadequada a proposta de quórum qualificado de 60% dos delegados para aprovação de “temas sensíveis”, como está se propondo. Isso pode tornar muito difícil a aprovação de qualquer proposta que vá de encontro aos interesses dos grupos dominantes da comunicação brasileira. Todo tema deve ser tratado de forma igual.

A maioria das entidades empresariais abandou a Comissão Organizadora por sua própria intransigência. A conferência continua sendo legítima. Nem os representantes da sociedade civil não empresarial nem o governo devem se culpar por isso. Por isso, a hora é de inaugurarmos uma nova fase nas discussões e construir o regimento interno democrático o mais rápido possível.

Portanto, acreditamos que o esforço dos representantes do poder público deve ser o de garantir um ambiente verdadeiramente democrático na conferência e ainda preservar a vontade daqueles que são historicamente deixados de lado na construção das políticas públicas de comunicação e estão realmente empenhados em construir essa conferência com o governo: a sociedade civil não empresarial.

Comissão Pró-Conferência do Espírito Santo

Abraço, Enecos, Coletivo Intervozes, Famopes, Sindicato dos Jornalistas, Sintraconst, Sindicato dos Bancários, MST, Gabinete do vereador Alexandre Passos, Gabinete do dep. estadual Cláudio Vereza, Secretaria de Comunicação de Cachoeiro de Itapemirim, Centro de Referência da Juventude e Prefeituras de Vitória, Cariacica, Serra, Viana, Vila Velha, Revista Viração, DCE da Ufes. Também fazem parte da comissão: Elaine Dal Gobbo, Dilson Ruas, Leandra Barros e Danilo Bicalho.


Fonte: Comissão Mineira Pró-Confecom

PI: É um absurdo 40-20-40 e quorum de 60%!

Defendemos 20-20-60, e somos CONTRA o quorum qualificado de 60% mais 1. Um absurdo!

Enfatizamos a necessidade de realização da Conferência de Comunicação, mesmo com a ausência de empresários. Analisamos também que se o Governo ceder à pressão da classe empresarial, estimularemos a elaboração de uma carta de repúdio a atitude do Governo de ter aceitado à cooptação dos empresários à realização da Conferência Nacional de Comunicação.

Sendo a sociedade civil a maior interessada e beneficiária do processo, analisamos a possibilidade de realização da Conferência na ausência de enpresários e Governo, pois avaliamos a capacidade crítica de organização e mobilização da sociedade civil na realização da Conferência.

A comissão organizadora do Piauí, está certa de que, mesmo se o processo for interrompido, estaremos organizados para a continuação da luta. A primeira iniciativa das entidades componentes do Grupo nesse processo é a criação do Comitê Estadual do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) para dar continuidade a luta em defesa da comunicação como direito humano na nossa região.

Atenciosamente,

Comissão Organizadora da Conferência do Piauí

• João de Moura Neto – Representante do Sindicato dos trabalhadores em Telecomunicações do Piauí - SINTTEL – PI
• Luiz Carlos de Oliveira Silva – Representante do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Piauí – SINDIJOR
• Valdeck Morais – Representante do Sindicato dos Trabalhadores em Radiodifusão e Televisão do Piauí – SINTERTELPI
• Márcio José de Macedo Araújo – Representante da Associação Mundial das Rádios Comunitárias – AMARC
• Ricardo Rodrigues Campos – Representante da Associação Brasileira das Rádios Comunitárias – ABRAÇO-PI
• Humberto Coelho Silva – Representante da Associação de Radiodifusão Comunitária do Estado do Piauí - ARCEPI
• Maria de Lourdes Carvalho Rufino – Representante da União Brasileira de Mulheres – UBM
• Antonio Batista de Araújo – Representante da Federação das Associações de Moradores do Estado do Piauí - FAMEPI
• Orlando Maurício de Carvalho Berti – Representante da Universidade Estadual do Piauí-UESPI
• Maria Helena Almeida de Oliveira – Representante da Centro de Ensino Unificado de Teresina – CEUT
• Anna Kelma Gallas – Representante da Faculdade Santo Agostinho
• Andressa Kerllen Nunes Silva – Representante da Executiva Nacional do Estudantes de Comunicação (Enecos) da Santo Agostinho
• Jessé Barbosa – Representante da Coordenadoria de Comunicação Social do Governo do Piauí – CCOM
• Oscar de Barros Sousa – representante da Fundação Centro de Pesquisa Econômicas e Sociais do Piauí - CEPRO
• Cláudia Sousa Marques Brito – representante da Fundação Antares (Rádio e televisão educativa do Piauí)
• Flora Isabel – Representante da Assembléia Legislativa do Piauí


Fonte: Comissão Mineira Pró-Confecom

Estaduais reivindicam publicação do regimento interno

Por Redação , Intervozes

Comissões Pró-Conferência de quatro estados exigem por meio de nota pública a recomposição do orçamento e a publicação imediata do regimento interno. Elas também criticam as imposições do setor empresarial e informam que as mobilizações seguem fortalecidas.
As Comissões Pró-Conferência do Rio Grande do Sul, do Paraná, de Minas Gerais e de São Paulo publicaram manifestos exigindo a publicação do regimento interno e a recomposição orçamentária da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom).

Os gaúchos foram os primeiros a se manifestar. No dia 15 de julho, após cancelamento da primeira reunião “definitiva” pelo Ministério das Comunicações a Comissão do Rio Grande do Sul expressou preocupação com a demora na publicação do regimento e do documento-base da Confecom. A carta reforça a importância de que a Conferência seja realizada em 2009. “Nunca a sociedade teve a oportunidade de fazer esta discussão num espaço como este e é importante que se faça agora e não no próximo ano ou governo”, defende. O documento critica ainda os empresários do setor, pedindo que o governo não ceda ao “ inabalável poder de veto dos detentores dos meios e conteúdos da comunicação, interferindo e/ou impedindo a realização deste fundamental evento”.

Os paranaenses também se manifestaram de forma dura em relação ao setor empresarial. Na nota pública “Por um regimento plural e democrático para a Confecom. Não às pressões da Abert” (Associação Brasileira de Empresas de Rádio e TV) a Comissão Paranaense é enfática ao criticar o impasse provocado pelos representantes dos empresários na Comissão Organizadora. As imposições dos empresários são consideradas “inaceitáveis”. “Tal tentativa prévia de restringir o debate não encontra paralelo em nenhuma das demais conferências ocorridas em outras áreas no país”, protestam. A manifestação reivindica “que os representantes do governo Federal, do Congresso Nacional e dos movimentos sociais não cedam às pressões da Abert, aprovando de maneira objetiva e célere a proposta de regimento interno”.

Os mineiros reforçaram que apesar dos impasses, a Comissão Mineira Pró-Conferência de Comunicação intensificará mobilização para a realização da 1ª Confecom . Em nota publicada no dia 28 de julho, eles criticaram a não reposição do recurso e pediram que haja o restabelecimento “dos prazos para a realização das etapas municipais, regionais e estaduais, e a publicação do regimento interno”. Ao final, eles conclamam o movimento social a participar do processo. “Será somente através de debates amplos, plurais e qualificados que faremos uma conferência capaz de nortear a reestruturação do marco regulatório das comunicações no País. Devemos aproveitar a oportunidade que conquistamos e mobilizar forças para equilibrar o controle e desfazer o monopólio histórico exercido sobre a comunicação no Brasil”.

Outra manifestação aconteceu em São Paulo, que avançou no debate defendendo que a proporção de delegados para a Conferência seja de 20% para o poder público e 80% para a sociedade civil (sem distinção de empresários e não-empresários). O governo federal defendeu 40% de cotas para o setor empresarial. A Comissão ainda lembrou que apesar dos progressos desenvolvidos pelas estaduais, “as convocações oficiais pelos executivos municipais e pelo Governo Estadual dependem da finalização do regimento interno pela Comissão Organizadora Nacional”.

Cancelamentos e boicotes
As manifestações das estaduais respondem a uma série de acontecimentos que se sucederam no mês de julho. Das três reuniões consideradas como definitivas para a publicação do regimento interno, duas foram canceladas pelo governo federal e uma não avançou pois foi boicotada pelas entidades do setor empresarial. Os empresários vêm impondo premissas para sua participação na Conferência.

No país inteiro é aguardada a publicação do regimento interno para convocação das etapas estaduais. Piauí, Paraná e Alagoas já publicaram decreto. “Como o impasse político está atrasando de maneira preocupante, alguns estados estão caminhando de forma independente. Existe sim a possibilidade de que mais estados toquem seus processos”, analisou Jonas Valente, membro do Intervozes e titular da Comissão Organizadora Nacional.

Fonte: CNPC

Falta de definição nacional adia Conferência Municipal de Comunicação

Até lá, serão realizados encontros preparativos. Próximo é nesta sexta-feira (21/8)

Até o momento, permanece indefinido o regimento da Conferência Nacional de Comunicação, que irá ocorrer no início de dezembro, precedida pelas conferências municipais e estaduais. Por isso, tornou-se necessário adiar também a Conferência Municipal, inicialmente prevista para o dia 22 (próximo sábado), substituindo provisoriamente esse encontro oficial por uma série de oficinas preparatórias da comunidade, a próxima das quais prevista para esta sexta-feira, 21/8, às 18 horas, no mini-auditório da Prefeitura, situado no Paço Municipal, com a presença de representantes das entidades interessadas no tema.

Embora em alguns municípios venham sendo realizadas conferências livres, a Prefeitura de Cubatão, promotora do evento neste município, entende haver o risco de o mesmo não ser oficialmente reconhecido perante os níveis estadual e nacional desse debate, caso não seja seguido esse regimento nacional até agora não divulgado.

A informação mais recente disponível sobre o assunto é que, com a desistência dos empresários em participar da Conferência Nacional, as definições regimentais deverão ser concluídas na próxima semana. Os prazos legais originais para a realização das conferências municipais e estaduais foram adiados, por sugestão da Comissão Estadual Pró-Conferência de Comunicação: antes, havia o limite até 31/8 para se realizar a etapa municipal.

Apesar do atraso da implantação do regimento nacional causar confusão na realização das etapas antecessoras, um ponto positivo desta indefinição da Comissão Nacional, sobre o regimento, é a possibilidade que as comunidades têm de preparar melhor a realização da etapa municipal, conscientizando a comunidade sobre a importância do tema e esclarecendo dúvidas sobre o tema. Assim, a Prefeitura de Cubatão, por meio da Secretaria de Ação de Governo, decidiu realizar algumas oficinas de preparação da comunidade sobre este tema, convidando integrantes das comissões regionais e estaduais, além de personalidades do setor, para falar sobre o assunto e esclarecer possíveis dúvidas sobre o que é uma conferência de comunicação, qual a importância do evento, como isto está ligado à sociedade, etc.

Objetivos – Definida por decreto federal em abril, a Conferência Nacional de Comunicação pretende ser um amplo fórum para debates sobre os inúmeros aspectos da Comunicação no país: concessões de canais, comunicação comunitária, liberdade e amplitude no acesso e uso da Internet, inclusão digital, normas para televisão por cabo e as novas possibilidades de uso dessa tecnologia em benefício da comunidade, qualidade no conteúdo dos programas emitidos, acessibilidade aos meios de comunicação pelos portadores de deficiências, são apenas alguns dos aspectos que poderão ser tratados, bem como a criação de conselhos para o acompanhamento permanente da implementação das propostas apresentadas nos vários níveis desse debate – municipal, estadual e nacional.

Mais informações sobre o assunto podes ser obtidas nos endereços:

http://proconferencia.org.br/ , http://www.proconferenciasp.org/ , http://conferenciacombs.blogspot.com/


Texto: Carlos Pimentel Mendes – MTb. 12.283-SP

Fonte: Comissão Baixada Santista Pró-Confecom

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Nota da Comissão Baiana Pró-Conferência

CONFERÊNCIA PRA VALER!!!

Manifesto das entidades da Comissão Estadual

Pró-Conferência Nacional de Comunicação - Bahia


A I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) foi convocada pelo presidente Lula e o país inteiro se mobiliza. Agora, as entidades que compõe a Comissão Estadual Pró Conferência da Bahia (CPC-BA) se manifestam por uma Conferência Pra Valer. Porque como as coisas caminham no Ministério das Comunicações a Confecom anda prejudicada.

Um dia não tem dinheiro, no outro, como um passe de mágica, os oito milhões de reais já estão na conta. Todo mundo se anima, mas lá vai que o regimento não se apronta. Os empresários fazem de tudo pra boicotar, a maioria se retirou do processo, como fizeram com a I Conferência da Bahia em 2008. O governo federal entra no jogo, e adia as decisões dia após dia. Já chegamos em agosto, a etapa final será em dezembro, e deste jeito os estados não se organizam. Faltam menos de cinco meses e ainda não tem marca, local ou qualquer estrutura definida. Assim não dá, o povo quer participar, encontros, seminários, conferências livres e reuniões se multiplicam, sejam nas margens do São Francisco, em Juazeiro da Bahia, na organizada Picos, no interior Piauí, no frio de Curitiba, no ar seco de Brasília ou nas luzes de Sampa. Mas cadê o regimento?

Pra piorar Senhor Ministro Hélio Costa cede explicitamente o choro dos coronéis midiáticos. Onde já se viu Conferência em que os empresários têm 40% dos delegados, quando a média das conferências do governo são 15% pro setor empresarial? Pois foi isso que o Sr. Ministro prometeu para aqueles que tratam um direito humano como lucro legitimarem a Confecom mesmo tendo abandonado. Sr. Ministro não ache que o povo é besta, assim não se constrói Conferência Pra Valer, por todo lugar o Sr. é falado como àquele que é envolvido historicamente com os negócios do capital privado. O jeito é reclamar com o presidente, que não tem como apagar o passado de operário.

Companheiro Lula, abra os olhos. São aqueles que sempre te prejudicaram que não querem debater concessões, sistema público e participação social nas decisões do Estado. Novos tempos estão chegando, é um mundo digital com potencial revolucionário, mas com esta legislação vamos continuar com os mesmos vícios do século passado. Lula, na nossa comunicação o comunicador comunitário ainda é tratado como bandido, a mulher como objeto e o negro como escravo. É violação dos direitos humanos a todo instante, tanto pela Polícia Federal quanto pelos veículos concessionários, que não respeitam as crianças nem no horário sagrado do almoço. O produtor regional e independente não é incentivado, a educação básica não inclui as novas tecnologias e o cidadão faz papel de abobalhado com os preços da telefonia.

Presidente, faça uma Conferência Pra Valer, é um passo importante para termos um Brasil mais democrático. Aqui na Bahia caminhamos passo a passo. A sociedade se organiza e o governo nos ouve. Por sinal o também sindicalista Jaques Wagner precisa ser mais rápido, um ano já foi passado desde que terminamos a Conferência Estadual da Bahia, e até agora quase nada foi implementado. Está na hora de criar estruturas apropiadas para tocar as políticas públicas de comunicação e constituir de imediato o *Conselho Estadual de Comunicação e mostrar que a Conferência daqui foi pra valer, mesmo sem os grandes empresários.

Quanto aos demais parceiros das Comissões Pró Conferência pelo País, não desanimem, estamos incomodando os tradicionais donos do poder midiático. Direito nenhum é dado de graça, é preciso muita luta pra chegar no novo tempo esperado. Vamos continuar a caminhar juntos e demonstrar que se depender da gente essa Conferência é Pra Valer!

Comissão Estadual Pró-Conferência de Comunicação - BAHIA

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Nota da Comissão Estadual Pró I CONFECOM do RJ

Rio, 17 de agosto de 2009
Reunida em mais uma plenária, com a presença de mais de 40 entidades da sociedade civil organizada, e diante do impasse provocado pelas negociações no âmbito da Comissão Organizadora Nacional da I CONFECOM, a Comissão Estadual Pró I CONFECOM do RJ aprovou a seguinte nota:
1. A I CONFECOM foi oficialmente convocada pelo Presidente da República,em Decreto de 16 de abril deste ano. Ela é fruto da luta de centenas de entidades da sociedade civil, que organizadas em cerca de 24 Comissões Estaduais e 01 Comissão Nacional Pró-Conferência, desenvolveram em todo o país inúmeras atividades ao longo dos últimos dois anos, como audiências públicas, abaixo-assinados, seminários, atos públicos, manifestações, reuniões e oficinas. Ela é fruto, cada vez maior, da consciência de amplas parcelas da população de que a comunicação é um direito que deve fazer parte da nossa cesta básica de cidadania, tão importante quanto terra, trabalho e liberdade.
2. Passados mais de 04 meses da divulgação do Decreto Presidencial, a Comissão Organizadora (CO) Nacional não consegue aprovar o Regimento Interno da I CONFECOM. A atitude instransigente de boa parte da representação empresarial impediu que os trabalhos da CO Nacional se desenvolvessem. Pouco afeitos às práticas democráticas, algumas entidades empresariais tentaram, desde o início, atrapalhar e engessar a I CONFECOM, procurando impor regras draconianas e exigências descabíveis, habituadas que estavam a conviver com o regime autoritário. Como isso não surtiu efeito, 06 das 08 entidades do empresariado se retiraram do CO Nacional, na semana passada.
3. Pressionados pela atitude pouco colaborativa de parte dos empresários, os representantes do Governo Federal na CO Nacional insistem em propor ao conjunto da sociedade civil duas propostas para o Regimento Interno que carecem de fundamento e de lógica democrática. Querem que a proporcionalidade na I CONFECOM fique distribuida da seguinte forma: 40% para o empresariado, 40% para o resto da sociedade civil e 20% para os poderes públicos. Além disso, querem que aceitemos um quórum qualificado de 60% para a aprovação de qualquer proposta no âmbito da I CONFECOM.
4. Ora, se estas duas propostas já não faziam sentido antes, muito menos agora que 06 das 08 entidades empresariais se retiraram do processo. Se o argumento para aceitarmos tais propostas era o de garantir uma maior adesão do empresariado à I CONFECOM o tiro saiu pela culatra, com a decisão de boa parte das entidades empresariais de abandonar a CO Nacional. Aceitar que o empresariado tenha 40% dos delegados seria aceitar a tese que eles correspondem à metade de toda a sociedade civil organizada, o que não é verdade. Mais, é aceitar uma representação super-dimensionada do empresariado, coisa que não aconteceu em nenhuma das outras mais de %) Conferências Nacionais realizadas sob a gestão do atual Presidente da República. Entendemos que a proporcionalidade correta seria 20% para os poderes públicos e 80% para a sociedade civil, entendendo o empresariado como parte da sociedade civil. Por fim, aceitar o qúorum qualificado de 60% para aprovação de qualquer proposta, ou mesmo das propostas mais polêmicas, é 'engessar' previamente a I CONFECOM, antes mesmo que o debate seja travado. Porque tanta preocupação com a expressão da vontade da maioria, se a I CONFECOM, assim como tantas outras Conferências Nacionais, será apenas consultiva. O seu resultado configurará um conjunto de sugestões aos poderes públicos, que poderão acatá-las ou não.
5. Todos nós queremos que a I CONFECOM seja realizada, e entendemos que o Governo Federal não pode se expor a um desgaste de voltar atrás e não realizar a I CONFECOM, no prazo indicado (01. a 03 de dezembro de 2009). Entendemos que, em política, a negociação faz parte do processo, e que às vezes é necessário saber negociar, ceder aqui para conquistar mais adiante. Por isso, entendemos que os representantes das 08 entidades da sociedade civil que representam a Comissão Nacional Pró Conferência de Comunicação - CNPC (ABCCOM, ABEPEC, ABRAÇO, FITERT, FENAJ, CUT, FNDC e INTERVOZES) devem procurar construir uma proposta de Regimento que seja um meio termo entre as propostas até agora apresentadas pelo Governo Federal e as propostas defendidas pelo movimento, e que garanta o máximo de representatividade e democracia no âmbito da I CONFECOM.
6. As reuniões da CO Nacional precisam ser retomadas imediatamente, e o Regimento Interno da I CONFECOM pecisa ser aprovado, o quanto antes. O país inteiro está esperando isso. As Conferências Estaduais começaram a ser convocadas em vários Estados (04 Decretos Estaduais já foram assinados), e centenas de Conferências Municipais estão em curso. Não é possível procrastinar ainda mais esse processo.
7. Por fim, as 08 entidades que representam a CNPC no âmbito da CO Nacional precisam se assumir enquanto coordenação geral deste movimento. É necessário azeitar e aperfeiçoar os mecanismos de comunicação e consulta entre essas 08 entidades e o restante da CNPC e das 24 Comissões Estaduais. Se haverá uma nova rodada de negociações no âmbito da CO Nacional, na próxima terça (25), sugerimos que no dia anterior (segunda) seja convocada uma grande plenária da CNPC, ampliada com representantes de cada Comissão Estadual, para ouvir as propostas do conjunto do movimento, plenária essa que deve ser amplamente convocada, desde já. Desta forma os representantes dessas 08 entidades se sentirão mais credenciados e fortalecidos para a negociação que acontecerá na terça.
Comissão Estadual Pró I CONFECOM do RJ

domingo, 16 de agosto de 2009

Debate na Câmara de Sete Lagoas (26/08, 19 h)


Agendado debate na Câmara de Vereadores de Sete Lagoas para o dia 26 de agosto, às 19 horas, quando será discutida a Conferência Nacional de Comunicação, além de temas sobre a mídia local e estadual.

Está sendo articulada com o Poder Executivo Municipal a construção de uma conferência na cidade, aguardando solução da pendência sobre o Regimento Interno Nacional, que estipula as datas limites, ainda não publicado.

Antônio Braz, do Sindicato dos Trabalhadores na Educação (Sind-UTE-MG) já confirmou presença.

Também está sendo convidado um representante do Conselho Regional de Psicologia (CRP-MG) para participar como palestrante.



Por Alexandre Nativa, de Sete Lagoas, Comissão Mineira Pró-Confecom

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Seminário no Pará

Convite:
A Comissão Estadual Pró-Conferência de Comunicação do Pará convida a todos a participar de seminário conforme abaixo:
Seminário Temático da Comissão Estadual Pró-Conferência de Comunicação
Local: Auditório da Escika Souza Franco
Endereço: Av. Almirante Barroso
Dias: 27, 28 e 29 de agosto de 2009
Início:19h do dia 27
Programação:

a) 27 de agosto:

    • 19h: Composição da Mesa de Abertura: representantes da Comissão Nacional, Estadual Pró-Conferência, Governo Federal e Estadual.
    • 20h: 1ª Mesa / Palestrante: Lúcio Flávio Pinto, / Tema: Conferência de Comunicação e a sua Importância Histórica

b) 28 de agosto:

    • 9h: 2ª Mesa / Tema: Propriedade e concentração nos meios de comunicação do Brasil.
    • 15h: 3ª Mesa / Tema: A mídia comunitária, a Conferência de Comunicação e um novo marco regulatório. Perspectivas de avanços no cenário atual.

c) 29 de agosto:

    • 9h: 3ª Mesa / Tema: TV Pública e os desafios do Sistema Público e a complementaridade necessária.
    • 15h: 4ª Mesa / Tema: Universalização da banda larga, inclusão digital e internet.

Comissão Estadual Pró-Conferência de Comunicação – CPC

SubComissões de Relações Institucionais, Infraestrutura e Mobilização

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Nota da Comissão RS

Ilmo. Sr. Marcelo Bechara

Presidente da Comissão Organizadora da I CONFECOM

Conferência Nacional de Comunicação

Em mais uma demonstração de mobilização da sociedade civil do Estado, como já vem ocorrendo desde 2007, a Comissão Pró-Conferência Nacional de Comunicação/RS manifesta, de público, o seu repúdio ao comportamento dos empresários dos meios de comunicação, que – focados em seus interesses particulares – tentam criar condicionantes para participarem e ameaçam abandonar a 1ª CONFECOM. Num momento histórico em que é cada vez mais evidente a necessidade de amplo debate visando à democratização da comunicação no Brasil, soa inaceitável a postura do empresariado do setor, que parece só querer ouvir o que a sociedade tem a dizer sobre o tema, se suas próprias pautas forem priorizadas.

Além disso, a Comissão critica, veementemente, a postura do Ministério das Comunicações, que, numa atitude de desconsideração à ampla maioria da sociedade civil organizada, representada pelos diferentes movimentos sociais mobilizados em favor da Conferência, dispõe-se a atender, em separado, os recorrentes apelos dos empresários. Ora, esta postura governamental pode colocar em risco até mesmo a realização da Conferência Nacional de Comunicação. Afinal, em função da manifesta indecisão dos empresários - aliada à tolerância do Governo - até o presente momento, nada foi produzido, em termos de organização, para viabilizar a 1ª CONFECOM.

Para tanto, a divisão dos delegados da Confecom representa a essência deste evento democrático. A proposta do governo é a seguinte: 20% governo, 40% empresários e 40% “movimentos sociais”. Entretanto, a dita proporção colide frontalmente com os próprios objetivos da conferência. Senão, vejamos:

1. A conferência tem por fim ouvir a sociedade sobre a formulação de políticas públicas de Comunicação que devem ser sempre de estado. Para tanto, a sociedade faz-se presente representada por segmentos. Surge a questão: os empresários representam 40% da sociedade? Evidentemente não. Tal divisão é plenamente desproporcional e fere de morte, também por isso, um dos princípios da administração pública: a razoabilidade.

2. Ademais, esta divisão denuncia outra agrura política: o desrespeito ao princípio constitucional da igualdade. Ao dispor os delegados nesta proporção, usa-se o critério do poder econômico ao reverso. Isto é, quem deveria ter peso qualificado – visando equilibrar a relação desigual entre empresários e sociedade em geral[1] – é igualado ao mesmo patamar do outro. A velha máxima de Rui Barbosa: tratar os desiguais de forma desigual foi subvertida para acentuar a desigualdade e não ao contrário. Daí o absurdo da proposta do governo.

Portanto, o Estado Democrático de Direito inadmite reservar aos empresários (incluindo suas associações/entidades 'civis') 40% dos delegados. Note-se que não se trata de uma opinião ou estratégia/tática política de um segmento. São os valores que a sociedade acordou defender com unhas e dentes. Desta forma, é preciso definir um critério que equilibre a relação desigual entre os empresários e o restante da sociedade. Considerando que os empresários representam apenas seus interesses comerciais – seus subordinados são representados pelas entidades sindicais e os 'receptores' por entidades estatais e civis (de conservadoras à revolucionárias) ultrapassar a barreira dos 10% será uma afronta à democracia – que pressupõe a igualdade proporcional de condições.

De outro lado, a sociedade civil – aquela que representa os trabalhadores de todos os setores da sociedade e organizações (incluindo empresas) sem fins lucrativos deve ter para si reservado parcela dos delegados significativamente superior em relação ao 'empresariado' e ao governo. Isto porque a conferência é para ouvir, principalmente, este setor, haja vista que os empresários não precisam de um conferência para tanto – basta ver os episódios das últimas semanas que demonstram um tratamento “vip” às associações que os representam.

E por fim, o governo, assim como os empresários, deve ser coadjuvante. Usar sua autoridade concedida pelo voto (que não se confunde com autoritarismo) para, caso seja o último recurso, assumir o voto de desempate em eventuais impasses entre os demais delegados.

É urgente salvar os objetivos da conferência: representar de forma proporcional e razoável a opinião da sociedade brasileira sobre o setor de comunicações. Do contrário, chamem o(a) carroceiro(a) com as pipocas e distribuam na entrada da conferência plásticos cilíndricos, de cor vermelha aptos à fixarem-se na ponta do nariz de cada conferencista.

Neste sentido, a Comissão RS Pró-Conferência Nacional de Comunicação exige, do Governo Federal, a imediata retomada de todos os procedimentos, tendo em vista o considerável atraso nos prazos de execução das etapas necessárias à realização da Conferência. Caso o empresariado decida retirar-se do evento, deve ficar muito claro, para toda sociedade, que isso em nada modificará o dever de ofício do Governo – bem como sua obrigação – de retomar imediatamente o processo, garantindo o direito da sociedade civil organizada de produzir o debate e formular propostas para a democratização da comunicação no Brasil, no espaço legítimo de participação de uma Conferência Nacional.

Porto Alegre, 11 de agosto de 2009.

Comissão RS Pró-Conferência Nacional de Comunicação

Abraço RS,ASL,Campanha Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania,

CONRAD,CRP RS, CTB RS,CUT RS, ENECOS, FNDC, FOJUNE, MNDH,

Poa TV, Rede de Mulheres em Comunicação, Rede Feminista de Saúde,

Secretaria Municipal de Comunicação de Sao Leopoldo,

Sind. dos Jornalistas Profissionais RS, Sindicato dos Psicólogos RS,

Sintrajufe RS, Sinttel RS

http://rsproconferencia.blogspot.com



[1] Sem delongas, esta desigualdade não é mera opinião, é reconhecida pela constituição federal. Basta ver que até um judiciário específico foi criado a favor de uma das faces (trabalhadores) para equilibrar esta relação.

Sociedade Civil (SE) realiza Audiência Pública sobre Conferência de Comunicação dia 14

Nesta sexta, 14, a partir das 9h, a Comissão Sergipana Pró Conferência
de Comunicação realiza, no plenário da Assembléia Legislativa, Audiência
Pública sobre a I Conferência Nacional e Estadual de Comunicação. O
debate será realizado com a participação do Professor César Bolaño,Coordenador do Observatório de Economia e Comunicação da Universidade Federal de Sergipe (Obscom/UFS) e presidente da Associação Latinoamericana de Investigadores da Comunicação (Alaic),


O objetivo da audiência é fazer com que a sociedade e os poderes públicos tenham maior conhecimento sobre a I Conferência Nacional de Comunicação que acontece nos dias 1, 2 e 3 de dezembro e de todos os seus processos, inclusive da Conferência Estadual que deve ser realizada até o mês de outubro. A Comissão Sergipana Pró Conferência de Comunicação é uma organização que agrega mais de 20 entidades entre sindicatos, movimentos e associações.

O início

Em junho de 2007, diversas entidades nacionais se organizaram numa
articulação que culminou com a formação da Comissão Nacional Pró
Conferência de Comunicação, que através de diversas ações colocou na
pauta da sociedade e do governo a necessidade da realização de um espaço para a discussão do nosso sistema de comunicação. Por conta dessa articulação nacional, dia 17 de abril de 2009, o governo federal
publicou a convocatória para a 1º Conferência Nacional de Comunicação.

'Será a primeira vez que discutiremos sobre o sistema de Comunicação
Brasileiro, sobre as suas regulamentações, o papel dos meios de
comunicação, as políticas dessa área. A Conferência será a hora de
ratificarmos a Comunicação como um direito humano fundamental para o
exercício da cidadania", diz Ana Carolina Westrup, membro do Coletivo
Intervozes de Comunicação.

Em Sergipe, a Comissão Pró Conferência, foi constituída em março de 2009, tendo já realizado 3 grandes atividades de formação com os movimentos , além de se reunir semanalmente no Conselho Regional de Psicologia, quintas -feiras às 17h para a deliberação e avaliação de novas ações.

Atualmente a discussão nacional está girando em torno da
finalização do Regimento Interno. Alguns estados já convocaram a etapa
estadual, entre eles; Paraná, Piauí, Alagoas e Pará. Outros já formaram uma Comissão Organizadora Oficial que avança nos trabalhos para a organização da Conferência. Para o jornalista George Washington: "em
Sergipe precisamos que o governo mantenha um diálogo permanente com a Comissão Sergipana Pró Conferência, para que possamos traçar as
diretrizes que apontem para a realização da nossa etapa estadual. Sergipe já se mostra atrasado nessa discussão, e por isso estamos puxando a Audiência, para sensibilizar tanto a sociedade quanto o poder público para a realização da nossa Conferência Estadual de Comunicação."

Serviço:
Audiência Pública sobre a importância da 1º Conferência Nacional e
Estadual de Comunicação"
Data: 14 de agosto, sexta-feira
Hora: 9 h da manhã
Local : Assembléia Legislativa do Estado de Sergipe

I Seminário Pró-Conferência Estadual de Comunicação –SC


I Seminário Pró-Conferência Estadual de Comunicação –SC

Caminhos para o controle público e a democratização da comunicação


Data: 15 de agosto de 2009

Horário: 8h30 às 18h

Local: FECESC – Av. Mauro Ramos, 1624 (proximidades Beira Mar Shopping)

Florianópolis - SC

Objetivo: Construir uma intervenção coletiva dos movimentos sociais no processo de realização da Conferência Estadual de Comunicação e, posteriormente, da Conferência Nacional de Comunicação.

Realização: Comissão Pró-Conferência Estadual de Comunicação em Santa Catarina



A I Conferência Nacional de Comunicação, com o objetivo de discutir e elaborar propostas de Políticas Públicas para a área das comunicações no Brasil, foi convocada, pelo governo federal, para dezembro deste ano. Até lá, em todo o país, devem ser realizadas as Conferências Estaduais e Regionais e/ou Municipais.


Aqui em Santa Catarina, a Comissão Pró-Conferência Estadual de Comunicação já vem realizando, em todo o estado, por meio de audiências públicas, reuniões e oficinas, um trabalho de estímulo à mobilização para a Confecom nacional e para a construção da Estadual, Regionais e/ou Municipais.


E agora, como mais uma etapa deste trabalho, realiza no próximo dia 15 de agosto, em Florianópolis, o I Seminário Pró-Conferência Estadual de Comunicação –SC, preparatório à Confecom Estadual e, na sequência, à Nacional. O objetivo é reunir os integrantes da Comissão estadual Pró-Conferência, as representações das comissões regionais e de segmentos que debatem a comunicação no estado, além de formadores de opinião, parlamentares, estudantes, entre outros, para avançar na preparação da intervenção dos movimentos sociais catarinenses na I Conferência Estadual de Comunicação e, posteriormente, na Confecom Nacional.


Neste I Seminário serão apresentadas e debatidas as questões que estarão em disputa na Confecom. Algumas destas questões são Controle Público e Marco Regulatório, Sistemas público, estatal e privado, Liberdade de Expressão e de Imprensa, Radiodifusão Comunitária, Regulação da Publicidade...Também se destacam as temáticas regionalização, inclusão social, diversidade cultural e religiosa, digitalização e convergência tecnológica nas comunicações. Todos esses temas dentro de três eixos estratégicos: Meios, tendo como prisma a mudança do analógico para o digital, Cadeia Produtiva, do consumidor ao cidadão, e Sistemas, do perfil corporativo para o controle público.


Para mais informações sobre as inscrições e modelo para a apresentação de propostas, envie um e-mail para a secretaria do Seminário: fale@comunica-sc.org.br ou acesse www.comunica-sc.org.br


Confira, abaixo, a programação completa do evento.




I Seminário Pró-Conferência Estadual de Comunicação –SC

Caminhos para o controle público e a democratização da comunicação



Data: 15 de agosto de 2009

Horário: 8h30 às 18h

Local: FECESC – Av. Mauro Ramos, 1624 ( proximidades Beira Mar Shopping)

Florianópolis - SC

Objetivo: Construir uma intervenção coletiva dos movimentos sociais no processo de realização da Conferência Estadual de Comunicação e, posteriormente, da Conferência Nacional de Comunicação.

Realização: Comissão Pró-Conferência Estadual de Comunicação em Santa Catarina


Temário geral


- Apresentação de informações e construção do cenário da comunicação em Santa Catarina

- Levantamento das especificidades de cada segmento

- Construção de estratégias e capacitação para mobilização e intervenção

- Coleta de subsídios ao texto base que a Comissão Pró-Confecom SC irá propor às Conferências Municipais, Intermunicipais e Estadual


Público


Integrantes da Comissão estadual Pró-Conferência, representações das comissões regionais e de segmentos que debatem a comunicação no estado, além de formadores de opinião, parlamentares, estudantes, etc...


Programa


Manhã


8h30


-Credenciamento e Boas vindas


9h


- Mesa: Caminhos para o controle público e a democratização da comunicação


Expositores:


Rosane Bertotti – secretária de comunicação da Central Única dos Trabalhadores –CUT; integrante da Comissão Nacional Pro-Confecom


Sérgio Murillo de Andrade – presidente da Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ; membro da Comissão organizadora da Confecom Nacional


Carlos Locatelli – professor do Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC


Debate com os participantes


11h30


- Apresentação das propostas dos segmentos de Santa Catarina



Intervalo para almoço



Tarde


14h


- Debate e definição de eixos e estratégias para formular o texto base


18h


- Encerramento